Aprendemos com o profeta Elias a não andar ansiosos, mas depender da provisão divina, que dia a dia nos sustenta. Por isso a exortação do apóstolo Paulo: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Fp 4.6). Porém, há uma outra lição a aprender com o profeta. Lição esta que ele mesmo precisava aprender antes de lidar com os profetas de baal. Elias vivendo em Sarepta era sustentado miraculosamente por um viúva. Contudo, algo surpreendente ocorre ali. A viúva viu entrar no seu lar a enfermidade e com ela a morte abrupta de seu filho. Tristeza, dor e morte repentinos naquele lar trazem o desespero ao coração daquela mulher. Em seu sofrimento a mulher culpa o profeta (1 Reis 17.18). Somos assim também. Comumente culpamos alguém pelas coisas ruins que acontecem conosco. Não foi assim com Adão e Eva no paraíso? (Leia Gênesis 3.8-13). Não esqueçamos que Elias era um homem semelhante a nós. Certamente, naquele momento, Elias achava-se perplexo. Aquela família fora um instrumento de Deus para abençoá-lo. Quanta gratidão havia no coração do profeta por aquela família. A convivência com a viúva e seu filho o ensinou a amá-los. Diante de uma mãe angustiada, que carrega no braço o filho morto, não há o que dizer. O profeta se cala. Ele não discute nem a repreende. Ele simplesmente pede que a viúva coloque em seus braços o filho morto, entra no quarto e clama ao Senhor. Neste momento o profeta pode aprender o poder da oração. Por isso, mais tarde enfrentou s profetas de baal com tanta ousadia. Gene Getz nos diz que é em meio a situações que estão além do nosso controle que realmente aprendemos a orar. Talvez oremos diariamente agradecendo a provisão diária ou pedindo que Deus nos guarde e proteja do mal. Mas quantas vezes temos clamado de maneira intensa, constante na presença de Deus? Infelizmente não aprendemos a orar até que passemos por situações que fogem do nosso controle. Charles Swindoll nos diz: O que você faz quando chegam as tragédias? E quando vem uma provação? Qual é a sua primeira reação? É reclamar? Culpar alguém? Tratar de encontrar uma saída? Você criou o mesmo hábito de Elias? Você vai para seu lugar secreto e conversa com Deus? Elias nos dá um maravilhoso exemplo. Nada de pànico. Nada de medo. Sem pressa. Sem dúvida. Porque ele conseguia fazer isto? Porque ele sabia que o que habita no esonderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em que confio. Pois Ele te livrará do laço do passarinheiro e da pest perniciosa. Cobrir-te-as com suas penas, e, sob suas asas, estarás seguro; a sua verdade é pavês e escudo”. Meus irmãos e irmãs não nos esqueçamos que “muito pode, por sua eficácia, a oração do justo” (Tiago 5.16).
terça-feira, junho 05, 2018
terça-feira, maio 29, 2018
APRENDENDO COM O PROFETA ELIAS
Elias, o profeta, é um dos
personagens bíblicos que mais me inspira na vida cristã. Ele se mostra zeloso
pelo Senhor e submisso a vontade de Deus. Contudo, “era homem semelhante a nós,
sujeito aos mesmos sentimentos”, como nos lembra Tiago, irmão de Jesus. Ele
ousadamente confrontou o rei Acabe, anunciando o juízo de Deus sobre a nação e
por três anos e seis meses não choveu (1 Reis 17). Depois Deus o usou extraordinariamente para derrotar os profetas de baal no monte Carmelo (1 Reis 18). No entanto,
entre a proclamação da mensagem ao rei e a luta contra os profetas de baal,
Deus esteve forjando seu profeta. Durante este tempo Deus o livrou da espada do
rei, sustentando-o junto ao riacho em Querite, com pão e carne trazidos pelos
corvos. Depois o Senhor usou uma viúva para sustentá-lo com um pouco de farinha
e azeite. Assim, o profeta passa por situações adversas aprendendo a depender de
Deus. Como cristãos não estamos isentos de enfrentar problemas, aflições e
tribulações. Muitas vezes é o próprio Senhor que nos aflige, visando o nosso
bem e o crescimento da nossa fé e a nossa confiança no Senhor. O apóstolo Pedro
em sua carta declara “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio
de vós, destinado a provar-vos, como se alguma cousa extraordinária vos
estivesse acontecendo” (1 Pedro 4.12). Jesus nos exorta a não andarmos ansiosos
de coisa alguma, mas crermos na provisão do nosso Deus. Paulo, o apóstolo,
aprendeu a depender e a confiar em Deus, ou como ele mesmo diz, aprendeu a
viver contente em toda e qualquer situação, e declarou “Tudo posso nAquele que
me fortalece” (Fp 4.13). Vivemos um momento conturbado, difícil em nosso país.
Insegurança, medo e incertezas são os sentimentos que permeiam o coração do
brasileiro diante da crise institucional e política que vivenciamos. Porém,
como cristãos podemos lançar nossos temores ao Senhor, pois Ele tem cuidado de
nós. Portanto, “confia no Senhor e faze o bem; habita na terra e alimenta-te da
verdade. Agrada-te do Senhor e Ele satisfará os desejos do teu coração” (Salmo
37.3,4).
terça-feira, fevereiro 13, 2018
O PECADO DO ORGULHO
Quando
Deus examina nossas vidas, Ele não somente vê as ações exteriores, Ele vê
especialmente a atitude por trás delas (1 Sm 16.7). De fato, muitas vezes a
maneira como se diz alguma coisa tem tanto peso quanto o que é dito. Deus está
muito interessado com a atitude de nossos corações. Na verdade, cada um de nós
tem uma atitude que caracteriza nossas ações.
Em Apocalipse 3:15,16 lemos: Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente.
Melhor seria que você fosse frio ou quente! Assim, porque você é morno, não é
frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca. É claro que Deus deseja que seus
filhos O amem com um amor fervoroso. Na verdade, a atitude morna causa náuseas
a Deus. Nós devemos entender que a raiz de todo pecado é a falta de um amor
fervoroso por Cristo; é amar e adorar a si próprio e não a Deus. O orgulho é um
pecado tão refinado que muitas vezes passa despercebido. Talvez a pior forma de
orgulho na vida de uma pessoa seja a satisfação espiritual, que vê pouca
necessidade de santificação e crescimento. O verdadeiro avivamento sempre
começa com uma atitude de humildade e quebrantamento profundos com relação ao
pecado (2 Cr 7.14). Você gasta tempo diariamente com Deus para permitir que Ele
sonde profundamente sua vida ou você sente que não precisa de santificação?
Você fica realmente quebrantado e contrito por causa dos seus pecados ou você
pensa: “ora, ninguém é perfeito”? Você está realmente ansioso para ver o
poderoso mover de Deus ou está satisfeito do jeito que está? Se você acha que
já “chegou no ponto” ou que precisa de pouca purificação, você é culpado da
pior forma de orgulho espiritual. Confesse imediatamente e abandone o pecado do
orgulho. Cristo pode lhe dar um coração com espírito de humildade e contrição
verdadeiras. Aquele que ama a Deus sobre todas as coisas sabe de suas
limitações e fraquezas e reconhece que sem a graça do Senhor é impossível viver
a vida cristã e que por isso não tem nenhum motivo para se orgulhar, pois o
Reino de Deus é uma dádiva aos quebrantados, humildes e arrependidos e não pode
ser alcançado por nenhum esforço humano ou barganha. Leia Mateus 5:3 e
Filipenses 2:3-4. Ore para que o Senhor o quebrante e o faça andar humildemente.
sexta-feira, dezembro 08, 2017
SANTOS EM SANTIFICAÇÃO
Paulo ao escrever ao jovem Timóteo afirma:
“Ninguém menospreze o fato de seres jovem, mas procura ser exemplo para os
fiéis, na palavra no comportamento, no amor na fé e na pureza”. Somos, então,
exortados pela Palavra de Deus a ser modelos na vida cristã. O próprio apóstolo
fez isto: Sede meus imitadores assim como eu sou de Cristo! Não há dúvidas que
aqueles que procuram viver a vida cristã em santidade, consagrando-se ao
Senhor, tornam-se testemunhas impactantes em nossas vidas. Assim eu pergunto:
Você tem sido um modelo de cristão a quem outros desejam imitar? De acordo com
o apóstolo Paulo em sua carta à igreja em Corinto (1:2), o cristão é definido
como alguém que é santificado em Cristo Jesus e, ao mesmo tempo, é chamado para
ser santo. Podemos, então, afirmar que um cristão é “santo em santificação”. O
termo “santidade” tem sua raiz no pensamento de “separar-se” ou “apartar-se”. O
rev. J. I. Packer nos diz que “essa palavra significa, em primeiro lugar, tudo
o que caracteriza Deus como separado dos homens e, em segundo lugar, tudo o que
deve caracterizar o cristão como separado para Deus”. De acordo com as
Escrituras( leia: 1 Pedro 1.15,16; 1 Tess. 4.3,7; 5..23; Efésios 1.4; 5.25-27;
2.10; 2 Coríntios 7.1) a santidade é, ao mesmo tempo, dom e ordem de Deus;
portanto devemos orar pedindo-a, procurando praticá-la a cada dia de nossa
vida. Santidade era o alvo de nossa eleição e redenção e continua sendo o
requisito básico exigido por Deus de nós e o alvo de todo o seu tratamento
providencial a nosso respeito. A Palavra
de Deus nos ensina que santificação é transformação através de consagração. A
santificação é uma obra divina de renovação, envolvendo uma radical mudança de
caráter. A compreensão da nossa posição em Cristo leva-nos a uma transformação
pessoal, pois estamos sendo transformados à imagem de Cristo, onde o fruto do
Espírito é evidenciado. Ter o fruto do Espírito em nosso viver é manifestar aos
outros o caráter de Cristo. Também
aprendemos na Bíblia que santificação é um processo que envolve arrependimento.
A nossa santificação vem com a adequação do nosso caráter à nossa nova posição
de filhos adotados de Deus. Mas, também, da nossa dedicação em nos aperfeiçoar.
E, neste processo, exige-se uma continua avaliação (2 Coríntios 13.5) e nesta
avaliação é necessário a prática do arrependimento. “Arrependimento significa
voltar atrás tanto quanto você sabe do seu pecado, para dar tanto quanto você
conhece de si próprio a tanto quanto conhece de seu Deus, e à medida que o
nosso conhecimento cresce a respeito destes três pontos, também a nossa prática
de arrependimetno precisa ser aumentada” (J. I. Packer).
A Bíblia afirma que todos os que têm fé em
Cristo são novas criaturas nele. Em Romanos 6 aprendemos que fomos crucificados
com Cristo, isto é, foi dado um fim à vida dominada pelo pecado que vivíamos
anteriormente. E, também, aprendemos que fomos ressuscitados com Cristo para
que andássemos em novidade de vida. Isto significa que o poder que operou a
ressurreição de Jesus agora esta em operação em nossa vida, levando-nos a um
viver diferente, a um viver que honre e agrade a Deus.
terça-feira, outubro 24, 2017
SOLA FIDE - O ENSINO DE LUTERO SOBRE A JUSTIFICAÇÃO
Lutero foi descrito como “o primeiro pregador claro da justiça pela
fé enviado à igreja cristã desde os dias do apóstolo Paulo” (J. Koslin). Ele
foi o homem que sobrepôs o sistema. Sua mensagem de justificação pela fé
invadiu a consciência do homem ocidental com uma força eu alterou a história do
cristianismo. Ele empreendeu uma batalha espiritual em três frentes: (1) contra
o humanismo de Erasmo de Roterdã, (2) contra os evangélicos que queriam ir além
da doutrina da justificação pela fé fazendo do Espírito Santo o ponto central
da sua fé, (3) e contra o catolicismo romano, com a instituição do papado e
suas crenças anticristãs.
Lutero foi um devoto monge
agostiniano, o qual descobriu que nenhuma quantidade de ascetismo ou graça
interna o capacitava a levantar-se diante de Deus com uma consciência
tranquila. A mensagem paulina na carata aos Romanos o fez ver que a
justificação do pecador procede de Deus. Paulo declara que “Deus é quem justifica” (Rom 8.33) e a compreensão desta verdade
fez Lutero declarar que “Deus faz tudo
para justificar-nos”. Lutero
percebeu com clareza a ação da Trindade na aceitação o pecador para com Deus.
Há três aspectos na declaração da justiça para o pecador: é por graça, por
Cristo Jesus e por fé.
Conquanto nossa justificação e
reconciliação com Deus já fossem obtidas e asseguradas mediante a morte de
Cristo, isto não significa eu todos se salvarão. Lutero declarou: “Portanto, conquanto a obra mesma da
redenção já haja sido terminada, não pode ajudar nem beneficiar a um homem a
meos que creia nela e experimente seu poder salvador no coração”. Paulo, o
apóstolo, nos diz: “Concluímos, pois, que
o homem é justificado pela fé sem as obras da lei”. O entendimento que Lutero teve da fé se
baseia em dois princípios importantes:
1.
A FÉ NÃO É MÁGICA. Não há virtude salvadora na fé.
Deus não nos justifica porque tenhamos fé ou devido a nossa fé. Isso
contradiria o Evangelho de ser justificado pela graça. Negaria, ademais, a
justificação somente por Cristo. A fé não faz com que apareça a graça, mas
torna consciente de algo que já está em existência. É como abrir os olhos para
ver o sol. O sol já estava ali, e abrir os olhos não tem nada a ver com o
fazê-lo brilhar. A fé é aceitar nossa aceitação em Jesus.
2.
A FÉ NÃO É UM ATRIBUTO DO CORAÇÃO NATURAL. Não
pode ser gerada por si só. A obra do Espírito Santo é a de dar fé ao coração
humano. Lutero disse:
“Porque
nem você nem eu poderíamos jamais saber coisa alguma de Cristo, nem crer nele
nem tê-lo como nosso Senhor se a salvação não nos fosse oferecida e posta a
nossa conta como dom mediante o Espírito Santo através da pregação do
Evangelho. A obra da salvação já está feita e terminada; porque Cristo adquiriu
e ganhou o tesouro para nós mediante os seus sofrimentos, morte e ressurreição”.
Portanto, a graça é Deus
inclinando-se para aceitar em Jesus Cristo o inaceitável. A fé é o pecador
aceitando sua aceitação em Jesus Cristo.
Sola Fide não
foi somente um meio de lançar mão da justificação de Deus. Para Lutero
constituiu a base de seu entendimento cristocêntrico das grandes doutrinas da
Bíblia. Foi o mistério que explicava outros mistérios. Nesta vida, o cristão nunca é
absolutamente justo por obras, por amor, por experiência, por atuação ou
natureza. Ainda que o crente tenha nascido de novo, tenha sido feito uma nova
criação e, partir desta transformação, o Espírito Santo passe a habitar e
operar nele, ele ainda retém sua natureza pecaminosa. Nenhuma obra que façamos
será tão pura aos olhos de Deus a ponto de suportarmos o juízo de Deus. “A
manchada contaminação humana está apegada a suas mais piedosas obras. Lutero
resume isto quanto declara: Justo e pecador ao mesmo tempo. Para Lutero, toda a
vida cristã consiste numa vida de arrependimento contínuo e de invocação da
misericórdia divina. “Enquanto nos contemos como pecadores, Deus
nos conta como justos por causa de Cristo. Se não somos pecadores a nossos
olhos, não somos justos aos olhos de Deus”. A justiça que nos faz
aceitável e agradável aos olhos de Deus não é uma qualidade na vida do crente,
ela não se encontra em santo algum, mas é a justiça de Cristo. E o crente é
justo diante de Deus somente por fé. Lutero declara:
“A
justiça cristã nã é uma justiça que se encontra dentro de nós, como sucede com
uma qualidade ou virtude; isto é, algo que se encontra como parte de nós, ou
algo que sintamos. É antes uma justiça estrangeira, completamente fora de nós:
a saber , Cristo mesmo é nossa justiça essencial e completa satisfação”.
Lutero afirmando que é impossível
ao crente viver uma vida justa e virtuosa mediante o receber do Espírito de
Deus. Simplesmente ensina-nos que as boas obras do crente, isto é, a nossa
santificação, não faz parte da justiça mediante a qual apresentamo-nos
justificados diante de Deus. Somente em cristo há uma justiça que satisfaz
completamente a lei divina. Quando o apóstolo Paulo fala da justiça pela fé,
não está falando duma qualidade infundida no homem, mas de uma qualidade que
reside e permanece com a Pessoa de Cristo e é possuída somente pela fé.
O mundo atual,
moderno precisa ouvir esta mensagem. Novamente nos deparamos com três grandes
inimigos: o humanismo, o pentecostalismo e o romanismo. Necessitamos dum
reavivamento do espírito do grande reformador. Lutero foi um homem cuja
consciência foi regida pela Palavra de Deus. Foi suficientemente valente para
romper com mil anos de tradição estabelecida. O sola fide de Lutero é um não!
Total as aspirações do humanismo, do pentecostalismo e do romanismo. O
humanismo dirige o homem a encontrar satisfação nos recursos humanos. O
pentecostalismo tenta encontrar a satisfação na experiência extática duma vida
“cheia do Espírito”. O romanismo tenta encontrar a satisfação numa infusão
mística de justiça. As a mensagem de Lutero declara que nossa satisfação não
está sobre a terra, mas somente no céu, nunca no homem, mas somente em Cristo.
É nossa somente pela fé.
* Adaptado da Revista "Pregoeiro da Justiça".
sexta-feira, outubro 13, 2017
ENQUANTO É DIA
O livro de Atos dos Apóstolos é um
livro histórico, o qual relata-nos o desenvolver do cristianismo ao longo do
primeiro século da era cristã. Leroy Aims em seu livro “A Arte Perdida de Fazer
Discípulos” lembra-nos que
“Deus usa as pessoas. Homens e mulheres escolhidos por Deus são os meios que
Ele usa para a proclamação das boas novas... Deus não usa anjos como
testemunhas do evangelho, e sim pessoas. Imagine o que Deus poderia ter feito
para que as boas novas de Jesus chegassem a este mundo perturbado. Ele poderia
fazer com que as estrelas no céu ficassem de tal forma que o texto de João 3.16
seria escrito em todas as línguas e visto por todos. Poderia colocar em órbita
um anjo com
um megafone, proclamando a mensagem de Cristo em todos os idiomas. Mas escolheu
pessoas”.
Ele está correto em sua declaração e o livro de Atos confirma isto, pois ali
vemos Jesus continuando Seu ministério através de homens, que foram vocacionados,
transformados e capacitados para realizar a obra de evangelização. Que tarefa
grandiosa deveriam empreender os apóstolos e toda a igreja de Jerusalém! Como
uns poucos homens simples e, em sua maioria, pescadores, poderiam realizar tal
empreendimento, de levar ao mundo inteiro a salvação em Cristo Jesus? Aqueles
poucos homens simples o fizeram e transtornaram o mundo com a mensagem de
Jesus, pois Ele
os revestiu com poder ao derramar sobre eles o Seu Espírito (Atos 1.8). A
presença do Espírito Santo na vida daqueles homens os capacitou, fazendo-os
lembrar dos ensinos de Jesus e dando-lhes ousadia e coragem para com toda a
intrepidez proclamassem o Evangelho de Cristo.
Jesus nos deu uma grande responsabilidade: a de
pregar as boas novas em todo o mundo. A igreja do século XXI precisa continuar
comprometida com a proclamação do Evangelho assim como a igreja do primeiro
século. Na igreja primitiva havia um ardor pela evangelização. E este desejo
intenso deve existir na igreja hoje. A evangelização é a vocação de todos os
cristãos; todos são chamados a testemunhar. O triunfo da igreja primitiva
estava no fato de que cada crente era uma testemunha obediente de Jesus: Entrementes, os que foram dispersos iam por toda a parte
pregando a Palavra
(Atos 8.4).
Os dias são maus, vivemos em tempos selvagens como
afirmou o apóstolo Paulo. Imoralidade, corrupção, torpeza e toda sorte de
impureza permeia a nossa sociedade. Há um mundo corrompido carente da mensagem
de salvação. E Jesus ainda fala a igreja atual: Ide e pregai o Evangelho a toda
criatura.
Deus nos chama para ser igreja, sal da terra e luz do mundo. Capacita-nos com
Sua Palavra e com Seu Espírito Santo, dando-nos a mensagem e poder. Lembre-se
das palavras de Jesus: Enquanto
é dia, é necessário que realizemos as obras daquele que me enviou; a noite vem,
quando ninguém pode trabalhar (João 9.4).
sábado, outubro 07, 2017
DIANTE DA MORTE
A cada dia deparamo-nos com fatos e
histórias que nos chocam e nos fazem refletir. Stephen Paddock, um homem de 64
anos que não tem passagens pelas forças armadas ou antecedentes criminais,
abriu fogo na plateia de um festival de música na cidade de Las Vegas nos EUA.
Em seguida ele se suicidou. Ao menos 515 pessoas foram levadas a hospitais da
cidade após o ataque e 59 pessoas morreram. Um brasileiro que estava de férias
declarou: “Só
escapei porque não consegui ingresso”. Para este jovem a morte esteve bem próxima e, neste
momento, a vida para ele se revelou bela e valiosa! Quem de nós já não
enfrentou o perigo da morte ao menos uma vez na vida? De certo modo ela está
sempre diante de nós. As vezes ela se aproxima de uma forma mais clara e quase
podemos tocá-la. Uma enfermidade que se agrava, um acidente do qual escapamos
por pouco e outros fatos que experimentamos em nossa vida e que apontam para a
fragilidade da existência humana e nos faz lembrar da realidade da morte. Não é preciso chegar perto da morte para descobrir que a
vida é boa. Basta pensar que a morte é certa.
A Bíblia nos ensina: Que é a vossa vida? sois,
apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa (Tiago 4.14). O irmão de Jesus
fala-nos da fragilidade da existência humana comparando-a com um vapor. Moisés
também fala-nos disto comparando a vida com uma planta que de manhã floresce
e a tarde seca e murcha. A nossa existência é transitória, efêmera. Assim,
precisamos encontrar o sentido para qual existimos ou a nossa vida não terá o
brilho e vigor que uma vida humana deve ter. A vida faz sentido para quem
encontra o sentido da vida. Paulo, o apóstolo, estando preso, impedido de viver
como queria, e, em outras ocasiões enfrentando necessidades e privações, ainda
assim conseguia
transmitir uma qualidade de vida capaz de consolar de dentro da prisão aos que
estavam livres. Tudo porque tinha um objetivo claro, definido: viver para
realizar a vontade de Deus em sua vida e para testemunhar do Evangelho da graça
de Deus. Porque para
mim o viver é Cristo e o morrer é lucro, escreveu ele. Sua vida era de Cristo e para Cristo.
Jesus
declarou: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. A vida é Cristo e aqueles que
não O receberam não têm a vida. Só vive quem já se encontrou com Cristo e
passou da morte para a vida. Só encontrou um motivo de existir aquele que
tomou uma decisão de estar com e em Cristo. Não sabemos quando a morte nos
virá, mas é certo, ela virá. Diante da realidade da morte, é tempo de
decidirmos pela vida. É momento de decidirmos por Cristo, pois Ele promete: Quem crê em Mim, ainda que morra,
viverá.
terça-feira, janeiro 10, 2017
APRENDENDO COM NEEMIAS
O ano de
2016 terminou. Olhamos para trás e vemos sonhos alcançados e desafios superados
e, assim, declaramos: “até aqui nos ajudou o Senhor”. Por certo, nem tudo
conseguimos realizar. Alguns projetos nem saíram do papel, outros foram
interrompidos por dificuldades várias. Um novo ano nasce e com ele surge a
expectativa de novas realizações ou reiniciar o que paramos. Se observarmos
apenas os desafios, os obstáculos e as nossas limitações não alcançaremos o
nosso alvo, cairemos abatidos e desanimados. Perseverança é a palavra chave. A
Bíblia nos exorta a correr com perseverança a carreira que nos está proposta
(Leia Hebreus 12!). Se desejarmos ser perseverantes, devemos observar a vida
dos servos de Deus no passado. Creio que vislumbrar os feitos de Deus através
destes servos é encorajador para nós. Dentre
muitos heróis da fé cristã quero convidá-lo a refletir na vida de Neemias. Ele foi escolhido por Deus para a obra de reconstrução
dos muros de Jerusalém. Os desafios foram muitos. Uma cidade desolada e destruída,
desprovida de recursos. Um homem (e era apenas um homem!) exilado, que era escravo. Contudo, Neemias revelou-se
compassivo e temente a Deus. Sua compaixão por seu povo o fez se humilhar e
colocar-se de joelhos na presença de Deus. E em 52 dias Neemias alcançou seu
objetivo: “Acabou-se, pois, o muro aos
vinte e cinco dias do mês de elul, em cinqüenta e dois dias” (Neemias 6.15).
Qual o segredo do sucesso na obra de Neemias? Quais os fatores que o levaram a
ser bem-sucedido em seu empreendimento? Enumeramos três aspectos importantes: O
primeiro é o trabalho em equipe. O capítulo 3 descreve o envolvimento do
povo na obra de reconstrução. John White observa que 39 grupos diferentes de
trabalhadores estiveram envolvidos na obra. O chamado, a visão foi de Neemias,
mas ele não poderia reconstruir sem a participação do povo de Jerusalém. “Nenhum líder pode liderar sem delegar
responsabilidades para outras pessoas”. Deus queria usar todos, e todos
podiam contribuir independentemente de sua função, posição social ou técnica. O
povo como um todo participou da construção do muro. Foram muitos que
contribuíram. Com diferentes posições, diferentes ideias e diferentes talentos,
mas com um objetivo em vista, conseguiram atuar em equipe sob a liderança de
Neemias. O segundo é oração e trabalho. A realização da
obra de Deus despertou oposição (Neemias 4:2-3). A resposta de Neemias a esta
oposição foi a oração (4:4-5). Ele colocou em prática aquilo que Paulo nos
ensina (Rom 12:19). Neemias tem na oração o fato de deixar a vingança nas mãos
do Senhor. E após a oração, seguiu-se o trabalho, continuaram a obra de
reconstrução (4:6). E, em terceiro, vigilância. A dificuldade foi
aumentando cada vez mais e o povo se desanimou: “Então, disse Judá: Já desfaleceram as forças dos carregadores, e os
escombros são muitos; de maneira que não podemos edificar o muro” (4:10). A
pressão parecia começar a fazer efeito. Mais uma vez vemos a liderança de
Neemias: “Então, pus o povo, por
famílias, nos lugares baixos e abertos, por detrás do muro, com as suas
espadas, e as suas lanças, e os seus arcos; inspecionei, dispus-me e disse aos
nobres, aos magistrados e ao resto do povo: não os temais; lembrai-vos do
Senhor, grande e temível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas
filhas, vossa mulher e vossa casa” (4:13-14). Tal atitude frustrou os
inimigos (4:15). Encontramos um povo que tem nas mãos a espada e a pá, que não
baixa guarda, vigia e trabalha!
A
cooperação do povo e a liderança de Neemias foram vitais para a difícil tarefa
de reconstruir os muros da cidade. Se quisermos ter bom êxito na obra de Deus,
devemos aprender a trabalhar em equipe, dedicar-nos à oração e nunca baixar a
guarda. Essas lições de Neemias são muito úteis e devemos usá-las em nossa vida
diária.
*primeira pastoral do boletim da IP de Sapopemba
terça-feira, janeiro 03, 2017
O OFÍCIO DE PRESBÍTERO
As
Escrituras relatam-nos que Jesus, ao contemplar as multidões, sentiu profunda
tristeza, pois estavam “aflitas e exaustas, como ovelhas que não tem
pastor” . Por isso, como o Supremo Pastor das ovelhas, Jesus tem
comissionado homens aos quais lhes tem dito: “apascenta as minhas ovelhas” . E,
diante de tamanha responsabilidade, nós os comissionados devemos buscar no
ministério do Grande Pastor um modelo pastoral ideal. Isso nós encontramos no
Evangelho de João 10.1-16. Nesta passagem encontramos as qualidades do Bom
Pastor.
1) É
aquele que conhece as suas ovelhas.
Esta é uma das qualidades ministeriais que encontramos em Jesus. Ele chama pelo
nome as suas próprias ovelhas. Ele conhece as suas ovelhas; e elas O conhecem.
Há aqui uma compreensão pessoal e não meramente intelectual. Está implícito um
relacionamento de confiança e intimidade. Portanto, a característica
básica dos pastores comissionados por Cristo é o relacionamento pessoal que se
deve desenvolver entre o pastor e as suas ovelhas. O Rev. John Stott afirma que
“talvez a primeira característica dos subpastores de Cristo seja o
relacionamento pessoal que se deve desenvolver entre o pastor e as pessoas.
Elas não são clientes nossos, nem nossos eleitores, pacientes ou fregueses. E
muito menos são meros nomes guardados em registro ou, pior ainda, números de um
arquivo de computador. São indivíduos, pessoas que nós conhecemos e que nos
conhecem” . R. Baxter em sua obra, O Pastor Aprovado, afirma que
“precisamos conhecer cada pessoa das que estão a nosso cargo, pois como
poderemos olhar por elas, se não as conhecermos? Devemos ter conhecimento
completo dos que fazem parte do nosso rebanho. Como um pastor cuidadoso cuida
de cada ovelha, individualmente, ou como um bom mestre-escola cuida bem de cada
aluno, individualmente, ou como um bom médico conhece a cada um de seus
pacientes”.
2) É
aquele que serve as suas ovelhas.
Jesus afirma: “Eu sou o bom Pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas”. Ele
se dedica ao bem estar delas, e toda a Sua vida é dominada pelas necessidades
delas. Como pastores que somos, fomos chamados para cuidar de pessoas as quais
o próprio Deus nos confiou. “Uma das coisa fundamentais ao ofício e à
profissão de um pastor é isto: paixão suficiente para providenciar que suas ovelhas
tenham tudo de que carecem, e senso bastante para evitar que elas tenham aquilo
que as machucaria ou que as destruiria”. Nem sempre é tão fácil servir ao
rebanho de Deus, pois tal qual uma ovelha, os homens se mostram obtusos,
desviam-se do caminho facilmente. Outras vezes são exigentes, mal-agradecidos,
sendo-nos difícil de amá-los. E nessa hora devemos nos lembrar que eles são
rebanho de Deus, comprados com o sangue de Cristo e confiados aos nossos
cuidados. Como nos ensina Baxter: “ouçamos as palavras de Cristo, toda vez que
sentimos crescer em nós a tendência para nos tornarmos lerdos e relaxados:
“Morri por eles, e vocês não querem cuidar deles? Eles foram dignos do meu
sangue e todavia não são dignos do seu labor? Fiz e sofri muitíssimo pela salvação
deles, me dispus a fazer de vocês por cooperados meus e, contudo, se recusam
dar-me o pouco que tem em mãos?” Assim, toda vez que olharmos para os que
congregam em nossas igrejas, lembremos vividamente que elas são a aquisição
feita pelo sangue de Cristo”.
3)
É aquele que guia as suas ovelhas.
Como ministros de Cristo é nossa responsabilidade guiar as pessoas de tal modo
que seja seguro para elas seguirem a nós. Com isso temos que ser para elas um
exemplo coerente e confiável. John Stott nos diz que “Jesus introduziu no mundo
um novo estilo de liderança, a saber, a liderança pelo serviço e pelo exemplo,
e não pela força” . É isso o que nos ensina o apóstolo Pedro: “Pastoreai
o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente,
como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade, nem como
dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do
rebanho”.
4)
É aquele que alimenta as suas ovelhas.
Cabe aos presbíteros alimentar o rebanho de Deus. Somos exortados por Paulo, o
apóstolo, a pregar a Palavra, em tempo oportuno ou não, a corrigir, repreender
e exortar com toda longanimidade e doutrina. O pastor, ministro ordenado, é,
acima de tudo, um ministro da Palavra. Mas duas das qualidades necessárias para
o exercício do presbiterato são que ele seja apto para ensinar e apegado a
Palavra fiel que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder, assim para
exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem. Stott nos lembra: “Seja nas igrejas cansadas do
ocidente ou nas vibrantes igrejas de muitos países no terceiro mundo, nada mais
é necessário hoje, do que uma exposição fiel e sistemática da Escritura no
púlpito (...) É demais o número de congregações que estão enfermas e até mesmo
morrendo de fome por falta do alimento sólido da Palavra de Deus” .
5) É
aquele que guarda as suas ovelhas.
Phillp Keller em sua exposição do salmo 23 nos lembra que “outra tarefa que o
cuidadoso pastor realiza durante o verão é manter uma vigilância constante por
causa dos animais de rapina. Ele procura sinais de lobos, coiotes, onças e
ursos. Se esses animais atacam ou importunam o rebanho, ele sai à caça deles,
ou então esforça-se ao máximo para apanhá-los em armadilhas, a fim de que o
rebanho descanse em paz”. Como
pastores do rebanho de Deus devemos ser vigilantes e não permitir que
falsos ensinos penetrem em nossos templos, para que são sejamos considerados
pastores inféis que permitiram que o rebanho se espalhasse e se tornassem
pastos para todas as feras do campo (Ez 34.5). É responsabilidade nossa não só
ensinar a sã doutrina mas também “convencer os que contradizem” (Tt 1.5).
“Quando um fogo se acende, tratem logo de apagá-lo no início. Não deixem sequer
uma fagulha rebrilhar, antes de vocês extingui-lo. Assim, vão logo a todas as
pessoas que vocês desconfiam estarem contagiadas. Aconselhem-nas até estarem
certos de que se recuperaram daquele mau espírito”.
6) É
aquele que busca as suas ovelhas.
Vejam a declaração de Jesus em João 10.16. E em Lucas há o registro da parábola
da ovelha perdida, onde o pastor se esforça em encontrá-la e restaura-la ao
rebanho.
Eis
aí o modelo pastoral de Cristo, que nos serve de diretriz para o
desenvolvimento de nosso ministério. Como presbíteros do rebanho de Deus
devemos conhecer, servir, guiar, alimentar, guardar e buscar nossas
ovelhas
sábado, setembro 17, 2016
O CRISTÃO E O DESÂNIMO
No
livro “O Peregrino”, que descreve a viagem
de Cristão ruma à Cidade
Celestial, o personagem de John Bunyan, após passar pelo Desfiladeiro da
Dificuldade, chega ao Palácio Belo. Cristão, então, pergunta
ao porteiro: “Que casa é esta?”
E este lhe responde: “Esta casa foi construída pelo
Senhor do morro, e ele a ergueu para alívio e segurança dos peregrinos...” Em nossa
peregrinação rumo à
Jerusalém enfrentamos muitas
dificuldades que podem nos
desencorajar em nossa caminhada. E este tem sido um instrumento que o diabo tem
usado para nos impedir de alcançar nosso destino. Conta-se uma lenda em que o diabo
fez um leilão
das suas ferramentas
de trabalho. Num canto escondido encontrava-se uma
ferramenta com a placa: “Não
está a venda”.
Indagado o porquê de não
estar à venda,
ele respondeu: “Algumas ferramentas
são indispensáveis. Essa
é uma delas.
Com ela posso
penetrar profundamente nos
corações dos homens, esmagando
suas emoções e imobilizando suas mentes”. E esta ferramenta é o desânimo. O antídoto para combater ao veneno do
desânimo é o encorajamento. Encorajar
consiste em “dar coragem”, “estimular”,
“incentivar”. Esta é uma necessidade que todos nós precisamos, pois nos deparamos com muitas dificuldades em nosso dia. Salomão nos ensina que “do fruto da boca o coração se farta, do que produzem os lábios se
satisfaz. A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come
do seu fruto” (Provérbios 18.20,21). É por isso que Deus proporciona momentos
para nosso alívio. É na comunhão com o povo de Deus que
encontramos estes momentos. Há um cântico antigo que nos diz: “Quando estou com o povo de Deus eu sinto a
maior alegria, quando estou com o povo de Deus eu vejo a real harmonia, que prazer
ver o povo de Deus louvando”. Quando
nos reunimos em adoração comunitária, nos encorajamos mutuamente ao ver o que
Deus tem feito em nossas vidas, e nos alegramos com Seus feitos. Dai a
exortação bíblica para não deixarmos de congregar (Hebreus 10.24,25). Busque a comunhão do povo de Deus, pois nesta comunhão encontramos força para viver! O Rev. Mauro S. Aiello nos ensina: "Lembre-se que uma brasa fora do braseiro esfria e morre. Lembre-se que a fé tem forte componente comunitário. Lembre-se que é muito melhor habitar no tabernáculo do Senhor do que nas tendas da perversidade. Lembre-se de evitar conselhos de ímpios. Lembre-se de não se deter no caminho daqueles que amam o pecado. Lembre-se de não assentar na roda dos escarnecedores. Seja um cristão que ama a Igreja pela qual Cristo morreu. Não maltrate aquela (Noiva de Cristo) por quem Cristo deu sua preciosa vida e derramou seu precioso sangue. Lembre-se antes que você se esqueça do quão bom é viverem unidos os irmãos". E acrescento: Lembre-se que a comunhão vence o desânimo!
quinta-feira, agosto 18, 2016
CORAGEM!
Deus ecoou aos ouvidos do apóstolo Paulo: Coragem! É uma palavra de estímulo, de ânimo para continuar fazendo o que se está fazendo. O apóstolo estava em Jerusalém e, mesmo diante de muitas ameaças, testemunhava de Cristo e de Sua salvação. Foi quando Deus lhe falou: "Coragem! Assim como você testemunhou a meu respeito em Jerusalém, deverá testemunhar em Roma" (Atos 23.11). As vezes, realizar a obra de Deus e envolver-se com o ministério da evangelização, como afirma o poeta sacro, "é duro o chão e semear parece em vão". Contudo, devemos ouvir a voz de Deus que nos diz: Coragem! É preciso prosseguir, continuar e perseverar, não obstante, os muitos obstáculos que enfrentamos. No devido tempo a semente produzirá o seu fruto. Lembre-se que "quem observa o vento não plantará! Quem olha pras nuvens nunca colherá! (...) Mas não te esqueças que o vento soprou (...sopra e soprará) Pra onde Deus quiser que vá! É ele, e não eu, que opera o germinar; Que faz crescer a planta e o fruto dar". Na carta aos Hebreus encontramos exemplos de irmãos que foram perseguidos, encarcerados, serrados ao meio, apedrejados, queimados vivos e, no entanto, forma fiéis a Deus. Eles não se entregaram e não negaram o Nome de Jesus, pois ouviram a voz de Deus em seus ouvidos: Coragem! Deus não nos torna insensíveis aos sofrimentos. Não temos prazer na dor. Porém, Deus acrescenta às nossas aflições a graça. Ele nos diz: "A minha graça te basta". Alguém com muita propriedade afirmou: "Em certos casos o milagre não se dá no livramento, mas na coragem para resistir à provação". Assim, olhando firmemente para o Autor e consumador da nossa fé, prossigamos em realizar a vontade do nosso Pai celestial. Ele continua dizendo: "Coragem!"
sábado, março 26, 2016
EM VERDADE TE DIGO QUE HOJE ESTARÁS COMIGO NO PARAÍSO – LUCAS 23:43
Edward
Donnelly escreveu um livro cujo título nos chama a atenção: Depois da morte o que? Este título trás
uma indagação que nos remete às questões existenciais da humanidade, quando nos
perguntamos sobre quem somos, bem como para aonde vamos. Interessante notar que
o episódio narrado por Lucas em seu evangelho, descrevendo o encontro do Cristo
crucificado com os dois malfeitores, vem ao encontro dessas inquietações
humanas, revelando-nos quem somos e apontando-nos para a eternidade do ser
humano. Somos todos eternos. Deus nos fez eternos a fim de que
experimentássemos uma humanidade completa por meio da comunhão com o Deus
eterno. Contudo, o pecado irrompeu em nossa história nos fez des-humanos ou
sub-humanos (não há como duvidar deste
fato, pois a realidade da nossa sociedade aponta-nos para a nossa desumanidade)
e trouxe-nos a morte, a separação eterna com o nosso Criador. É por meio da
cruz e da ressurreição, a obra consumada por Cristo, que Deus restaura ao homem
pecador sua dignidade e sua comunhão com o Criador. Jesus veio para salvar
homens pecadores dos seus pecados. Ele mesmo afirmou que “o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (Lucas 19:10). Ao
analisarmos a narrativa de Lucas nesta passagem podemos observar que:
1.
O paraíso que Cristo nos oferece é gratuito.
A vida eterna é inteiramente gratuita, não depende daquilo que fazemos, mas
fundamenta-se na vontade e ação de Deus. Nas Palavras do apóstolo Paulo, não
depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia (Rm
9.16). O ladrão estava cravado na cruz de pés e mãos e ele nada podia fazer
pela sua vida. Todavia, a graça de Cristo o salvou! Hoje estarás comigo no
paraíso! Wierbse: “O julgamento e a morte
de Jesus Cristo revelaram tanto a perversidade do coração humano quanto a graça
do coração de Deus. Enquanto os seres humanos mostravam o pior de si, Deus lhes
dava o que tinha de melhor. "Mas onde abundou o pecado, superabundou a
graça" (Rm 5:20)”.
2.
O paraíso que Cristo nos oferece requer arrependimento.
A mensagem de Cristo foi e continua sendo: “arrependei-vos
e crede”. O arrependimento não é uma condição prévia para se alcançar o
favor de Deus, mas é a resposta à graça que foi dispensada. Arrependimento
significa “passar por uma mudança de mente e sentimentos”, “fazer uma mudança
de princípios e práticas”. Essa mudança profunda e radical ocorre quando, pela
graça de Deus, compreendemos o amor gracioso de Deus por nós pecadores. O
ladrão da cruz evidenciou-se arrependido, deu evidências de seu arrependimento ao
repreender seu companheiro que blasfemava. Ele reconheceu seu pecado; a
santidade e justiça de Cristo; creu que Cristo poderia salvá-lo e, em
humildade, clamou por salvação (vv.40-42).
3.
O paraíso que Cristo nos oferece é eterno.
Diante do clamor arrependido do ladrão, Jesus respondeu: em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso. Jesus lhe
promete uma comunhão imediata, consciente e eterna com Ele no paraíso. O
paraíso é um termo persa, cujo significado é “um lugar de delícias” e aqui, bem como nas duas outras ocorrências
do NT, designa o céu, o lugar da morada do Deus eterno. Estar no paraíso é
desfrutar de uma comunhão plena e perfeita com Deus. Comunhão que
experimentamos a partir do nosso encontro com Cristo, que continuamos a
experimentar após a nossa morte, mas que se tornará uma bem-aventurança
perfeita no dia da ressurreição, no dia de Cristo.
Irmãos
e amigos, o paraíso é uma oferta a todos os pecadores. Dois ladrões, ambos
indignos, imerecedores, pecadores e
carentes do perdão de Deus. Dois ladrões, ambos viram o Cristo, ouviram do amor
e da graça de Deus. Dois ladrões, um incrédulo, indiferente e que permaneceu
perdido, como sempre; outro arrependido, humilde, clamou por misericórdia e foi
salvo. E você? Hoje recordamos a paixão de Cristo, a Sua entrega voluntária por
pecadores, satisfazendo a ira e a justiça de Deus; demonstrando a graça, o amor
e misericórdia de Deus. Que diante deste Cristo, aos pés de sua cruz, arrependidos,
alcancemos o paraíso!
quarta-feira, dezembro 16, 2015
domingo, outubro 11, 2015
CINZA E LÁGRIMAS
1
No Salmo102:9 lemos: "POIS ME ALIMENTO DE
CINZA, COMO SE FOSSE PÃO;E LÁGRIMAS MISTURO A MINHA BEBIDA".
O salmista usa cinza e lágrimas para descrever seu momento de angústia e dor. A Bíblia King James Atualizada ao
comentar este versículo afirma que “na
profunda angústia e depressão o prato mais saboroso não tem melhor paladar do
que a cinza”. A vida havia perdido seu sabor e havia somente tristeza e dor. Qual a
razão disso? O salmista responde no verso seguinte: “Por causa da tua
indignação e da tua ira, tu me ergueste e arrojaste ao chão”. O Rev. Elben L. Cézar compreendeu bem a mensagem do salmista e diz: “O culpado é o próprio salmista.
Ele está bebendo e comendo o que plantou. É a lei inexorável de causa e efeito:
O que o homem semear, isso também colherá (Gl 6.7)".
Muitas vezes nossos
sofrimentos são frutos, são frutos amargos, que decorrem da nossa atitude e de erros que cometemos. Por causa disso, sofremos. Jeremias, o profeta, estava aflito, angustiado e profundamente triste. E afirma no livro das Lamentações: “Minha alma,
continuamente, os recorda (aflições) e se abate dentro de mim” (Lm 3:20). E a causa de sua depressão era o juízo de Deus sobre seu povo, por causa da sua desobediência. Contudo, o profeta não permanece ali, na tristeza e no choro, ele declara: “Quero trazer à memória o que me pode dar
esperança” (Lm 3.21). Então, se lembra que Deus é misericordioso e que as suas misericórdias não tem fim. Deus, por causa de Sua graça e bondade, restaura e transforma nossa vida!
Devemos nos avaliar, reexaminar e fazer uma auto-análise. É preciso descobrir nossos erros e pecados e tudo que tenhamos feito que nos levou à depressão. Devemos ainda confessá-los e
abandoná-los e, assim, nos aprimorar.
Deus transforma o nosso mal em bem, pois está trabalhando em nós a fim
de que tenhamos a imagem de Cristo.
sexta-feira, setembro 11, 2015
ORAÇÃO DE UM PEREGRINO
Caminhando a passos largos,
Prossigo em direção ao alvo.
Há muitos obstáculos,
Mas com Cristo persevero na jornada.
Nele encontro forças.
Em Sua Palavra, direção.
Mesmo em vales escuros,
Guia-me
Sua mão.
Almejo atravessar o rio,
Entrar na cidade celestial.
Aqui não é meu lugar,
Sou peregrino neste mundo.
Sofro e me entristeço,
Não pelos meus açoites,
Mas por muitos que se perdem.
Estes caminham errantes,
Rejeitam a Cristo e sua salvação.
Permanecem em trevas,
Vagueando em plena escuridão.
Por isso oro e a Deus clamo:
Pai permita que, por onde passar,
Posso eu anunciar a Tua verdade,
Proclamando Teu Evangelho,
E que o Teu Santo Espírito venha
Dos incautos os olhos iluminar!
quarta-feira, agosto 26, 2015
DEUS E A BICICLETA
Jorge, um garoto meigo, educado e
bom filho, ao completar seus sete anos ganha sua primeira bicicleta. A alegria
lhe invade a alma e o coração. O sorriso surge em sua face. Entusiasmado, pensa
logo em se divertir, contudo, para sua própria segurança é necessário o uso das
“rodinhas”, que lhe dão equilíbrio e o impendem de cair. Sentindo-se seguro e “homem” bastante resolve
tirar logo as “rodinhas”, afinal já tem sete anos! Sob o olhar paterno, atento
e amoroso, Jorge aventura-se a demonstrar sua habilidade. Porém,
desequilibra-se, cai e sofre vários arranhões. Frustrado, envergonhado e com
medo de não conseguir desanda a chorar. Em sua decepção se vê tomado pelos
braços paternos, os quais dispensam carinho, cuidado e estímulo para
aventurar-se novamente até alcançar seu objetivo. Em nossa infância é tão
maravilhoso quando desfrutamos da segurança e conforto que nossos pais nos
proporcionam!
Ao ler a declaração do salmista que
afirma que “o SENHOR cuida das pessoas
simples; quando já não tinha mais forças, Ele me salvou” (Salmo 116.6),
pude perceber que, do mesmo modo que o pai do Jorge, Deus está sempre pronto
para dispensar amor, graça e refúgio àqueles que se acham frustrados e decepcionados
com os tombos que a vida nos proporciona. Na vida, muitas vezes, nos
desequilibramos, caímos e sofremos muitos arranhões, principalmente quando nos
pautamos em nossa autossuficiência. Pessoas simples são como crianças que
evidenciam plena confiança e total dependência no pai e correm para se refugiar
em seus braços. Quando nos despimos de nossa própria vaidade e abandonamos
nosso orgulho e recorremos à graça e à misericórdia de Deus experimentamos um
novo alento e podemos também dizer: “quando
já não tinha forças, Deus me salvou”.
quinta-feira, julho 30, 2015
AQUIETAI-VOS, POIS EU SOU DEUS - SALMO 46
Quando
há trevas em pleno meio dia,E a dor e o choro roubam minha alegria,
Ouço meu Salvador dizer: Aquietai-vos, pois Eu Sou Deus!
Quando os montes se abalam no seio dos mares,
E ainda que a terra estremeça e me sobrevenham males,
Ouço meu Salvador dizer: Aquietai-vos, pois Eu Sou Deus!
Quando atormentado pelos meus medos,
E o vigor da vida se esvai pelos vãos dos dedos,
Ouço meu Salvador dizer: Aquietai-vos, pois Eu Sou Deus!
Deus é minha fortaleza e meu socorro,
Nele tenho paz e segurança; e sempre quando clamo,
Ouço meu Salvador dizer: Aquietai-vos, pois Eu Sou Deus!
quarta-feira, julho 08, 2015
A INSENSATEZ HUMANA E A SOBERANIA DE DEUS - UMA REFLEXÃO NO SALMO 2
No salmo 01 há um contraste entre
aquele que teme a Deus, que ouve a Sua Palavra e torna-se frutífero com o ímpio,
que é
como palha que o vento dispersa, o qual não prevalecerá no dia do
juízo. No salmo 2 o contraste é entre a Soberania de Deus e a insensatez do ser
humano. Deus é Aquele que está conduzindo toda a história para o seu fim. É Ele
quem governa sobre tudo e todos.
Contudo, a maioria da humanidade é obtusa e ignorante, pois não consegue ver a
mão de Deus por detrás da história. Assistimos em nossos dias manifestações do juízo
divino, convidando-nos a buscá-Lo. Atentados terroristas, guerras, tsunamis e catástrofes
têm sido interpretados meramente como
consequência do desajuste social e ecológico e não como um
chamado ao arrependimento. São tipos do juízo de Deus que nos apontam
para o dia de Cristo, quando todos nós compareceremos ante o tribunal de Cristo
e, neste dia, não haverá oportunidade para
arrepender-se. Por isso a Bíblia nos exorta: “Busquem o SENHOR enquanto é possível achá-lo; clamem por ele enquanto está
perto. Que o ímpio abandone os seus caminhos e o homem mau, os seus pensamentos.
Volte-se ele para o SENHOR, que
terá misericórdia dele; volte-se para o nosso Deus, pois Ele dá de bom
grado o seu perdão”. O nosso salmo tem como característica distintiva o discernimento
da crise cósmica por
detrás de um
acontecimento de caráter nacional”. Historicamente o objeto
do ataque dos ímpios
era Davi, o
ungido do Senhor
e, essencialmente, era uma
rebelião contra o
próprio Deus. Mas o Novo Testamento interpreta nosso salmo com
referência a Jesus, o Cristo (veja: Atos 4.25-28). A ação de rebeldia contra Deus é
descrita como murmuração, isto é, resmungar consigo mesmo. Este murmurar
é próprio do ímpio, pois este se revela sempre insatisfeito e disposto a acusar
o próprio Deus. Contudo, o cristão, tal como José no Egito, é capaz de enxergar a
ação soberana de
Deus, não obstante a aparente adversidade (veja: Gênesis
45.7,8). Por isso a exortação bíblica: “... ó reis, sejam prudentes; aceitem a advertência,
autoridades da terra. Adorem o SENHOR com temor; exultem com tremor. Beijem o filho, para que ele não se ire e vocês não sejam destruídos de
repente, pois num instante acende-se a sua ira. Como são felizes todos os que
nele (em Cristo)se refugiam!”
Assinar:
Postagens (Atom)














