quinta-feira, fevereiro 28, 2008
DISCIPLINA: A PROVA DA NOSSA FILIAÇÃO
terça-feira, fevereiro 26, 2008
SEJA SÁBIO, OBEDEÇA A DEUS NO TEMPO CERTO
Assim, aprendemos que a nossa vontade tem de submeter-se ao tempo determinado por Deus. Os espias que subiram para ver a terra que o Senhor haveria de dar aos israelitas, não confiaram na promessa de Deus e seduziram todo povo a não subir (Leia Números 13,14). Como resultado dessa incredulidade aquela geração fora impedida de entrar na nova terra, morreram no deserto. Mas depois do castigo dado por Deus, sem buscar a direção e a vontade de Deus nesta nova situação, o povo se levantou pela manhã e subiu ao cume do monte dizendo: "Eis-no aqui e subiremos ao lugar que o Senhor tem prometido, porquanto havemos pecado" (Números 14.40). Moisés então os advertiu: "Por que transgredis o mandato do Senhor? Pois não prosperará (v.41). E pelo desprezo desta advertência, o povo multiplicou seus pecados contra o Senhor. Pelo uso da própria vontade, o povo se tornou rebelde contra Deus e presunçoso nas suas próprias capacidades. Porém nada prospera sem a aprovação de Deus. Deste modo o povo foi ferido e derrotado cruelmente pelos amalequitas.
Há neste episósido duas lições a aprender. Sem o devido preparo e aprovação de Deus boas intenções não tem nenhum valor e o fim é sempre desastroso. Segunda, um erro não pode corrigir outros erros. Permita Deus o Senhor que estejamos atentos ao Seu querer e prontos a obedecê-Lo, crendo em suas promessas. Lembre-se que episódios como este, são narrados para nos ensinar a n ão repetir os mesmos erros. Que sejamos sábios e cumpramos a vontade de Deus em nossas vidas, no tempo determinanado por Ele.
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
AMAI-VOS UNS AOS OUTROS
O mandamento divino nos ensina que se alguém é meu irmão, então eu sou seu tutor. “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, declara-nos Jesus. E isto inclui que devo cuidar dele com amor e preocupar-me com o seu bem-estar.
Creio que a primeira evidência de um cristão cheio do Espírito Santo não é uma experiência mística particular, mas o nosso relacionamento prático de amor com as outras pessoas. Falar do amor em termos abstratos e generalizados é fácil, o que nos torna hipócritas por não vivermos aquilo que cremos. O que se requer do verdadeiro cristão é um agir concreto em situações que realmente demonstramos amor. Por isso Paulo nos exorta: “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura (...) levai as cargas uns dos outros e assim cumprireis a Lei de Cristo (Gálatas 6.1,2).
O relacionamento entre cristãos deve ser marcado pelo serviço. Se meu irmão tiver um fardo pesado, devo ajudá-lo a carregar esse fardo. Se ele cair em pecado, devo restaurá-lo, fazendo-o com mansidão. Isto é amar! O Rev. Ray Stedman declara: “Levar os fardos um do outro significa pelo menos apoiar um ao outro
É através desta atitude que cumprimos a Lei de Cristo. A “lei de Cristo” é amar uns aos outros como Ele nos ama. Cristo deseja ver em nós qualidades do Seu caráter. Espera de nós ações que são de acordo com a Lei de Deus e com a mente do Espírito Santo de Deus.
O EXEMPLO DE NEEMIAS
sexta-feira, janeiro 18, 2008
AS MARCAS DE JESUS - Gálatas 6.17
A palavra grega para “marcas” é stigmata, donde surge a nossa palavra estigma. Os homens da idade média acreditavam que essas marcas eram cicatrizes das mãos, dos pés e do lado de Jesus, e através de uma profunda identificação de Paulo com Cristo elas haviam aparecido no corpo do apóstolo. Entretanto, é muito pouco provável que as marcas de Jesus que Paulo levava fossem desse tipo.
No grego secular essa palavra relaciona-se com o verbo stizo, “ferrar”, “marcar com um instrumento pontiagudo”, e, quando se aplica a carne de homens e animais , “ferretear”, “tatuar”. Usava-se para a marcação de um escravo ou um criminoso. Creio com isso que Paulo não estava querendo dizer que tinha o seu corpo tatuado com um símbolo cristão, como a cruz, ou o nome de Jesus. Em 2 Coríntios 11.23-25 Paulo conta-nos dos sofrimentos enfrentados: açoites, apedrejamento, naufrágios, prisões, etc. Os ferimentos que seus perseguidores lhe infligiram e as cicatrizes que ficaram estas eram as marcas de Jesus. É possível que, neste texto, ele estivesse afirmando que a perseguição e não a circuncisão era a autêntica tatuagem cristã. O Rev. J. Stott declara que “como judeu, ele tinha em seu corpo a marca que os judaizantes enfatizavam; mas também tinha outras marcas, provando que pertencia a Jesus Cristo, não ao povo Judeu. Ele não havia evitado a perseguição por causa da cruz de Cristo. Pelo contrário, carregava em seu corpo ferimentos que o marcavam como verdadeiro escravo, um devoto fiel de Jesus Cristo”. Deste modo, o apóstolo está pensando metaforicamente no distintivo de Jesus sobre ele, o escravo do Senhor. Aos filipenses (3.3) escreveu: “Porque nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos a Deus no Espírito, e nos gloriamos
Temos nós hoje, em nosso corpo, as marcas de Cristo? Quais os sinais que evidenciam o senhorio de Jesus em nossas vidas? É claro que não falo de cicatrizes que possa haver em nossos corpos, pois, pela misericórdia de Deus, não enfrentamos perseguições. Contudo, falo de evidências em nosso viver diário que autenticam o nosso cristianismo; que comprovem que, verdadeiramente, somos de Cristo, somos filhos de Deus. Creio que algumas marcas são comuns a todos os cristãos.
A primeira delas é A MARCA DA CONVERSÃO. Li em uma revista cristã, intitulada Fé para Hoje, um tópico intitulado “Regeneração e Conversão”. Neste pequeno extrato de teologia o autor declara: “As Escrituras nos ensinam não somente que a regeneração é essencial em todo conversão, mas também que toda regeneração é invariavelmente acompanhada pela conversão responsável e inteligente da alma (...) a regeneração é uma obra divina, uma obra que transforma o coração do homem, por meio da soberana vontade de Deus; enquanto a conversão é a atitude de uma pessoa em voltar-se para Deus, tendo uma nova inclinação outorgada ao seu coração”.
A conversão é o lado humano da mudança espiritual que se opera no homem, a qual, vista do lado divino, nós chamamos de regeneração. Nela há dois elementos. O primeiro deles é negativo e é chamado de arrependimento, constituído de tristeza que sente o pecador pelo seu estado de miséria e da resolução de abandonar o pecado. O segundo é positivo, chamado de fé, que é a resolução do pecador de voltar-se para Cristo. Portanto a conversão envolve fé e arrependimento. Certo estudioso afirmou que “a conversão é tanto um evento como um processo. Significa a atuação do Espírito Santo sobre nós, por meio do qual somos movidos a responder a Jesus mediante a fé. Inclui também a obra contínua do Espírito Santo dentro de nós, purificando-nos e remoldando-nos à imagem de Cristo”. A prova de que a nova vida realmente começou precisa ser buscada na conduta diária da pessoa. Paulo exorta-nos “Desenvolvei a vossa salvação”. Temos nós apresentado em nosso viver a marca da conversão? Há evidências claras da graça de Deus operada em nós?
Outra marca que é comum a todos os cristãos é A MARCA DO SOFRIMENTO. O Rev. John MacArthur declarou que “a dor e o sofrimento são resultantes da hostilidade do mundo aos crentes e assim, seriam algo normal; alguma coisa que os crentes devem esperar acontecer em suas vidas”. Ainda que não gostemos de admitir, é algo que deve ser dito: o sofrimento faz parte da própria natureza da nossa vida com Cristo aqui neste mundo.. O Senhor mesmo declarou isto: “No mundo tereis aflições”; e referiu-se ao discipulado como “lançar mão no arado”, “tomar a cruz”, “negar a si mesmo”. Não devemos nos desanimar se nosso cristianismo não é popular e se poucos concordam conosco. “Estreita é a porta, e apertado o caminho e são poucos os que acertam por ela” (Mateus 7.14). Paulo enfrentou grandes tribulações, como já mencionamos, e ele comissionou Timóteo aos crentes de Tessalônica dizendo: “... a fim de que ninguém se inquiete com estas tribulações. Porque vós mesmos sabeis que estamos designados para isto”.
A Bíblia afirma que estamos crucificados com Cristo, o que nos identifica com o seu sofrimento e sua morte, ou como diz o apóstolo Pedro somos co-participantes dos sofrimentos de Cristo. Contudo, do mesmo modo que com Ele sofremos, também com Ele seremos consolados. “Se com Ele (Cristo) sofremos, também com Ele seremos glorificados” (Romanos 8.17). Paulo nos lembra que estas aflições sãos leves e temporárias em comparação com a glória eterna vindoura. Houve um missionário que resolveu colocar sua vida no altar de Deus. Trabalhou entre os índios da América do Norte. Seu nome: David Brainard. Ele calculou o preço de seguir a Cristo e deliberadamente fez uma escolha significava separar-se do mundo civilizado, com suas vantagens, e associar-se à dureza, ao trabalho e, possivelmente, a uma morte prematura. Morreu aos 29 anos devido a sua fragilidade física e aos rigores do campo missionário, ele contraiu tuberculose. Certo biógrafo escreveu: “Ele foi como uma vela que na medida em que se consumia, transmitia luz àqueles que estavam em trevas” (Testemunho extraído da Revista Fé para Hoje).
Uma terceira marca a destacar é A MARCA DO SERVIÇO. Marcos, o evangelista apresenta-nos Jesus como exemplo de servo. O próprio Mestre afirmou que não veio para ser servido, mas para servir. Toda existência foi gasta em prol do próximo. Suas palavras de graça, seu ensino com autoridade, seus milagres, tudo foi evidência que Ele havia vindo ao mundo para servir. Neste aspecto revolucionou o mundo grego, pois “a entrega voluntária de si mesmo ao serviço de seu próximo é estranha ao pensamento grego. O alvo mais sublime do homem era o desenvolvimento de sua própria personalidade”. Jesus traz a novidade de uma vida de serviço e exorta a sua igreja a seguir seu exemplo.
Paulo nos lembra que outrora fomos escravos do pecado, mas que pela misericórdia de Deus, Jesus Cristo nos libertou desta escravidão e nos fez escravos de Deus. Para o apóstolo o homem sempre será escravo; ou do pecado, que traz vergonha e morte, ou de Deus, que resulta em santificação e vida eterna. Ele mesmo se viu como servo de Deus e se considerava um ministro. Ele é ministro de Deus, de Cristo, do Evangelho e da Igreja. A palavra ministro traduz a palavra grega diakonos que quer dizer servo. Então, quando se referia a si mesmo como ministro não estava atribuindo um título de honra, mas colocava-se como servo de Deus, de Cristo, do Evangelho e da Igreja.
A Bíblia nos exorta: “esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens”. J. C. Ryle declarou: “Esforcemo-nos por deixar o mundo melhor, mais santo, mais feliz do que era quando nascemos. Uma vida dessa maneira verdadeiramente se assemelha à de Cristo”.Por certo poderíamos enumerar outras marcas, mas creio que estas já nos são suficientes. Que as marcas da conversão, do sofrimento e do serviço estejam presentes em nosso viver.
quarta-feira, novembro 28, 2007
NUNCA ESTAMOS SÓS
segunda-feira, outubro 15, 2007
O CULTO CRISTÃO
domingo, outubro 07, 2007
TUDO O QUE TENHO, TUDO O QUE SOU
Nada é meu;
Sequer pertenço a mim mesmo;
Tudo devo somente ao Deus gracioso,
Que a mim a vida emprestou.
São dádivas do meu Senhor,
Tudo o que tenho, tudo o que sou.
Por isso peço-Te:
Ensina-me a ser-Te
Fiel ó Amado benfeitor!
Oh! Tu que andas na solidão da tua riqueza
E, insensato,
Declaras a ti mesmo:
"Alma!descansa, come, bebe e regala-te".
E no solilóquio não te dás conta da pobreza!
Deus, então, te adverte:
"Louco! Esta noite te pedirão a tua alma;
E o que tens preparado, para quem será?"
Nada levarás para a sepultura,
Para onde descerá teu corpo inerte.
A Ti devo, ó meu Senhor!
Não a outro.
Tudo o que tenho, tudo o que sou.
Aceita a gratidão, o trabalho e a obediência
Do servo que vive por Teu favor!
Baseado em Lucas 12.13-21
FAZENDO A VONTADE DO PAI
Cansado e com fome, evidenciando Sua humanidade, o Mestre assentou-se junto a fonte de Jacó, enquanto Seus discípulos foram comprar alimentos. Ao regressarem O encontraram conversando com uma mulher samaritana e embora admirassem tal fato, nada disseram. Tendo a mulher deixado o seu cântaro e ido à cidade testemunhar de Jesus; Seus discípulos insistiram a Jesus que se alimentasse. Jesus, então, responde-lhes: "A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar sua obra" (João 4.34). Nosso Mestre não perdeu a oportunidade de ensinar aos discípulos uma grande lição.
Jesus estabeleceu como prioridade em Seu viver a realização da vontade de Deus. O Pai O enviara com um propósito, assim, cabia-Lhe envidar todos os esforços para que este propósito se concretizasse. A realização da obra é uma necessidade básica, inerente ao Seu Ser. Deste modo, fazer a vontade do Pai, é a Sua maior necessidade.
Temos nós também dado ao Reino a prioridade necessária? Temos empreendido todos os esforços para realizarmos aquilo para o qual fomos chamados? Muitos têm se esquecido do ensino de Jesus: "Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu Reino e a Sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mateus 6.33). Neste episódio aprendemos a importância de se realizar a obra de Deus. Ela tem que estar acima de tudo e de todos, deve ser a primazia em nosso viver. Que o Senhor nos ajude a viver assim!
segunda-feira, outubro 01, 2007
EU, UM SERVO?
Encontramos em Jesus, o Servo por excelência. Ele afirmou que “o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Marcos 10.45). A nossa nova vida em Cristo requer serviço, trabalho. “Por Jesus é trabalhar! Prontamente, fielmente, trabalhar! Em servi-Lo, que prazer! E só tu ó crente, o poderás fazer!”, diz um dos nossos hinos.
Impressiona-me a vida de um casal, Áqüila e Priscila. Em sua segunda viagem missionária Paulo os encontrou
Paulo nos diz: “porque de Deus somos cooperadores” (2 Co 3.9). Calvino afirmou que “algo extraordinário é dito aqui sobre o ministério, ou seja: que quando Deus resolve, por si mesmo, levar avante as coisas, Ele nos toma, seres insignificantes que somos, como seus auxiliares e nos usa como seus instrumentos”. Que privilégio tem o cristão! Foi convocado por Deus para engajar nas lides do Senhor!
Jesus contou-nos a parábola dos talentos para ensinar que os servos do Senhor devem ser fiéis, administrando pronta e eficientemente o que lhes foi confiado. S. Kistemaker comentando esta parábola declara: “O cristão que trabalha com fé colherá imensos dividendos. Ele não se preocupa consigo mesmo ou com seus próprios interesses, pois o que quer que tenha pertence ao Senhor, e o que quer que faça o faz pelo Senhor. Nenhum seguidor de Jesus pode jamais dizer que lhe faltam dons para o serviço, simplesmente por não ter a estatura de um Paulo, Lutero, Calvino ou Knox. A parábola ensina que cada um dos servos recebeu dons: “segundo a sua própria capacidade”. Jesus conhece a capacidade de cada cristão e espera receber frutos”. E você tem frutos a entregar ao Mestre ou só folhas?
sexta-feira, setembro 28, 2007
EU, UM DISCÍPULO?
Todo cristão é um discípulo. Embora, nem todo discípulo seja necessariamente um cristão. A Bíblia nos ensina que há casos que o discipulado é meramente nominal. Logo após Jesus ter afirmado ser o pão da vida, alguns dos seus discípulos se escandalizaram e João relata-nos: “À vista disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com Ele” (João 6.66). Jesus mesmo nos ensinou: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?’ Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!” (Mateus 7.21-23).
Como discípulos de Jesus, temos como alvo a maturidade da vida cristã. Nas palavras do apóstolo Pedro, devemos crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (2 Pe 3.18). D. Bonhoeffer afirmou que “o chamado ao discipulado é comprometimento com a pessoa de Jesus Cristo” e o Rev.J. Stott que “um cristão não é somente um crente justificado: é uma pessoa que foi unida com Cristo Jesus de uma maneira viva e pessoal”. O verdadeiro cristão é aquele que se relaciona diariamente com Cristo, anda no Espírito. Isto implica envolvimento, exige de nós tempo. E assim o cristão convertido terá que acertar a sua lista de prioridades. Somos desafiados a revisar nosso sistema de valores. Buscar em primeiro lugar o Reino de Deus, pensar nas coisas que são de cima, do alto. O Pr Paulo Solonca está certo ao nos advertir que “Deus está a procura de verdadeiros adoradores – homens e mulheres que estejam prontos a comprometerem-se com Sua Pessoa, Seus ensinos, Seu reino. Deus sempre condenou a falsa religiosidade do seu povo. Ele está farto de membros de igrejas, domingueiros que mais se identificam com agentes secretos da fé cristã do que discípulos comprometidos com uma causa”.
O verdadeiro cristão tem prazer na Lei do Senhor e valoriza toda e qualquer oportunidade de ouvir a Palavra de Deus, seja ela proclamada na escola dominical, no culto ou nos estudos bíblicos. Jesus nos ordena fazer novos discípulos, pois o método da evangelização divina é o homem. Mas Deus não pode fazer algo através de mim antes de fazer algo em mim.
Temos nós andado com Jesus? Podemos afirmar como Paulo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim? Há evidências de um discipulado verdadeiro em nossas vidas?
quarta-feira, setembro 12, 2007
EVANGELIZAÇÃO - Parte 3
Jamais devemos esquecer que o homem natural é incapaz de compreender por si mesmo a mensagem cristã. Paulo afirmou que “o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parece loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1coríntios 2.14). A Bíblia nos diz que os homens estão cegos (2Coríntios 4.4), surdos (Atos 28.26,27; João 8.43) e mortos (Efésios 2.1). Assim devemos nos lembrar que a conversão de alguém não depende do meu poder de persuasão e, sim, da ação sobrenatural do Espírito de Deus, pois é Ele quem convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo (João 16.8). Assim devemos suplicar que o Espírito Santo nos use e, Ele mesmo, abra a mente dos que estão sendo evangelizados.
O apóstolo Pedro escreveu que o Senhor nos guia por seu exemplo (1Pedro 2.21). Devemos seguir os seus passos em todos os aspectos da vida, inclusive na maneira de testemunhar. Jesus em sua conversa com a samaritana junto ao poço de Jacó apresenta-nos alguns princípios que devemos seguir. Em sua oração sacerdotal, Jesus não rogou para que o Pai nos tire do mundo, mas que nos livrasse do mal. Assim, o primeiro passo no testemunho consiste em ter contatos sociais com os não crentes. Muitas vezes limitamos o nosso círculo de amizades aos irmãos da fé. Como poderemos levar pessoas a Jesus se não conhecemos os descrentes? Com isso, volto a dizer, que a igreja precisa ir em busca dos perdidos e a evangelização não pode ser limitada entre quatro paredes.. Jesus mesmo foi censurado por andar e comer com pecadores e em resposta afirmou que “os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores” (Marcos 2.17). O segundo passo consiste em obter a atenção. O Mestre começou onde ela estava e iniciou sua conversa dizendo: dá-me de beber. Ele começou com algo que ela estava interessada. A partir daí, pouco a pouco, Ele desviou a conversa até chegar a uma realidade espiritual que ela nada sabia. O terceiro passo consiste em despertar interesse. A samaritana perguntou-Lhe: “Como, sendo tu judeu, pedes de beber a mim que sou mulher samaritana?” (João 4.9). O simples fato de Jesus conversar com aquela mulher põem abaixo barreiras sociais, religiosas, políticas e raciais. Assim, Ele a surpreendeu. E por não fazer discriminação, mas, antes, aceitá-la, conseguiu seu interesse. E mais ainda: “Replicou-lhe Jesus: Se conheceras o dom de Deus e quem é que te pede: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva” (João 4.10). Imediatamente ela respondeu: “...Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde pois, tens a água viva?” (João 4.11). Em quarto lugar, devemos levar as pessoas a desejar o que lhe oferecemos. João 4.14,15. Obviamente que sendo uma mulher de má reputação, tendo que ir ao poço ao meio dia, quando ninguém estava por perto, ela estava interessada em não ter que vir ao poço tirar água, do que não ter sede novamente. Depois Ele trouxe à luz, a evidência do seu pecado. Eis aí o quinto ponto: convicção de pecado (joão 4.16-18). Por último, devemos levá-la a tomar uma decisão. João 4.26. Ela deveria aceitá-lo ou rejeitá-lo.
O Rev. James Kennedy nos diz: “Devemos familiarizar-nos com essas leis de persuasão e usá-las quando criticamos a nossa apresentação do Evangelho, para ajudar-nos a detectar os lugares da nossa fraqueza. Devemos perguntar a nós mesmos:
Falhei em conseguir a atenção deles em manter seu interesse? Se foi assim, por que e como posso fazer para mudar isto?
Até que ponto despertei o seu desejo de conhecer a Cristo e fazer parte do Seu Reino? Como isto pode ser aumentado?
A pessoa ficou convencida quanto aos seus pecados e sua necessidade de perdão? Se não, por quê?
Confrontei a pessoa claramente, com a necessidade que ela tem de fazer uma decisão por Cristo e dedicar sua vida a Ele com arrependimento e fé? Se não, como posso melhorar para a próxima vez?”[1].
terça-feira, setembro 11, 2007
EVANGELIZAÇÃO - Parte 2
O verbo evangelizar no Novo Testamento significa “proclamar boas notícias”, “anunciar boas novas” ou simplesmente “pregar”. A evangelização consiste na pregação do Evangelho, as boas novas. Tanto o Rev. J. Stott como o Rev. J. I. Packer afirmam que a evangelização não pode ser definida em termos de resultado. “Evangelizar, na acepção bíblica do termo, não significa ganhar conversos (como em geral se pensa, quando usamos a palavra), mas simplesmente anunciar as boas novas, independentemente dos resultados”[1]. Contudo, isso “não quer dizer que devamos ser indiferentes quanto a ver ou não os frutos do nosso testemunho em favor de Cristo; se não estiverem aparecendo os frutos devemos buscar a face de Deus para descobrir o motivo”[2]. A evangelização não consiste em somente informar, transmitir as boas novas, mas também a conversão do pecador. O propósito de Paulo na proclamação do Evangelho era salvar pecadores. Em sua 1ª carta aos coríntios (9.22) declarou: “Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos salvar alguns”. Obviamente que a Bíblia declara peremptoriamente que a conversão é obra do Espírito Santo. O Rev. J. I. Packer observa que curiosamente o termo “conversão” aparece em três passagens bíblicas[3] com a idéia de converter alguém a Deus, porém o sujeito do verbo não é Deus, como esperaríamos que fosse. Isso indica que a conversão de outras pessoas deve ser o objetivo dos cristãos. “Evangelizar, portanto, não é simplesmente uma questão de ensinar, de instruir, de proporcionar informações às mentes dos homens. É muito mais do que isso. Evangelizar inclui o esforço de obter resposta afirmativa à verdade ensinada. É uma comunicação que tem em vista a conversão. É uma questão não meramente de informar, mas igualmente de convidar. É uma tentativa de ganhar, conquistar ou atrair nossos semelhantes para Cristo” [4]. Devemos nos empenhar nesta tarefa tendo como alvo a conversão e salvação de pecadores. Devemos lhes expor o Evangelho de Cristo de forma clara e levá-los a uma decisão.
II. MOTIVAÇÃO PARA A EVANGELIZAÇÃO.
Já mencionamos que os irmãos do primeiro século demonstravam um ardor pela evangelização. Paulo o demonstra quando, em Mileto, falou aos presbíteros de Éfeso: “... jamais deixando de vos anunciar cousa alguma proveitosa e de vo-la ensinar publicamente e também de casa em casa, testificando tanto a judeus como a gregos o arrependimento para com Deus e a fé
Primeiramente destaca o sentimento de gratidão. “Estas pessoas (os cristãos) não difundiram sua mensagem porque fosse recomendável fazê-lo, nem porque fosse sua responsabilidade diante da sociedade. Eles não o fizeram, em primeiro lugar, por razões humanitárias ou beneficentes. Fizeram-no por causa da experiência extraordinária do amor de Deus que Jesus Cristo lhes proporcionara” [6]. Paulo afirmou que “o amor de Cristo nos constrange”[7]. Calvino comentando o texto afirma que “o conhecimento do imensurável amor de Cristo, do qual Ele nos deu evidência em Sua morte, deve constranger nossos afetos de modo que não sigam outra direção que não a de amá-lo
O conhecimento que temos do amor de Deus por nós impulsiona-nos a realizar Sua vontade. Em Marcos 16.15 lemos a ordem de Jesus: “ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”. Estaremos dispostos a superar qualquer obstáculo que nos impeça de pregar o Evangelho, cumprindo a vontade de Jesus? Pedro e João, sim. Quando exortados para que não mais ensinassem sobre Cristo, responderam: “Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos a vós outros do que a Deus, pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos” (Atos 4.19,20; ver também vv.29 e 31).
Se verdadeiramente amamos a Deus, guardamos os Seus mandamentos. Se de fato O amamos, proclamemos em todo parte e a todo homem a vida eterna que há em Jesus.
Em segundo lugar, o sentimento de responsabilidade. “Se anuncio o Evangelho, não tenho de que me gloriar; pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o Evangelho!” (1 Coríntios 9.16). Tais palavras evidenciam o senso de responsabilidade que tinha Paulo para com a evangelização. Jesus contou a parábola do servo obediente aos seus apóstolos, registrada em Lucas 17.7-10. O servo, depois de trabalhar no campo, tem de servir ceia ao seu senhor para depois se servir. Jesus, então, conclui: “Assim também vós, depois de haverdes feito quanto vos foi ordenado dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer”. Somos servos inúteis, a quem nada se deve. Se nos empenharmos na evangelização não faremos nada além daquilo que devíamos fazer. Devemos nos lembrar que chegará o dia em que compareceremos ao tribunal de Cristo, quando nossas obras serão julgadas. Paulo nos lembra que neste dia “não somente trará à plena luz as cousas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e, então, cada um receberá o seu louvor da parte de Deus” (!Coríntios 4.5; ver também 3.11-15). Mchael Green afirma que “a idéia da responsabilidade pessoal e de prestar contas a Deus, o juiz soberano, era um estímulo importante à evangelização na igreja primitiva” [11]. Precisamos resgatar este sentimento de responsabilidade ao mesmo tempo em que nos lembramos que teremos que prestar contas a Deus por nossas obras.
Por último, o sentimento de preocupação. Quando observamos o ministério terreno de Jesus é possível ver a compaixão que demonstrava para com os pecadores. Na ocasião da segunda multiplicação dos pães e peixes Jesus disse: “Tenho compaixão desta gente...” (Mateus 15.32). Em outra oportunidade é relatado que Jesus observando as multidões, “compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor” (Mateus 9.36). A própria encarnação de Jesus é uma demonstração de compaixão para com os pecadores. E essa mesma compaixão é evidenciada na igreja primitiva, pois sabiam que a única esperança para o mundo era Jesus. “A preocupação pelos não evangelizados era uma das grandes forças motivadoras da pregação cristã do evangelho na igreja primitiva”[12]. O desejo de conquistar pecadores, livrando-os das trevas do pecado, deveria ser, e é, o fruto espontâneo de alguém que nasceu de novo. Em nós o amor de Deus foi derramado, assim devemos amar os que se perdem do mesmo modo que fomos amados. Não podemos viver indiferentes diante da terrível realidade, de que o meu vizinho, meu colega de trabalho ou de escola, e muitos dos nossos familiares estão perdidos, longe de Deus e se nós nos calamos eles viverão uma eternidade sem Deus. O segundo grande mandamento é o de amar o nosso próximo como a nós mesmos. E se nós os amamos devemos proclamar-lhes o Evangelho de Cristo, que bem maior poderíamos dar ao nosso próximo senão a salvação? O Rev. J.I. Packer afirmou: “o impulso de evangelizar deve surgir espontaneamente em nossos corações, ao vermos a necessidade que nossos semelhantes têm de Cristo”[13].
Se deixarmos de nos empenhar na evangelização e não proclamarmos a mensagem do Evangelho, seremos responsáveis pelo destino dos que não ouviram. Ezequiel 3.17.19. Paulo sabia disso e por isso aos presbíteros de Éfeso afirmou: “Portanto, eu vos protesto, no dia de hoje, que estou limpo do sangue de todos; porque jamais deixei de vos anunciar todo o desígnio de Deus” (Atos 20.26).
[1] Stott, J., A Base Bíblica da Evangelização, in A Missão da Igreja no mundo de hoje, ABU, SP, 3ª.
edição, 1989,p. 39.
[2] Packer, J. I., op.cit., p.30.
[3] Lucas 1.16; Tiago 5.19 e Atos 26.18.
[4] Packer, J.I., p.36.
[5] Atos 20.20,21.
[6] Green, M., Evangelização na Igreja Primitiva, Ed. Vida Nova, SP,2ª edição, p.290.
[7] 1 Coríntios 5.14.
[8] Citado por R. B. Kuiper in Evangelização Teocêntrica, PES, SP, 1976, p.81.
[9] 1 João 4.10-12,14,19.
[10] Op.cit., p.55.
[11] Op.cit., p.301.
[12] Green, M., op.cit., p. 302.
[13] Op. Cit., p.53.
segunda-feira, setembro 10, 2007
EVANGELIZAÇÃO - parte 1
É comum ouvirmos de alguns membros e, até mesmo, de presbíteros e pastores, que o importante não está nos números, mas, sim, na qualidade. Este tem sido o argumento usado para justificar a falta de crescimento nas igrejas presbiterianas. Quando observamos o relato bíblico, a igreja primitiva crescia tanto em número como
Que motivos Deus teria para querer que as igrejas reformadas fossem pequenas e que os anos se passem sem que novos membros sejam adicionados pelo batismo? Que motivos secretos levariam o Deus que nos mandou pregar o Evangelho a todo o mundo impedir que as igrejas locais reformadas cresçam em um país livre, onde a pregação é feita em todo o lugar e onde outras igrejas evangélicas estão crescendo vertiginosamente? Penso que o problema da naniquice não está em Deus, mas
O Evangelho não mudou e muito menos o nosso Deus. Concordo com o Rev. Nicodemus que o problema está
[1] Dez Motivos pelos quais pastores conservadores costumam ter igrejas minúsculas, postado no
Blog Temporas-More.
[2] Green, M., Evangelização na Igreja Primitiva, in A Missão da Igreja no mundo de hoje, ABU, SP,
3ª edição, 1989, p.78
[3] Op.cit., p.56.
[4] Green, M., op.cit., p.57.
[5] Packer, J.I., Evangelização e a Soberania de Deus, p. 33.
[6] Snyder. H. A., A igreja como agente de Deus na evangelização, in A Missão da Igreja no mundo de hoje,
ABU, SP, 3ª edição, 1989, p.90.
UMA MENINA ANÔNIMA - 2 Reis 5.1-19
No chamado sermão do monte, Jesus, dirigindo-se aos seus discípulos disse: “Vós sois o sal da terra”. Depois de descrever o cristão nas bem-aventuranças, Ele nos diz o que o cristão faz. Nós somos sal e, assim, devemos “salgar”. Deste modo, destaca-se a diferença que há entre os cristãos e os ímpios. E como afirmou o Rev. Stott , “a influência dos cristãos na sociedade e sobre a sociedade depende da sua diferença e não da sua identidade”. Em nosso texto encontramos uma menina que fez diferença na sociedade em que se encontrava. Era uma jovem que conhecia e temia ao Senhor e estando na Síria como escrava, ainda assim, pode salgar. Tal como o sal, ela deu um novo sabor a vida de Naamã. Assim,quero destacar algumas coisas que são relevantes na vida daquela menina que são relevantes também hoje.
Muitas pessoas acham que o “poder”, o “sucesso” e o “dinheiro” são as coisas mais importantes no mundo. Assim vivemos dias marcados pela disputa, pela competição a qualquer custo, gerando ódio e conflitos que resultam em guerra declarada. Por outro lado, a Bíblia deixa claro que existe uma coisa muitíssimo mais importante: o amor! O amor sempre foi e é a coisa mais importante do mundo! O amor é um conceito eterno, o qual se relaciona com a própria essência de Deus. Deus é amor, afirmou João. O apóstolo quis dizer que a natureza essencial de Deus, o Deus vivo e pessoal, é amor. Deus é a personificação do amor. Como cristãos somos convocados a amar como Ele nos amou.
A jovem de nossa história abrigava em seu coração o amor de Deus. Ela foi capaz de amar o seu senhor, quando poderíamos esperar o ódio. Naamã, o herói de guerra, comandante do exército da Síria, o algoz de Israel. Ele a levou cativa e a fez serva em sua casa. Talvez esperaríamos que houvesse em seu coração o ódio, o desejo de vingança. Ela bem poderia ter negociado com Naamã a sua libertação. Ou simplesmente ter dito que sua doença era castigo de Deus, por destruir o povo de Deus. Mas, não! Ela o amou a ponto de dizer: “Oxalá o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra”. Jesus, no sermão do monte, nos diz: “Ouvistes o que vos foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste...” Isto só é possível a aquele em quem o amor de Deus foi derramado. “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro”, escreveu João. Não é possível ter o amor de Deus e não ser capaz de amar ao próximo. É impossível ter um amor e não ter o outro. O amor cristão envolve a demonstração daquelas atitudes e ações para com os outros que Cristo demonstrou quando veio ao mundo e viveu entre os homens.
A menina anônima foi capaz de amar seu inimigo. E também foi testemunha do poder de Deus. Testemunhar, como um termo jurídico, consiste em “pessoa que viu e ouviu alguma coisa ou que é chamada a depor sobre o que viu e ouviu”. Aquela menina havia testemunhado os grandes feitos de Deus evidenciados pelo profeta Eliseu e, talvez, ouvido dos feitos do profeta Elias. Nos dias destes profetas, como uma nova etapa da revelação divina, muitos sinais e prodígios foram feitos. Ela sabia que o seu Deus era um Deus poderoso, capaz de mudar a vida de Naamã. Ela enxergou em meio à adversidade uma oportunidade de falar e testemunhar do poder de Deus. Ela não considerou sua posição, pois poderia ter pensado: eu sou uma simples escrava, por certo Naamã não me ouvirá. Mas ela não se calou, testemunhou do Deus de Israel. Quero lembrar-lhes ainda que somente aquele que verdadeiramente conhece a Deus e o Seu poder pode testemunhar. Era uma menina de fé! Seu testemunho levou a Naamã reconhecer que somente o Deus de Israel é Deus. “Eis que agora reconheço que em toda terra não há Deus senão
Podemos também afirmar que aquela pequena seguiu o imperativo de Deus a Abraão: “Sê tu uma bênção”.
Bênção significa abençoar, tornar feliz. Aquela jovem trouxe a alegria a Naamã. Ele era um homem honrado, herói em sua terra e, como a Bíblia diz, “era grande homem diante do seu senhor, e de muito conceito”, contudo era leproso. A lepra era incurável naqueles dias, o que deveria causar-lhe grandes dificuldades, apesar de seu prestígio. E do mesmo modo que a luz dissipa a escuridão, a menina brilhou em meio às trevas. E que trevas. “Trevas de uma situação injusta na qual um povo vizinho, prepotente e cruel, fazia freqüentes incursões no território de sua gente, saqueando e levando presos indefesos cidadãos que, desse modo, se tornavam seus escravos”.
Necessitamos de mulheres, bem como verdadeiros crentes, que possam amar com o amor de Deus. Há uma sociedade que se perde sem conhecer a Deus e Seu amor. Compete a nós demonstrar o amor do Pai através das nossas atitudes. É preciso também testemunhar do poder de Deus. Muitas são as pessoas que estão contaminadas pela lepra do pecado e se deterioram dia após dia. Somente o poder de Deus pode restaurá-las, curá-las. E Deus nos usa para evidenciar o seu poder do mesmo modo que usou aquela menina. Devemos ser ainda bênção ao nosso próximo. È preciso que a nossa presença em meio aos ímpios possa abençoar, trazer a felicidade a estes que se perdem.



