sexta-feira, março 27, 2015

A PALAVRA DE DEUS É VIVA

Em Hebreus 4.12-13 a Palavra de Deus é retratada como sendo uma espada de dois gumes que corta penetrando o ser da pessoa, para expor e julgar seus pensamentos e motivações mais íntimos. Com isso Deus penetra nossos corações com sua Palavra e nos deixa descobertos diante de seus olhos. Aqui o texto nos recorda um criminoso sendo levado ao tribunal ou para execução. Freqüentemente um soldado segurava um punhal sob o queixo do criminoso para forçá-lo a erguer a cabeça para que todos pudessem ver quem ele era. De modo semelhante, a Escritura nos expõe o que realmente somos e nos força a encarar a realidade do nosso pecado. Mas a Escritura também reprova o ensino errôneo. O apóstolo João revela o poder da Palavra como verdade, quando diz que os crentes que vencem o maligno o fazem porque são fortes e a Palavra de Deus permanece neles. Crentes que têm um amplo entendimento da veracidade bíblica não são como crianças sem discernimento, mas são como jovens fortes que podem facilmente reconhecer a falsa doutrina, evitando ser "...como meninos agitados, de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro". Jesus disse: "Não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus". A Escritura é o nosso alimento espiritual. Pedro disse que deveríamos desejar o alimento da Palavra, com o mesmo desejo com que o bebê anseia pelo nutrimento do leite. Tiago afirmou: "...despojando-vos de toda a impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada..."(Tg 1.21). Esta é a nossa parte. Devemos receber a Palavra com um coração puro e uma atitude humilde. Enquanto o fazemos, ela progressivamente renova e transforma nosso pensamento, atitudes, ações, palavras, tornando-nos em pessoas segundo o coração de Deus.               

segunda-feira, março 16, 2015

SOB AS ASAS DE DEUS - RUTE 2

Há uma expressão neste capítulo que resume todo o seu conteúdo, a qual eu tomo emprestado para intitular a mensagem de hoje: SOB AS ASAS DEUS. Boaz descreve Rute (v. 12) como alguém que buscou abrigo sob as asas de Deus. Domingo passado, citando Warren Wierbse, disse: “Rute... creu no Deus de Israel (2:12). Havia passado por provações e decepções, mas em vez de culpar a Deus, creu nele e não se envergonhou de confessar sua fé. Apesar do exemplo negativo da família desobediente do marido, Rute conheceu o verdadeiro Deus vivo, e seu desejo era ficar com o povo de Deus e habitar na terra do Senhor. A conversão de Rute é prova da graça soberana de Deus, pois os pecadores só podem ser salvos pela graça (Ef 2:8-10). Tudo dentro dela e a seu redor representava uma série de obstáculos para a fé, e, no entanto, ela creu no Deus de Israel”. Hoje acrescentaria que Rute não só creu em Deus, mas buscou Nele abrigo. Assim, as palavras de Jesus se cumpriram em Rute: Vinde a mim todos os que cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei. Este é o Deus a quem servimos, um Deus que sempre está pronto a nos amparar, dispensar cuidados. Quando olhamos a história de Rute aprendemos que:
1. SOB AS ASAS DE DEUS DESFRUTAMOS DE DIREÇÃOPor trás de ações fortuitas, Deus nos direciona, ou seja, aquilo que para nós é meramente “sorte”, “acaso”, “destino” na verdade é Deus dirigindo nossas vidas segundo o Seu propósito. O capítulo 2 começa introduzindo um novo personagem à história: Boaz. Ele era “uma ‘pessoa poderosa’ - alguém cuja riqueza e alta reputação em Belém lhe deram forte influência entre seus pares” (cf. Hubbard Jr) e também parente de Elimeleque. A Bíblia nos diz que Rute, por casualidade, entrou na parte do campo que pertencia a Boaz. Na minha versão  lemos: “por coincidêndia”. Um estudioso bíblico declara sobre este versículo: “Temos aqui uma reafirmação da fé do autor na graciosa providência de Deus. O escritor sabe, como também os leitores, que não foi uma "sorte" ou "casualidade" acidental. O que para Rute foi uma mera coincidência em um conjunto de circunstâncias não planejadas, entendemos (como Noemi entendeu mais tarde naquele dia; 2:20) que foi parte da obra do cuidado gracioso de Deus”. Quando buscamos a Deus e nEle nos abrigamos podemos ter a certeza que Ele nos dirige os passos.  “A vida parece (como deve ter sentido Noemi em suas amargas experiências) um emaranhado de fios desconexos. Mas a fé na graciosa providência divina traz consigo a certeza de que aqueles fios emaranhados são apenas o avesso de uma tapeçaria, cujo lado direito apresenta uma mensagem de esperança e graça”.
2. SOB AS ASAS DE DEUS DESFRUTAMOS DE PROTEÇÃO – A Palavra de Deus nos ensina que Deus habita com o contrito e o humilde de espírito. No versículo 2 vemos a iniciativa de Rute em cuidar de sua sogra. Observe que Noemi não manda Rute sair e trabalhar. Ela mesma diz: “Deixa-me ir ao campo, e apanharei espigas atrás daquele em cujos olhos eu achar graça.” Rute se comprometeu com Noemi com uma dedicação incrível e ela toma a iniciativa de trabalhar e sustentá-la. É possível também r, ver a humildade de Rute. Ela sabe como tomar a iniciativa sem ser presunçosa. No versículo 7, segundo o relato dos servos de Boaz, Ela disse: “Deixa-me colher espigas, e ajuntá-las entre as gavelas após os segadores”. Ela não demanda uma parte da colheita. Ela não pressupõe o direito de recolher mesmo. Tudo o que ela quer é recolher as sobras depois que os ceifeiros terminarem e ela pede permissão até para fazer isso. John Piper afirma que Rute “é como uma outra mulher estrangeira que veio para Jesus e disse: “Senhor, até os cachorrinhos comem as migalhas debaixo da mesa dos seus senhores”, à qual Jesus respondeu, exaltando sua fé. Rute sabe tomar a iniciativa, mas ela não é agressiva ou arrogante, mas mansa e humilde”. Por esta postura humilde Deus dispensa do seu cuidado e proteção. É interessante observar que Boaz veio supervisionar o trabalho dos segadores no momento em que Rute estava ali. E, ao tomar conhecimento de de quem era ela, agiu com misericórdia:
vv. 8, 9 - “Então, disse Boaz a Rute: Ouve, filha minha, não vás colher em outro campo, nem tampouco passes daqui; porém aqui ficarás com as minhas servas. Estarás atenta ao campo que segarem e irás após elas. Não dei ordem aos servos, que te não toquem? Quando tiveres sede, vai às vasilhas e bebe do que os servos tiraram”
vv. 14,15 – “À hora de comer, Boaz lhe disse: Achega-te para aqui, e come do pão, e molha no vinho o teu bocado. Ela se assentou ao lado dos segadores, e ele lhe deu grãos tostados de cereais; ela comeu e se fartou, e ainda lhe sobejou.  Levantando-se ela para rebuscar, Boaz deu ordem aos seus servos, dizendo: Até entre as gavelas deixai-a colher e não a censureis”.
Deus usou Boaz para dispensar sua proteção sob Rute. John Piper afirma: “Por que Deus deveria mostrar misericórdia para com Rute? Porque ela buscou refúgio sob as suas asas. Ela contou com a proteção divina. Ela fixou seu coração em Deus para sua esperança e alegria. E quando uma pessoa faz isso, a honra de Deus está em jogo e Ele será misericordioso. Se você invocar o valor de Deus como a fonte de sua esperança em vez de invocar o seu próprio valor como fonte de esperança, então o firme compromisso de Deus para com o seu próprio valor irá englobar todo o coração d’Ele para sua proteção e alegria”.
3. SOB AS ASAS DE DEUS D ESFRUTAMOS DE RENOVAÇÃO
 O capítulo 1 termina com a declaração de Noemi: Ditosa eu parti, porém o SENHOR me fez voltar pobre; por que, pois, me chamareis Noemi, visto que o SENHOR se manifestou contra mim e o Todo-Poderoso me tem afligido?”. É interessante observar que, muitas vezes, nós focamos tanto nossos problemas e angústias que não percebemos o agir de Deus na nossa história. Assim foi com Noemi. Tão angustiada com suas dificuldades e tão amargurada da vida que não percebe que Deus pôs fim a fome em Belém e a dispôs a voltar; também Lhe deu uma “filha” para acompanha-la e preservou um parente de seu marido, para dar resgatar Rute e dar continuidade à família de Noemi. O retorno de Rute, ao final de um dia de trabalho, trazendo surpreendentemente uma quantidade significativa de cereal e também o que sobrou da refeição oferecida por Boaz a Rute, fez com que Noemi percebesse o agir de Deus em sua própria vida. Wierbse afirma que “este foi o primeiro evento feliz para encantar Noemi desde o cap. 1”.  Descobriu-se, então, um regatador, alguém que poderia dar continuidade à sua família. John Piper: “Rute trabalha até a tarde. E ela volta para Noemi e dá-lhe as sobras do almoço e todo o grão (v. 17-19). Ela diz o que aconteceu com Boaz, e a teologia de Noemi sobre soberania de Deus, no versículo 20, lhe serve bem. Ela diz, “Bendito seja ele do SENHOR, que ainda não tem deixado a sua beneficência nem para com os vivos nem para com os mortos.”
"Eu acho que a bondade que ela se refere é a bondade do Senhor. Deus tinha começado a mostrar bondade para com os vivos e mortos. Foi o Senhor que parou a fome. Foi o Senhor que vinculou Rute a Noemi em amor. Foi o Senhor que preservou Boaz para Rute. A luz do amor de Deus finalmente rompeu brilhante o suficiente para Noemi ver. O Senhor é bom. Ele é bom para todos que se refugiam debaixo das suas asas. Por isso, vamos cair em nossos rostos, curvar-nos diante do Senhor, confessar a nossa indignidade, buscar refugio sob as suas asas, e nos maravilhar com sua graça”, afirmou John Piper.
Segurança, refrigério, quietude, auxílio, descanso, esperança: estas são as palavras associadas com as "asas" de Deus. Jamais devemos esquecer que em todas as amargas experiências que os filhos Deus enfrentam Deus tem traçando algo para a sua glória. E se nós acreditarmos nisso e lembrarmos-nos disso veremos o revelar da graça em nossas vidas.

quinta-feira, março 12, 2015

LIÇÕES DA PROVIDÊNCIA DIVINA

Em nossa caminhada com Deus muitas vezes nós somos surpreendidos com situações que não compreendemos e que nos causam angústia e dor. Ao longo da história do cristianismo vemos muitos homens e mulheres que perderam suas vidas por amor a Cristo. Em 15 de fevereiro p.p.,  foi divulgado um vídeo na internet, cujo título era "Uma mensagem assinada com sangue para a nação da cruz".  Neste vídeo nós vemos reféns (cristãos coptas) de mãos amarradas nas costas, ajoelhados e cruelmente sendo degolados por terroristas do estado islâmico. Diante de um quadro destes muitos indagam: onde está Deus? Se Deus existe, porque há tanto sofrimento no mundo?  Deus é bom e o homem é mau, afirma o Rev. Elben L. César, Deus age de um modo e os homens de outro. Podemos sempre esperar o melhor da parte de Deus. Podemos sempre esperar o pior da parte dos homens.  O Rev. A. W. Pink nos lembra que “devemos estar preparados para os reveses que a Providência permite”.
O livro de Rute foi escrito no período dos juízes. Um período, de aproximadamente 350 anos, que começou depois da morte de Josué e terminou com a coroação do rei Saul. Esse tempo foi marcado pela instabilidade política, o colapso moral e a infidelidade espiritual. A BKJ afirma que este período foi “um tempo de apostasia, confusão, degradação moral e muita tristeza”. O último versículo do livro de Juízes descreve bem este  tempo: “Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto”. É neste contexto de confusão e caos político, social e moral que encontramos a história de Rute. John Piper afirma que “o livro de Rute é uma história que mostra como Deus se move de maneira misteriosa, e maravilhosa. Essa é uma história para pessoas que se perguntam onde está Deus quando não há sonhos, visões ou profetas. É para pessoas que querem saber onde Deus está quando uma tragédia após a outra ataca a sua fé. É uma história para as pessoas que se perguntam se uma vida de integridade em tempos difíceis vale a pena”. Assim quero convidá-los a aprender, neste livro, LIÇÕES SOBRE A PROVIDÊNCIA DE DEUS.

1ª LIÇÃO: Alguns reveses que enfrentamos são decorrentes de não crermos na providência de DeusUm poeta inglês chamado William Cowper disse: “Não julgue o Senhor com débil entendimento, mas  confie na Sua graça. Atrás de uma providência carrancuda Ele esconde uma face sorridente”. O apóstolo Paulo nos ensina: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem d aqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28). Podemos não compreender  e ficar perplexos diante de circunstâncias que a vida nos impõe, mas devemos lembrar que Deus compreende e está no controle de todas as coisas. Diante da crise que assolou a nação (talvez por causa da sua infidelidade do povo a Deus), a qual trouxe fome e miséria, Elimeleque decidiu sair da terra prometida, da “casa do pão” (Belém) ir morar no estrangeiro entre aqueles a quem Deus havia proibido a nação de se misturar. Tentou “ajudar” a Deus na resolução das suas dificuldades, em vez de confiar em Deus. O Rev. Hernandes Dias Lopes afirma que “Elimeleque, Noemi, Malom e Quiliom escolheram fugir, em vez de enfrentar a crise. Eles apostaram que a crise era irremediável e que o caminho da fuga era a única rota de escape. Contudo, fugir nem sempre é a alternativa mais segura e sensata. Na hora da crise, devemos olhar para Deus, em vez de mirarmos apenas as circunstâncias. Quando somos encurralados pelas circunstâncias adversas, precisamos acreditar que Deus está acima e no controle delas”. Quais os resultados? Foram a Moabe em busca de sobrevivência e encontraram a morte, foram  em busca do pão e lhes sobreveio a doença e a tristeza.

2ª LIÇÃO: Deus é misericordioso e, providencialmente, transforma o mal em bemViver a vida cristã não é viver por meio de suas próprias forças, recursos e realizações. Viver a vida cristã é viver mediante Cristo e mediante os recursos que Ele nos coloca a disposição. Quando vivemos por meio de nossas próprias forças e capacidade (e isto é religiosidade) a tendência é nos exaurirmos e cairmos extenuados, desanimados e frustrados. Foi isso que ocorreu com família de Noemi. Por não crerem na revelação de um Deus providente e buscarem nas próprias realizações a superação da crise, falharam. Por isso Noemi declara: Não me chameis Noemi; chamai-me Mara, porque grande amargura me tem dado o Todo-Poderoso. Ditosa eu parti, porém o SENHOR me fez voltar pobre; por que, pois, me chamareis Noemi, visto que o SENHOR se manifestou contra mim e o Todo-Poderoso me tem afligido? Quando chegamos neste ponto pensamos: não tem mais jeito. Deus  não voltará a ser misericordioso comigo. É assim que o inimigo quer que pensemos. Isaías descreve o ministério de Jesus assim: Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega. As vezes os reveses da vida (que muitas vezes são frutos da nossa insensatez) nos fazem sentir como um bagaço, inútil e sem valor. E a Palavra nos diz que Deus não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega.  Deus não se livra daqueles que se viram queimados pela vida. Deus nos restaura. Mais uma vez John Piper nos diz: Não só Deus reina em todos os assuntos dos homens, e não só a sua providência, por vezes, é difícil, mas em todos as suas obras são feitas para o bem e a felicidade de seu povo. Quem teria imaginado que no pior de todos os tempos, o período de juízes, Deus estava se movendo em silêncio nos dramas de uma única família para preparar o caminho para o maior rei de Israel? Mas não só isso, ele estava trabalhando para preencher Noemi, Rute, Boaz e seus amigos com grandes alegrias. Se alguma coisa aconteceu na sua vida que fez o seu futuro parecer perdido, aprenda com Rute que Deus está trabalhando nesse momento para dar-lhe um futuro de esperança. Confie nele, espere pacientemente. As sinistras nuvens estão cheias de grande misericórdia e vão liberar com as bênçãos sobre sua cabeça
“Nem o Antigo Testamento nem no Novo Testamento prometem que os crentes vão escapar das aflições da vida. Mas, suponha que a calamidade de Noemi foi devido à sua desobediência. Isso faz com que a história seja duplamente encorajadora, porque mostra que Deus deseja e é capaz até mesmo para transformar os seus juízos em alegrias. Se Rute foi trazida para a família por causa do pecado, é duplamente surpreendente que ela é feita a avó de Davi um antepassado de Jesus Cristo. Nunca pense que o pecado de seu passado significa que não há esperança para o futuro”O Rev. Hernandes em seu comentário deste livro nós trás algumas aplicações interessantes. Destacamos duas das suas ênfases:
Em primeiro lugar, a providência do Altíssimo é maior do que a tragédia humana. Deus transforma vales em mananciais, nossas tragédias em cenários de esperança. Ele enxuga nossas lágrimas, acalma a nossa dor e coloca os nossos pés na estrada da mais esplêndida vitória ...  Quando a nossa causa parece perdida, com Deus ela não está perdida. Quando julgamos que as circunstâncias suplantaram nossa esperança, o Deus que chama à existência as coisas que não existem nos faz triunfar no deserto das nossas crises.
Em segundo lugar, as tragédias humanas jamais podem anular os soberanos propósitos de Deus. O livro de Rute é essencialmente um livro sobre a soberania de Deus. A implicação por toda a obra é que Deus está vigiando Seu povo, fazendo acontecer a eles o que é bom. O livro é a respeito de Deus. Ele governa sobre todas as coisas e abençoa os que confiam nEle.
 

sexta-feira, fevereiro 20, 2015

ANDANDO CONSTANTEMENTE COM DEUS

No Salmo 16 Davi declara: “Tenho sempre o SENHOR diante de mim. Com Ele à minha direita, não serei abalado”. Aqui encontramos uma resolução feita pelo salmista: a de andar sempre na presença de Deus. A Bíblia Viva expressa bem esta decisão: “Fiz do Senhor a minha companhia constante”. Esta é, sem dúvida alguma, uma decisão importante que todos nós deveríamos fazer e, além de decidirmos em andar com Deus, devemos perseverar em manter intimidade com Ele. Andar com Deus é desfrutar de uma vida plena e uma felicidade eterna. Você tem andado com Deus continuamente?
Davi nos diz que estando Deus ao seu lado não seria abalado. A Bíblia Viva ao traduzir esta frase afirma: Enquanto Ele (Deus) estiver ao meu lado, não tropeçarei. Com isso Davi não estava dizendo que não enfrentaria situações difíceis, mas, sim, que em meio as circunstâncias adversas, Deus estaria ao seu lado para mantê-lo de pé, Ele o sustentaria. Esta é a mesma experiência do profeta Habacuque: Ainda que a figueira não floresça, nem haja uvas nas videiras, mesmo falhando toda a safra de olivas, e as lavouras não produzam mantimentos; as ovelhas sejam sequestradas do aprisco, e o gado morra nos currais, eu, todavia, me alegrarei no SENHOR, e exultarei no Deus da minha salvação! (Hc 3:17,18). Quando andamos com Deus e desfrutamos de Sua amizade experimentamos o Seu cuidado em cada momento, dirigindo-nos, orientando-nos e sustentando-nos. E assim desfrutamos de uma felicidade que o mundo não conhece e nem pode nos proporcionar, pois ela vem da intimidade com Deus. Mesmo diante do pior inimigo, a morte, não há motivo para tristeza, porque Deus não nos abandona nas profundezas da morte; Ele a venceu por meio da ressurreição! Somos em Cristo mais que vencedores! Eis a exortação do SENHOR a nós hoje: Anda na minha presença!   

quarta-feira, dezembro 31, 2014

REABERTO: SOB NOVA DIREÇÃO - REV. PAULO BRONZELI


“Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim”
Gálatas 2.20.
Sim, após o fechado para balanço, à luz da Palavra de Deus há dois caminhos, apenas dois: Aceitar o Senhorio de Cristo e viver sob a direção dEle, ou rejeitar o Senhorio de Cristo e viver tentando se equilibrar sob a direção de dois senhores. Qual a direção que o ‘fechado para balanço’ confirmou para a sua vida?
 REABERTO, SOB NOVA DIREÇÃO é uma forma de compreendermos que o velho homem morreu e que o novo homem nasceu. O apóstolo Paulo, em Romanos 5.12-21 contrasta o primeiro homem, Adão, e Cristo, o segundo Adão; através do primeiro homem entrou o pecado e a morte que passou para todos os homens e, no segundo homem, Cristo, ’veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida” 5.18b. Aos Efésios (e a nós também) o apóstolo ensina que Jesus Cristo fez, tanto do judeu quanto do gentio, um novo homem, fazendo a paz. (2.15) E, mais ainda, na condição de novo homem, temos acesso ao Pai em um Espirito, (18), pertencemos à famÍlia de Deus (19) e somos edificados sobre o fundamento que é Cristo Jesus (20). Aos Colossenses Paulo declara que a natureza terrena deve morrer:  ‘prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza que e idolatria(3.5) e que o despojamento deve acontecer (ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar) e que o revestimento do novo homem deve acontecer (3.10). A linguagem figurativa de alguém que tira as roupas velhas e veste roupas novas. Paulo insiste sobre o revestir-se. Romanos 13.14 ‘mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências’. Efésios 4.24 ‘e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade’ e Colossenses 3.12 ‘revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade’.
O balanço feito certamente produz resultados. Confirma a direção que se está seguindo. Propõe alteração de direção, novo rumo. “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”.  SOB NOVA DIREÇÃO implica em mudanças. A mente é transformada. Mente transformada, transforma o corpo. A vitrine é rearranjada. O corpo do cristão é templo do Espirito Santo. Romanos 12.1-2 ‘Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. A língua é transformada. Efésios 4.25-32. ‘Por isso, deixando a mentira, fale cada a um a verdade com o seu próximo...não sai da vossa boa nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação...’ (25,29).

O ‘fechado para balanço’ realinha a vida com Deus. “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua lama e de toda a tua força”; realinha a vida com o próximo. ‘Amarás o teu próximo...’.  A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; ..’Rm 13.8-10. Realinha a vida consigo mesmo. O modelo passa a ser Cristo. ‘Assim como eu vos amei...’ Tome firma a decisão de não viver mais por si mesmo, mas por Cristo que vive em você!

                                                                                   Rev. Paulo Bronzeli - Pastor da IP de Sapopemba

FECHADO PARA BALANÇO - REV. PAULO BRONZELI

“Sonda-me ó Deus e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno”.
Salmo 139.23-24.

 É uma expressão usada pelas empresas ou lojas no final do ano e tem a finalidade de avaliar tudo quanto foi feito durante o ano e quais as condições para iniciar o novo ano. Outras placas podemos observar em outros tempos tais como: ‘sob nova direção’, ‘estamos em reforma’ ‘volto logo’ ‘fechado para almoço’. Indicam atividades necessárias e importantes, porém o ‘fechado para balanço’ tem o propósito de avaliar cada um desses momentos e todos os outros ao longo do ano.
Na vida cristã também é necessário o tempo de ‘fechado para balanço’. O profeta Jeremias aconselha o assentar-se solitário  e ficar em silencio (Lamentações 3.28). Tempo de avaliar com profundidade, sinceridade, humildade e com propósito definido de aprender do Senhor, como afirmou o salmista ‘ensina-nos a contar os nossos dias para que alcancemos coração sábio” Salmo 90.12.
Todos os cristãos são chamados a edificar sobre  o fundamento que é Cristo Jesus. Leia 1 Corintios 3.10-17. A obra que cada um realizou será manifesta. Ela pode permanecer e pode se queimar. Para permanecer é preciso conjugar a qualidade do material usado (ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha) e o propósito da mente e do coração. Tal avaliação ‘balanço’ precisa ser feito com total lisura (não pode ser maquiado), isto é, nem o material e nem as intenções devem ser alterados. É um exame preciso e precioso  pois definirá as diretrizes que devem ser seguidas para a nova etapa da vida do cristão. Perguntas auxiliam a ser preciso e evitar erros ou falsas interpretações. A primeira fase é de avaliação. Após um tempo a sós com o Senhor e com as perguntas certas a segunda fase, de planejamento, poderá ser iniciada com base nos resultados da avaliação. Como foi meu relacionamento com Deus ao longo do ano? Deuteronômio 6.4-6. Quais são as implicações de ‘amar ao Senhor de todo coração, de toda a alma e de toda a força’? Deus ocupou, de fato, o primeiro lugar em minha vida ao longo do ano? Isso implica em avaliar como o tempo foi usado, a mente foi alimentada, o corpo foi tratado. Como foi meu relacionamento com o meu próximo ao longo do ano?  Lucas 5.43-48. Tal avaliação certamente alcançará meu relacionamento até com  aquele que é meu inimigo e as orações que faço em relação a eles. O modo como tratei minha família, tanto a de sangue quanto a da fé. Segui as orientações da Palavra do Senhor sobre esse relacionamento? Qual foi o meu procedimento com as funções e ou ofícios que me foram confiados, seja por eleição ou nomeação? 1 Cor. 3.10-17. Procurei inteirar-me quais as ações e ou tarefas inerentes ao cargo/ofício? Busquei ajuda? Quando entramos em uma loja sempre surge alguém com a pergunta ‘posso ajudar?’. Atendi todos os requisitos do ofício e função? Há algo que ainda não fiz e devo fazer? Examinando-me, preciso do auxilio do Senhor, para não ser nem complacente e nem intransigente. O Senhor faz a sondagem completa, precisa e fiel. Orienta com firmeza, segurança e amor. Nas cartas às igrejas da Ásia, Apocalipse 2 e 3 há lições preciosas para todos nós, destaco 3.18 ‘Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo...., vestiduras brancas...e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas’. Fechado para balanço!?

                                                                                    Rev. Paulo Bronzeli, pastor da IP de Sapopemba

domingo, dezembro 21, 2014

QUE DAREMOS A JESUS?

Em Mateus 2.11 lemos: “Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra”. Aqui está, pelo que se sabe, a origem de se dar presentes no Natal. Os magos levam a Jesus ouro, incenso e mirra. Com o desenvolvimento do capitalismo, que transforma tudo em bem de consumo, abusamos de comprar presentes. Para muitos o sentido do natal se esgota nisso: pacotes, cartões, surpresas e presentes, muitos presentes! O que eu vou dar para as crianças este ano? E para o meu pai, o que vai ser? E os sobrinhos todos? Você já deve ter experimentado a angústia que é escolher um presente para alguém. Contudo, é natal, Jesus nasceu! È tempo de festa, alegria e comemoração! É tempo de celebrar o aniversário do Salvador. Qual o presente que você dará a Jesus? Mas o que se pode dar a um Rei? Ele já tem tudo. Tornar-se difícil oferecer-Lhe algum presente. Creio que os magos podem nos dar uma boa dica. Primeiro: Dê ouro a Jesus, neste tempo que comemoramos a Sua visita ao nosso mundo. Ouro? Sim! Dê a Jesus aquilo que tem mais valor para você que qualquer outra coisa. Dê a Ele o seu maior tesouro. O seu melhor bem. Entregue-Lhe a sua vida! É isso mesmo! A sua VIDA. Assim como é. Tome todas as suas virtudes e ofereça-as a Jesus. Mas, ajunte também, todos os seus defeitos e leve-os ao Senhor. Vá a Ele com seus pecados. Com tudo o que você é, e diga-lhe: “Senhor, aqui está o meu tesouro: eu mesmo. É tudo o que eu posso ofertar-Te”. Ofereça sua vida a Jesus, hoje. Ela vale ouro.
A Palavra de Deus apresenta-nos o incenso como símbolo da oração. E aqui está um segundo presente que podemos ofertar a Jesus: uma vida de oração. Orar, como você sabe é conversar com o Senhor. Saiba que o Rei dos reis fica alegre quando você e eu conversamos com Ele! Que bênção é poder falar com Deus, uma vez que Ele poderia nem querer ouvir seres tão pequenos quanto nós! Uma pergunta: como vai sua vida de oração? Reclamamos da falta de diálogo que há entre pais e filhos, entre marido e mulher, entre amigos e entre os diversos segmentos da sociedade. Só que nos esquecemos de que nós mesmos temos falhado muito nessa área, em relação Àquele que muito nos amou. Balbuciamos algumas palavras na hora de dormir, antes de alguma refeição, ou quando passamos algum aperto. Que tal fazer diferente este ano? Reformulemos nossa vida de oração, abrindo verdadeiro diálogo com Jesus. A oração é a chave que Ele mesmo nos deu para abrirmos as portas mais emperradas que se nos apresentam. 
Se podemos entregar a Jesus ouro (nossa vida), e incenso (vida de oração), também podemos oferecer-Lhe mirra, que é um perfume e que simboliza o bom testemunho daquele que anda na presença do Senhor e O manifesta por aonde vai. A Palavra nos ensina que “nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo” e que, por meio de nós, Deus manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento. Você já pensou em ser um vaso de perfume? Pois é isso que o Senhor quer que sejamos: vasos que manifestem o caráter de Jesus em tudo e em todo lugar. Sei de pessoas que foram interpeladas por estranhos, que lhes perguntaram: “Você é crente?”. E diante da resposta afirmativa, ouviram: “Só podia ser! Eu logo percebi!”. Que maravilha! Estavam manifestando, por sua maneira de ser, a pessoa de Jesus! Quer oferecer ao Senhor um presente que realmente irá agradá-Lo? Pois Lhe ofereça mirra: a disposição de manifestar o caráter de Jesus em todo o lugar, em todo o tempo!
É Natal, sim! Tempo de alegria, festas e folguedos. Mas tempo de presentear Aquele que nos deu o maior presente de todos: Jesus e a Vida Eterna!   



quarta-feira, dezembro 17, 2014

Rev. José M. da Conceição - O Primeiro Pastor Presbiteriano Brasileiro


Hoje, 17 de Dezembro, a Igreja Presbiteriana comemora o dia do pastor presbiteriano. Esta data foi escolhida por ser a ordenação do primeiro pastor presbiteriano brasileiro, o Rev. José M. da Conceição. Conceição nasceu em 1822 e em 1845 tornou-se padre, tendo estudado no seminário diocesano em Sorocaba. Pelas amizades que mantinha com estrangeiros protestantes e o gosto pela leitura da Bíblia recebeu a alcunha de “Padre Protestante”. Por causa desta fama, conforme o Rev. Alderi nos informa, “o bispo D. Manoel Joaquim Gonçalves de Andrade passou a transferi-lo com frequência de uma paróquia para outra: Piracicaba, Monte-Mór, Limeira outra vez, Taubaté, Ubatuba, Santa Bárbara e por fim Brotas, onde chegou em 1860”.
Em 1863 Conceição recebeu a visita do Rev. A. Blackford, com quem manteve uma boa amizade. Em 23/10/1864 cedeu às exortações do Evangelho e fez sua pública profissão de fé e batizou-se na Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. 
Um dia após a organização do primeiro Presbitério, o do Rio de Janeiro, composto pelas igrejas do Rio, São Paulo e Brotas, Conceição foi ordenado pastor presbiteriano em 17/12/1865, após cumprir as exigências para tal. Observamos alguns fatos importantes na vida deste servo de Cristo:
1. Foi um homem transformado pela Palavra de Deus. “Desde os dezoito anos travou contato com a Bíblia, descobrindo conflitos entre os seus ensinos e certas práticas e doutrinas católicas. Certa vez, ao repreender o seu professor de desenho, o francês Carlos Leão Baillot, por tê-lo VISTO andar na igreja com o boné na cabeça, ouviu dele palavras que nunca esqueceu: “Menino, aprende em tua Bíblia a distinguir a alegoria da religião. O fim da Bíblia é ensinar-nos a amar a Deus sobre tudo e depois amarmo-nos uns aos outros como bons irmãos, filhos de um só Pai que está no céu. Ouves, meu menino?” Relacionou-se com protestantes e sentiu-se atraído por eles, levado pelo bom testemunho de suas vidas religiosas. Em Ipanema, visitou a família inglesa Godwin e as casas dos alemães, impressionando-se com a maneira respeitosa como guardavam o domingo e com a prática da leitura da Bíblia e de livros religiosos” (Rev. Alderi). A Bíblia nos diz que a fé vem pelo ouvir a Palavra de Cristo.
2. Foi um homem usado pelas mãos de Deus. A mensagem de Deus àqueles que por Ele são transformados é: “Ide e pregai o Evangelho a toda criatura”. Conceição foi um homem cônscio desta responsabilidade e quase  o ouvimos falar como Paulo: “Ai de mim se não pregar o Evangelho” (1 Co 9.16). Dois meses depois da sua ordenação, Conceição desapareceu. Deixou um bilhete dizendo que não o esperassem. Mais tarde descobre-se o que houve, em seu relatório ao Presbitério ele diz: “Aos 28/02/1866 saí de São Paulo pregando o Evangelho. Tomei a estrada do sul para Sorocaba. Visitava as casas da estrada e pregava onde havia oportunidade” (SP, Cotia, Uma, Piedade, Sorocaba  e retorna por São Roque, Cotia e SP).

Aplicação:
·      Deus usa homens/mulheres que verdadeiramente foram transformados pela Palavra
·      Deus usa homens/mulheres que se dispõe a serem usados por Deus
·      Deus usa homens/mulheres que se comprometem com Seu Reino e Igreja.

quinta-feira, dezembro 11, 2014

POR QUE EU PRECISO DA IGREJA?

Esta é uma questão deveras importante. Vivemos em uma época em que muitos afirmam ser possível ser cristão autêntico sem a igreja, ou seja, não preciso de uma instituição para ser o que sou.  É preciso que se diga, antes de qualquer outra coisa, que tornar-se cristão é uma experiência individual e pessoal. Ser cristão trata-se de um relacionamento íntimo e pessoal com Deus. Não consiste em nascer num lar cristão ou fazer parte de uma família cristã. Mas, sim, de uma experiência pessoal com Cristo, a qual a Bíblia denomina de novo nascimento. Jesus mesmo declarou que “quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (João 3:5). Francis Schaeffer acertadamente nos diz que “não há nenhum meio de começar a vida cristã excet através da porta do nascimento espiritual, do mesmo modo como não há como alguém de começar a vida física exceto através da porta do nascimento físico”.
Embora o cristianismo seja uma experiência individual não é individualista. O nascimento espiritual nos introduz no corpo de Cristo e, assim, somos membros uns dos outros. Esta metáfora, que descreve a igreja de Cristo, é fundamental para compreendermos a importância da igreja local e a comunhão que deve existir entre os cristãos. Um dos grandes perigos que enfrentamos como cristãos é o da apostasia. Apostatar é não permanecer em Cristo e no Seu Evangelho até o fim. Paulo, o apóstolo, nos exorta: “Aquele que pensa estar em pé, cuidado para que não caia” (1 Coríntios 10:12). Na carta aos Hebreus lemos: “Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo;  pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado” (Hebreus 3.12,13). Comentando esta passagem Stuart Olyott afirma: “Todos nós que professamos seguir a Cristo temos de reconhecer que não estamos isentos de apostatar. O uso do apóstolo das palavras ‘qualquer’ e ‘nenhum’ ressalta justamente isso. Cada um de nós deve temer (Hebreus 4.1). Podemos crer que estamos a caminho do céu, mas é possível que não cheguemos lá”.   A marca de um verdadeiro cristão é a perseverança.  Jesus afirmou: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mateus 24.13). Por isso somos estimulados à comunhão, devemos exortar, encorajar “uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje,  para que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado”  (Hebreus 3.13). Paul David Tripp nos ensina que “discernimento pessoal é produto da comunidade”, pois “preciso de você para realmente me ver e me conhecer. Caso contrário, eu escutarei meus próprios argumentos, acreditarei em minhas próprias mentiras, e aceitarei meus próprios enganos. A percepção que tenho de mim mesmo é tão exata quanto aquele espelho que distorce em um parque de diversões. Se eu vou me enxergar de maneira clara preciso que você segure o espelho da Palavra de Deus à minha frente”. Portanto para eu perseverar na fé é essencial participar da comunhão daqueles que se acham em Cristo. Devemos nos aproximar uns dos outros e permitir que outros se aproximem de mim. Devemos nos estimular e encorajar mutuamente para seguirmos adiante em direção ao alvo que é Cristo. Lembre-se: precisamos uns dos outros. Salomão nos diz que “melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante” (Eclesiastes 4.9,10).



sexta-feira, outubro 24, 2014

A ALEGRIA DA NOSSA SALVAÇÃO - Lucas 15.1-7

As parábolas contadas por Jesus em Lucas 15 têm o mesmo pano de fundo histórico. Jesus era criticado pelos fariseus e pelos escribas por receber e comer com publicanos e pecadores e em resposta a estas críticas Jesus contou-lhes estas parábolas. Warren Wiersbe afirma que “Jesus usou essas parábolas para refutar as acusações de escribas e fariseus escandalizados com seu comportamento. Já era problemático Jesus receber de braços abertos esses marginalizados e ensiná-los, mas chegava ao cúmulo de comer com eles! Os líderes religiosos judeus não haviam entendido que o "Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido" (Lc 19:10). Mais do que isso, não conseguiam enxergar que eles próprios estavam entre os perdidos”. Devemos lembrar que no contexto do Oriente Médio há um profundo significado cultural da comunhão à mesa. J. Jeremias nos lembra que “convidar um homem para uma refeição é uma honra. É uma oferta de paz, confiança, fraternidade e perdão, em suma, compartilhar de uma mesa significa compartilhar da vida... Desta forma, as refeições de Jesus com os publicanos e pecadores... são expressões da missão e da mensagem de Jesus”. Nos evangelhos aprendemos que “os sãos não precisam de médico, e sim os doentes”; Jesus veio chamar pecadores e não os justos (Marcos 2.17). Uma das verdades bíblicas mais confortadoras é a Doutrina da Graça. Ela nos ensina que nenhum homem tem o poder de buscar a Deus; Deus tem que buscá-lo primeiro. Foi o próprio Jesus que disse: “Ninguém pode vir a Mim se o Pai que Me enviou não o trouxer” (João 6.44). O homem encontra-se morto em seus delitos e pecados, incapaz de crer na Palavra de Deus. Mas o Espírito Santo o vivifica, regenera, fazendo-o contemplar a graça que provém de Deus, através dos méritos de Cristo, pela justiça que Ele proveu na cruz. E assim o homem pecador pode ser declarado filho de Deus. Sem dúvida nenhuma esta é uma verdade que nos enche de alegria, onde o nosso coração arde de gratidão por esta dádiva divina. A parábola da ovelha perdida é usada por Jesus para nos ensinar esta verdade. Ela fala—nos do criador de ovinos que perdeu uma de suas ovelhas para ilustrar a graça de Deus que é dispensada ao homem pecador e que se afastou de Deus. É interessante Jesus comparar o homem a uma ovelha. Há duas possibilidades de uma ovelha se perder do rebanho. A primeira é que, devido a sua curta visão, ao afastar-se do rebanho, torna-se difícil o agregar novamente. A outra razão é por não se contentar com a pastagem onde o rebanho se encontra e sai a procura de outros pastos. Jesus quer salientar o quão fácil é ao homem afastar-se de Deus! Por qualquer descuido ou distração nos afastamos de Deus. Naturalmente temos a tendência de nos distanciar de Deus. Mas o Evangelho de Jesus é o Evangelho da graça! Nesta história vemos a graça de Deus, de forma clara e objetiva, manifestando o amor de Deus na busca do homem pecador. Jesus nos ensina nesta parábola sobre A ALEGRIA DA NOSSA SALVAÇÃO. Devemos nos alegrar porque a nossa salvação é fruto do amor gracioso de Deus, é evidenciada pelo arrependimento e, por último, tem como resultado a comunhão com Deus e seu povo.
1) A ALEGRIA DA NOSSA SALVAÇÃO É FRUTO DO AMOR GRACIOSO DEUS -   De uma maneira muito clara e objetiva Jesus destaca que o amor gracioso de Deus por homens pecadores. Sua parábola começa dizendo: “Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la?”.  O amor de Deus não é um sentimento estático e nem mesmo um sentimento abstrato. Jesus mesmo declarou: “O meu mandamento é este: que vos amei uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo 15.13). “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. O amor de Deus é dinâmico, porque Deus é quem procura e providencia a salvação para o homem perdido. Certo pastor acertadamente afirma que “o amor de Deus não é estático, mas dinâmico, no sentido de que Deus é quem procura e providencia a salvação para o homem perdido, considerando-o justificado mediante os méritos graciosos e suficientes de Jesus Cristo”.
2) A ALEGRIA DA NOSSA SALVAÇÃO É EVIDENCIADA PELO ARREPENDIMENTO. Na parábola da ovelha perdida observamos que a ovelha nada fez para ser achada, a não ser o fato de se perder. Simon Kistemaker  lembra-nos que “as ovelhas são animais gregários; vivem juntas em grupo. Quando uma ovelha se separa do rebanho, fica desnorteada. Deita no chão, imóvel, esperando pelo pastor”. Na parábola o pastor encontra a ovelha. E depois, na conclusão, Jesus nos fala sobre a alegria de um pecador que se arrepende.  F.F. Bruce obsersa que “na comparação entre a alegria do pastor e a alegria no céu por um pecador que se arrepende, precisamos observar que o destaque está na alegria, e não no arrependimento, pois a ovelha, evidentemente, não experimentou um arrependimento consciente. Nem a ovelha nem a moeda podem se arrepender; isso talvez sugira que o arrependimento do pecador seja uma dádiva de Deus, resultado de ter sido achado, e não a condição para ser achado”. Com isso podemos afirmar que o arrependimento não é uma condição prévia para se alcançar o favor de Deus. Para os fariseus o arrependimento era uma maneira de entrar no reino de Deus, mas o ensino de Jesus nos mostra que o arrependimento é uma resposta ao reino que chegou. Assim o arrependimento é uma obra pela qual o homem justificado se mostra justo. Arrependimento significa “passar por uma mudança de mente e sentimentos”, “fazer uma mudança de princípios e práticas”. Essa mudança profunda e radical ocorre quando, pela graça de Deus, compreendemos o amor gracioso de Deus por nós pecadores. O fato de termos recebido uma nova vida pelo favor de Deus, leva-nos a demonstrar gratidão a esse Deus que nos ama, adequando nossas vidas ao ensino, a ética e aos valores do Reino de Deus. Nossa salvação é evidenciada pelo arrependimento, por um viver santo que honre e glorifique o Deus que nos salvou.  
3) A ALEGRIA DA NOSSA SALVAÇÃO RESULTA EM COMUNHÃO COM DEUS E SEU POVODeus não só salva o homem pecador, mas também o restaura: “Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo” (v. 5).   A ovelha precisa ser achada e depois precisa ser levada de volta ao aprisco, ao convívio das outras ovelhas. No versículo 6 lemos:  “E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida”. Aqui encontramos um convite  para participarmos da alegria com a conversão dos pecadores, uma alegria que se expressa comunitariamente. Certo pastor contemporânea declarou: “Jesus está nos ensinando aqui que a alegria, em primeira instância, deve ser expressa e compartilhada em comunidade, na igreja. Isso implica na recepção do homem pecador no seio da igreja e no cuidado que esta deve prestar a este homem... Os novos discípulos devem ser integrados na vida da igreja”.
Somos salvos e restaurados no Corpo de Cristo, a família de Deus. É na comunhão cristã que encontramos o ambiente propício para desenvolvermos a nossa salvação, crescermos em santidade, servindo a Cristo com os nossos dons.  

Warren Wiersbe declarou que “quando um pecador se entrega ao Salvador, sua alegria é quadruplicada. Apesar de a história não dizer coisa alguma a respeito de como a ovelha se sentiu, certamente o coração da pessoa encontrada enche-se de alegria. Tanto as Escrituras (At 3:8; 8:39) quanto nossa experiência pessoal comprovam a alegria da salvação”.

quarta-feira, outubro 22, 2014

ENQUANTO O SENHOR NÃO VEM - 1 Tessalonicenses 5.1-11



Vimos que a doutrina da 2ª vinda de Cristo estava trazendo alguns problemas à igreja de Tessalônica. Alguns estavam confusos, achando que os cristãos que morreram antes da 2ª vinda estavam perdidos. Outros achavam que a vinda era tão próxima que abandonaram o trabalho e viviam ociosos e dependentes de outros. Paulo os lembra que assim como Deus ressuscitou a Cristo também ressuscitará os cristãos que já morreram. Também os exorta a viver de modo digno e não como parasitas dando um mau testemunho. Pois bem, nos versículos iniciais do capítulo 5, o apóstolo fala acerca do cronograma da volta de Cristo. Deixa claro a eles que o dia da volta ninguém sabe, somente Deus o sabe (Mt 24.36). Ela será repentina, como um ladrão que invade uma casa. Assim, Paulo nos apresenta alguns conselhos para aqueles que estão Esperando o Senhor voltar. Quais seriam as atitudes corretas que os cristãos devem apresentar enquanto Jesus não vem? Esta é a questão aqui. 1. Enquanto o SENHOR não vem, vivamos como filhos da luz. “Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz” (Efésios 5.8). O cristão é alguém que foi trazido para a luz. É alguém totalmente diferente do que era sem a graça de Deus. “As trevas pertencem ao velho homem, e a luz, de fato, relaciona-se com o homem novo” (Agostinho). Jesus declara de Si mesmo como a Luz do mundo. “Eu sou a Luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário terá a luz da vida” (Jo. 8.12). Como cristãos, somos ordenados a viver neste mundo como uma luz intensa (Mateus 5.14-16). Viver como filho da luz é viver em santificação, consagração a Deus. E o método bíblico de santificação é o de compreender a verdade e depois aplicá-la. Daí a oração de Jesus: Santifica-os na Verdade; a Tua Palavra é a verdade”. O Rev. James Kennedy nos lembra que o pecado tem um "poder corruptor", o qual age em nós "contaminando nossa personalidade, mente e ações". "Santificação é o processo de retirar essa corrupção" e, "se amamos a Deus, deveríamos estar dispostos e ansiosos para obedecê-lo (...) santificação é um mandamento". A santidade é um processo contínuo e envolve luta, pois, como nos diz Packer, "a santidade é uma experiência de conflito". Paulo nos fala de uma tensão entre a carne e o Espírito: Porque a carne luta contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes se opõem um ao outro, para que não façais o que quereis (Gálatas 5.17). Assim devemos ser perseverantes no caminho da santidade. O autor aos Hebreus nos ensina a seguir a santidade (Hb 12.14). E isto envolve nos sujeitarmos ao Espírito de Cristo. A Bíblia nos ensina que o Espírito Santo opera por meios – os meios de graça, a saber: a Palavra, oração, comunhão, adoração e a ceia do Senhor. Nesse processo é mister o nosso envolvimento através da disciplina e o esforço. "A formação de hábitos é a maneira normal pela qual o Espírito Santo nos leva para a santificação". 2. Enquanto o SENHOR não vem, vivamos sempre alerta. O apóstolo lhes diz que não deveriam dormir, Ignorar aviso mas vigiar. Embora a vinda de Cristo seja repentina e possa pegar os incrédulos despreparados, isto não deverá acontecer com o cristão. Nós sabemos que Cristo virá e devemos estar prontos para encontrá-Lo a qualquer momento. Estar vigilantes é estar desenvolvendo uma intimidade com Deus, em comunhão com Ele por meio da oração. Certa vez ouvi que aqueles que não vivem intimamente com Deus hoje, porque deveriam acreditar que na eternidade desfrutariam? Visto que o céu é estar com Jesus, estar com Jesus é o céu. E podemos estar com Ele agora. Como cristãos, é nosso imenso privilégio comungar com Cristo diariamente, ouvir Sua voz na Bíblia, buscá-lO em oração, partilhar com Ele nossas ansiedades e preocupações, expressar-Lhe o nosso amor e a nossa adoração. Chegamos a Cristo com pedidos por nossas necessidades e pelas dos outros, e pelo progresso do Seu reino. Recebemos dEle direção, fortalecimento e consolo. Não seria isso prelibar o céu?(Rev. Edward Donnelly). 3. Enquanto o SENHOR não vem, vivamos com sobriedade. Aqueles aguardam a vinda de Cristo permanecem acordados e não se embriagam como as pessoas do mundo. Ser "sóbrio" significa ser moderado, temperado, em todas as coisas - no comer, no beber, no falar, no vestir, etc.. Deus, pela pena inspirada de Pedro, exorta-nos a que sejamos sóbrios em tudo, e isto acopla também a sobriedade espiritual, pois o diabo, nosso adversário, anda ao redor de nós, bramando e rugindo como leão, buscando a quem possa tragar. Muito facilmente, mesmo novas criaturas, podemos perder o controle e deixarmos de ser sóbrios. Cuidado, as consequências podem ser graves. Cuidado, porque nós somos débeis e fracos e o inimigo das nossas almas é forte, astuto e mau. "Nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, tendo sempre por capacete a esperança da salvação..." (I Tessalonicenses 5:8). Santidade, vigilância e sobriedade são os requisitos necessários para aqueles que aguardam a segunda vinda de Jesus!

segunda-feira, outubro 20, 2014

O CASAMENTO É UMA ALIANÇA - Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu (Cantares 6.3)

Cântico dos Cânticos é um livro da Bíblia inteiramente dedicado ao romance, ao amor e à intimidade entre o homem e sua mulher. É a celebração do amor como dádiva de Deus. Salomão compreendeu as alegrias e virtudes do amor conjugal e escreveu esta canção tão bela. Como disse certo pregador em nossos dias, “Cântico dos Cânticos é certamente uma canção de amor. Não é só a melhor canção de amor que Salomão compôs, mas, acima de tudo, a canção de amor inspirada por Deus e preservada na Escritura”. Neste livro Deus fala-nos sobre a arte de amar, ensina-nos sobre como deve ser o amor entre um homem e uma mulher. Portanto, bem-aventurados seremos se, atentamente, aprendermos deste livro. Permita-me, ainda que de forma sucinta, lembrar-lhes o enredo deste poema. Sulamita e seus irmãos trabalham para Salomão cuidando de suas vinhas (8:11-14). Disfarçado de pastor, o rei Salomão visita suas vinhas, vê a Sulamita e se apaixona por ela (1:1 - 2:7). Ela descreve o tempo que passam juntos como um rico banquete. Na primavera seguinte, ele a pede em casamento, e ela aceita. Contudo, o amado precisa ausentar-se algum tempo com a promessa de voltar. Na ausência do amado, a Sulamita sonha com ele (3:1-5). Então, ele volta e lhe revela que é o rei Salomão. Eles se casam e consumam a união na noite de núpcias (3:6 - 5:1). A declaração da Sulamita é feita em resposta ao questionamento das mulheres acerca da ausência do amado. As mulheres a indagam: PARA ONDE FOI O TEU AMADO? Ela afirma: EU SOU DO MEU AMADO, E O MEU AMADO É MEU. Assim ela nos “apresenta os padrões determinados por Deus para o casamento, ilustrando os privilégios maravilhosos e as responsabilidades sérias que o marido e a esposa têm para com Deus e um para com o outro”, conforme nos ensina Warren Wiersbe. Portanto, aprendemos aqui que O CASAMENTO É UMA ALIANÇA. O Rev. Van Groningen corretamente nos diz que “o casamento é uma aliança estabelecida por Deus, instituída por Deus, e vivida diante de Deus, para expressar simbolicamente a união de Deus e seu povo por meio de um amor real”. Assim devemos compreender o casamento como um relacionamento pactual estabelecido por Deus e seus votos são feitos a Deus. O Profeta Malaquias nos diz: “o SENHOR foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade (...) sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança (...) Portanto, cuidai de vós mesmos, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade”. O propósito do casamento não é fazer o homem feliz, mas, sim, glorificar a Deus e fazer com que a geração seguinte conheça a glória de Deus.  Portanto, o casamento é uma aliança que (1) requer dependência e unidade, pois exige uma entrega total de cada um para o outro; (2) requer fidelidade, pois fundamenta-se nas promessas mútuas; (3) requer a presença de Deus.
1) O CASAMENTO É UMA ALIANÇA QUE REQUER DEPENDÊNCIA E UNIDADE , POIS EXIGE UMA ENTREGA TOTAL DE CADA UM PARA O OUTRO. Na criação da mulher devemos notar a necessidade que o ser humano tem de companheirismo. O homem não foi feito para a solidão, mas para a comunhão, para a comunicação com o outro. “Deus fez a mulher e o homem de modo que a fusão de ambos resulte na verdadeira felicidade”. Eu sou do meu amado e o meu amado é meu. Num casamento nos pertencemos um ao outro. Há também a ideia de complementariedade. O que falta ao homem, a mulher supre, o que falta a mulher, o homem supre. A independência que tiveram até aqui é substituída por uma dependência em amor, amizade e respeito.   O eu, o meu, saem para dar lugar ao nosso. Não são mais dois, mas uma só carne.  No romance de Shakespeare, depois que o leitor sonha com o encontro, Romeu e Julieta morrem. Eu creio que não pode ser outra coisa que deva acontecer no altar senão isto. Ambos se tornam uma só carne. É Deus quem os juntou. E esta união deve ser a mais completa possível. Deve haver união de corpos, de propósitos, mas acima de tudo, uma união de alma. E esta união espiritual é a mais importante de todas, pois é a união da fé, da esperança e do amor que vem de Deus. O casal deve ter a mesma fé em Deus. Eu e minha casa serviremos ao Senhor e, assim, esta união se projetará para a eternidade e os frutos dessa união, os filhos, terão um ambiente harmonioso para crescerem.
2) O CASAMENTO É UMA ALIANÇA QUE REQUER FIDELIDADE, POIS FUNDAMENTA-SE NAS PROMESSAS MÚTUAS. Na declaração apaixonada da Sulamita fica claro o senso de dependência mútua, que é refletido em FIDELIDADE. “Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu”. Somente a fidelidade conjugal em todos os momentos da vida pode trazer segurança. É um muro protetor com cerca eletrificada e portões fechados com cadeados de segredo que somente o casal conhece. Deus estabeleceu a intimidade sexual, a qual deve ocorrer dentro do contexto do casamento. “Um lar cristão consagrado é a coisa mais parecida com o céu que se pode experimentar na Terra, e começa com um casamento cristão”. “O significado mais elevado e o propósito mais sublime do casamento é o de manifestar a relação pactual entre Cristo e Sua igreja. Viver esta verdade, e mostrar essa verdade, é o que significa, mais profundamente, ser casado. Essa é a razão mais elevada para o casamento existir. Há outras razões, mas essa é a principal” (John Piper). Deus fez o casamento indissolúvel. “O que Deus ajuntou não o separe o homem”. O casamento, diante de Deus e de todas as testemunhas na cerimônia, é um pacto, onde o marido e a mulher prometem compromisso e fidelidade. A aliança que carregam no dedo anelar é um sinal destas promessas.  A Palavra de Deus afirma que “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hebreus 13:4).
3) O CASAMENTO É UMA ALIANÇA QUE REQUER  A PRESENÇA DE DEUS.
Cada um dos aspectos que formam o casamento é importante, mas não é a base do mesmo. É importante a casa, o amor, a amizade, o dinheiro, mas a base mesmo é o SENHOR. Todo casamento deve ter suas amarras em Deus que uniu o homem e a mulher. Se assim não for o relacionamento não permanecerá. Bruno e Thalita, você precisam ver além das emoções, viver além das emoções. Vivam na certeza da graça e da presença de que Deus os uniu. A Bíblia nos relata que o primeiro milagre de Jesus ocorreu numa festa de casamento em Caná da Galileia. A presença de Jesus naquela festa foi a solução de um problema circunstancial, mas que foi resolvido porque Jesus estava ali. Assim, Bruno e Thalita, a base desse enlace é a presença de Jesus. A busca contínua da comunhão com Cristo e a obediência aos seus ensinos são indispensáveis para um matrimônio feliz. Sem Deus corremos o risco de construirmos um relacionamento de frustração, tristeza e dor. A chave de uma vida conjugal, familiar plena de alegria e felicidade está na presença de Jesus em nosso relacionamento.

Jamais devemos esquecer que o casamento é uma aliança que (1) requer dependência e unidade, pois exige uma entrega total de cada um para o outro; (2) requer fidelidade, pois se fundamenta nas promessas mútuas; (3) requer a presença de Deus. E assim vivamos esse amor intensa e maravilhosamente sob a bênção do SENHOR. 

quarta-feira, outubro 08, 2014

APRENDENDO COM O PROFETA ISAÍAS

Isaías nos informa que é um profeta e que a sua mensagem não foi inventada por ele, mas, sim, é a Palavra que o Senhor lhe falou (Isaías 1:1). Surge, então, a questão: O que o Senhor falou? Qual a mensagem proclamada da parte do Senhor? Creio que a mensagem é uma só em todo o livro. Apesar de ser um livro extenso com 66 capítulos há uma única mensagem permeando todo livro e o Rev. Martin Lloyd-Jones resumiu bem: “Isaías escreveu para explicar a causa dos problemas e o único caminho de saída”. Nos capítulos iniciais do livro de Isaías vemos que o povo de Deus achava-se em dificuldades por não ouvir a voz do Senhor, por ser indiferente à proclamação profética. A queixa de Deus é a de um pai que criou seus filhos com todo empenho e eles se rebelaram contra Ele. “Criei filhos e os fiz crescer, mas eles se revoltaram contra mim" (Isaías 1:2). Warren Wiersbe declara: “O mais revoltante é que esse povo rebelde também era religioso (Isaías 1:10-15). Os judeus adoravam no templo e ofereciam uma grande variedade de sacrifícios ao Senhor, mas seu coração estava longe de Deus e sua adoração era hipócrita. Os sacrifícios, por si sós, não eram suficientes para agradar ao Senhor, uma vez que, juntamente com a observação exterior, Deus requer obediência interior (1 Samuel 15:22), um coração contrito (SaImo 51:17) e uma vida piedosa (Miquéias 6:6-8). A adoração de Judá ao Senhor era iniquidade e não piedade, e Deus estava cansado dela! Em vez de levantar "mãos santas" em oração (1 Timóteo 2:8), as mãos do povo estavam manchadas de sangue por causa de seus muitos pecados (Isaías 59:3; Ezequiel 7:23)”. A consequência desta rebeldia é o cativeiro babilônico. Deus afirma que as coisas piorariam e eles seriam levados cativos. Deus levava a sério o pecado de seu povo. Se não se arrependessem nem aceitassem sua oferta de perdão (Isaías 1:18), então só restaria ao Senhor enviar seu juízo. No capítulo 6 encontramos um profeta que reconhece o pecado do povo de Deus e o juízo de Deus. Ainda nos informa que Uzias, o rei havia morrido. Ele foi um dos maiores líderes de Judá, mesmo que em seus últimos anos tivesse sido disciplinado por sua desobediência a Deus (2 Crônicas 26:16-21). A palavra que descreve o reinado de Uzias é prosperidade. No livro das Crônicas lemos a respeito de Uzias: “nos dias em que buscou ao SENHOR, Deus o fez prosperar” (2 Crônicas 26.5). Com a morte do rei, o pecado da nação e o iminente juízo de Deus, não há esperança e neste momento o profeta vai ao templo. Com isso nos ensina algo importante: Nos momentos difíceis e conturbados da nossa vida devemos nos voltar a Deus. Muitos, ao enfrentarem problemas, abandonam o culto, deixam de congregar. Isaías nos ensina que nestes momentos devemos ir ao culto, buscar a orientação do SENHOR para nossas vidas. É no ajuntar do povo de Deus que Ele fala conosco! A mensagem que o profeta recebe do SENHOR é que ELE REINA. Ainda que um grande rei tivesse deixado seu trono na terra, o maior dos Reis continuava assentado em seu trono celestial. Esta é a visão de Isaías. Ele viu um Deus que é Senhor, Soberano e Rei. Para o jovem Isaías, as perspectivas eram sombrias. Seu rei (Uzias) tão estimado havia falecido, sua nação estava em perigo e não lhe restava muito o que fazer sobre isso. As perspectivas podiam ser desanimadoras, mas o que via ao olhar para o alto era glorioso! Deus ainda estava assentado em seu trono reinando como Soberano do universo! "Toda a terra" estava "cheia da sua glória" (Isaías 6:3). Quando seu mundo começa a desmoronar é bom ver as coisas do ponto de vista de Deus. Isaías olhou para o alto, pois o nosso socorro vem do SENHOR (Salmo 122.1). Deus nos diz: “Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes” (Jeremias 33.3). Caro leitor  quero concluir nossa reflexão com as palavras de Isaías: “Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Isaías 55:6).



quinta-feira, outubro 02, 2014

CRISTÃOS MUTANTES

O rev. John MacArthur me chamou a atenção para um fato notório em nossos dias. O surgimento de outro “evangelho” que produz um “cristão mutante”. Ele declarou: “O poder do Evangelho está em sua verdade imutável; uma semente mutante só produzirá uma colheita mutante”. Lamentavelmente vivemos dias em que aqueles que se dizem cristãos não demonstram convicções e nem apresentam firmeza no que creem. São inconstantes e se curvam as tendências teológicas que prevalecem em nossa época, rejeitando os padrões absolutos da Palavra de Deus. Somos conclamados, pelas Escrituras, a permanecer fiéis à Verdade de Deus: “Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardais as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por palavra nossa” (2 Ts 2.15). A Bíblia é o livro de Deus. Ela é a Palavra de Deus.  Deus é o autor primário das Escrituras Sagradas. E o propósito de Deus se ter revelado através da Bíblia é de nos despertar à fé em Jesus Cristo e nos dar a salvação que há nEle! Calvino, o reformador do século XVI, afirma que a Escritura contém o guia perfeito de uma vida boa e feliz. Isto porque a verdadeira felicidade está na reconciliação do homem com Deus, o Criador. Uma vez que a Bíblia é o livro de Deus e tem um propósito tão especial, ela se reveste de tremenda importância para nossas vidas. Como cristãos somos exortados pelo apóstolo Paulo a chegarmos “à perfeita varonilidade”, isto é, sermos pessoas maduras, “pessoas que alcançaram à altura espiritual de Cristo” (Efésios 4.13,14). O objetivo desta exortação é “para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para o outro, e levados ao redor por toda sorte de doutrina”. Isto só é possível se edificarmos nossas vidas na imutável Palavra de Deus.  

quinta-feira, setembro 25, 2014

EVANGELIZAÇÃO:A SUPREMA TAREFA DA IGREJA

A igreja tem como propósito principal a glória de Deus. Ela foi estabelecida para o louvor da glória de Deus. A evangelização é um instrumento pelo qual cumprimos o nosso propósito. Devemos proclamar o Evangelho de Cristo, reunindo os que creem em igrejas locais, com o objetivo de edificá-los na fé. E em Mateus 28.16-20 Jesus deixa evidente que a missão da igreja é fazer discípulos, os ensinando a guardar todas as coisas que Ele tem ordenado. A igreja é a agência do Reino de Deus no mundo, povo de propriedade exclusiva de Deus para proclamar as virtudes do Deus Eterno, conforme o apóstolo Pedro mesmo destaca em 1 Pedro 2.9. Proclamar as virtudes do Deus eterno consiste em manifestar a Sua glória “para que ao Nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda  confesse que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus Pai” (Filipenses 2:10,11).  A grande comissão em Mateus 28:16-20 define a missão da igreja. Ela existe para proclamar o evangelho de Cristo a todas as nações. É importante ressaltar que evangelização é o meio pelo qual conduzimos pecadores à adoração do único e verdadeiro Deus. A igreja existe para promover a glória de Deus e a evangelização é um instrumento usado para conduzir pecadores á adoração. A evangelização é a suprema tarefa da igreja. A evangelização, primeiramente, é uma tarefa honrosa. Isto porque ao realiza-la entrega uma mensagem que recebeu do próprio Deus. Por isso Paulo declara: “De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus” (2 Coríntios 5:2). Em segundo lugar, a evangelização é uma tarefa urgente. A Bíblia é o livro da salvação, pois a mensagem central da Bíblia é o que o Deus da graça fez e está fazendo, por meio de Seu Filho e de Seu Espírito, para a salvação de pecadores. Por outro lado, a humanidade está morta em seus delitos e pecados e caminha “segundo o curso destemundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência(...) segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos” (Efésios 2.1-3)  e, por isso, encontra-se sob a ira de Deus. É pela pregação das boas novas de Deus em Cristo que o homem encontra a salvação da ira de Deus. Devemos pregar urgentemente, pois muitos não sabem acerca desta tão grande salvação. Por último, a evangelização é uma tarefa abrangente. Devemos anunciar todo o desígnio de Deus (Atos 20:27) a todas as pessoas. A evangelização consiste não só em anunciar a salvação mas em ensinar.   A ênfase de Cristo na grande comissão vai muito mais além do que evangelizar implica em discipular. A missão da igreja não é simplesmente conseguir conversões, mas completar o processo da vida cristã fazendo discípulos.  A vocação da igreja é promover a glória de Deus através da proclamação do Evangelho de Cristo e discipular os que creem, com o objetivo de edificá-los na fé. Em Mateus 28.16-20 Jesus deixa evidente que a missão da igreja é fazer discípulos, os ensinando a guardar todas as coisas que Ele tem ordenado.
A evangelização é a suprema tarefa da igreja e a vocação de todos os cristãos; todos são chamados a testemunhar. J.I. Packer, em sua obra intitulada: Evangelização e a Soberania de Deus, afirma que “a comissão de pregar o Evangelho e fazer discípulos jamais foi limitada aos apóstolos. Nem está atualmente confinada aos ministros da Igreja. Trata-se de uma comissão que repousa sobre toda a Igreja coletivamente e, portanto, sobre cada cristão individualmente”. Portanto, o triunfo da Igreja hoje está no ministério da evangelização. Que possamos nos envolver nesta tarefa honrosa, urgente e abrangente.