quinta-feira, setembro 25, 2014

EVANGELIZAÇÃO:A SUPREMA TAREFA DA IGREJA

A igreja tem como propósito principal a glória de Deus. Ela foi estabelecida para o louvor da glória de Deus. A evangelização é um instrumento pelo qual cumprimos o nosso propósito. Devemos proclamar o Evangelho de Cristo, reunindo os que creem em igrejas locais, com o objetivo de edificá-los na fé. E em Mateus 28.16-20 Jesus deixa evidente que a missão da igreja é fazer discípulos, os ensinando a guardar todas as coisas que Ele tem ordenado. A igreja é a agência do Reino de Deus no mundo, povo de propriedade exclusiva de Deus para proclamar as virtudes do Deus Eterno, conforme o apóstolo Pedro mesmo destaca em 1 Pedro 2.9. Proclamar as virtudes do Deus eterno consiste em manifestar a Sua glória “para que ao Nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda  confesse que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus Pai” (Filipenses 2:10,11).  A grande comissão em Mateus 28:16-20 define a missão da igreja. Ela existe para proclamar o evangelho de Cristo a todas as nações. É importante ressaltar que evangelização é o meio pelo qual conduzimos pecadores à adoração do único e verdadeiro Deus. A igreja existe para promover a glória de Deus e a evangelização é um instrumento usado para conduzir pecadores á adoração. A evangelização é a suprema tarefa da igreja. A evangelização, primeiramente, é uma tarefa honrosa. Isto porque ao realiza-la entrega uma mensagem que recebeu do próprio Deus. Por isso Paulo declara: “De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus” (2 Coríntios 5:2). Em segundo lugar, a evangelização é uma tarefa urgente. A Bíblia é o livro da salvação, pois a mensagem central da Bíblia é o que o Deus da graça fez e está fazendo, por meio de Seu Filho e de Seu Espírito, para a salvação de pecadores. Por outro lado, a humanidade está morta em seus delitos e pecados e caminha “segundo o curso destemundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência(...) segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos” (Efésios 2.1-3)  e, por isso, encontra-se sob a ira de Deus. É pela pregação das boas novas de Deus em Cristo que o homem encontra a salvação da ira de Deus. Devemos pregar urgentemente, pois muitos não sabem acerca desta tão grande salvação. Por último, a evangelização é uma tarefa abrangente. Devemos anunciar todo o desígnio de Deus (Atos 20:27) a todas as pessoas. A evangelização consiste não só em anunciar a salvação mas em ensinar.   A ênfase de Cristo na grande comissão vai muito mais além do que evangelizar implica em discipular. A missão da igreja não é simplesmente conseguir conversões, mas completar o processo da vida cristã fazendo discípulos.  A vocação da igreja é promover a glória de Deus através da proclamação do Evangelho de Cristo e discipular os que creem, com o objetivo de edificá-los na fé. Em Mateus 28.16-20 Jesus deixa evidente que a missão da igreja é fazer discípulos, os ensinando a guardar todas as coisas que Ele tem ordenado.
A evangelização é a suprema tarefa da igreja e a vocação de todos os cristãos; todos são chamados a testemunhar. J.I. Packer, em sua obra intitulada: Evangelização e a Soberania de Deus, afirma que “a comissão de pregar o Evangelho e fazer discípulos jamais foi limitada aos apóstolos. Nem está atualmente confinada aos ministros da Igreja. Trata-se de uma comissão que repousa sobre toda a Igreja coletivamente e, portanto, sobre cada cristão individualmente”. Portanto, o triunfo da Igreja hoje está no ministério da evangelização. Que possamos nos envolver nesta tarefa honrosa, urgente e abrangente.                                                                                             

O CRISTÃO E A CULTURA

A Palavra de Deus é clara ao declarar que cristão é aquele que, por meio do lavar regenerador do Espírito Santo, tornou-se uma nova criação. Através deste novo nascimento passamos a ser cidadãos do reino de Deus, onde os valores deste reino devem reger nossa conduta e ética na sociedade em que estamos inseridos. Jesus, no Sermão do Monte, declarou aos seus discípulos: Vós sois sal da terra.  A comparação do cristão ao sal destaca uma verdade imprescindível.  Do mesmo modo que o sal é essencialmente diferente do material ao qual é aplicado, o cristão é essencialmente diferente do não cristão. O valor do sal consiste justamente nesta diferença.  Jamais devemos esquecer que o pecado afetou toda a ordem criada e não há cultura que não tenha sido maculada pelo pecado. Desta forma, através da ética do reino dos céus, o cristão deve oferecer uma contracultura cristã.  Nesse sentido, o papel do cristão na sociedade consiste em impedir  que a corrupção da sociedade se alastre, levando cativo todo pensamento a Cristo. Há dois aspectos envolvidos neste processo. O primeiro é negativo, o qual implica em impedir a proliferação do pecado na sociedade. A presença do cristão deve inibir a manifestação do pecado. Somos também chamados de "luz do mundo" e a luz inibe as trevas, revelando suas obras infrutíferas.  O segundo é positivo, por meio da proclamação da palavra de Cristo, ganhar novos cidadãos para o Reino de Deus.  Dois extremos nos são necessários evitar: a alienação e o secularismo. A alienação se manifestou de forma intensa na Era das Trevas, no período da Idade Média, com o surgimento dos monastérios. A ideia é de que só é possível viver de forma autentica o cristianismo se nos isolarmos da cultura. Esse não é o ensino bíblico. Nossa ética fundamenta-se na Verdade de Deus, revelada em Sua Palavra. Bastaria-nos o ensino na oração sacerdotal de Jesus, O qual disse: Não peço que os tire do mundo, mas que os livre do mal.  Por outro lado, o secularismo consiste em adequar o Reino de Deus nos valores e conceitos deste mundo; e ganha forte expressão em nossos dias com a chamada Teologia da Prosperidade. Paulo, o apóstolo, lembra-nos que não devemos  nos amoldar aos valores deste século, antes, transformar-nos por meio renovação a nossa mente (Romanos 12,1,2). No Breve Catecismo aprendemos que o fim principal do homem é glorificar a Deus. Nós existimos para a glória de Deus. Um dos instrumentos mais efetivo no cumprimento deste papel na sociedade é a evangelização e o discipulado. Evangelizar consiste em proclamar as boas novas de salvação, a fim de que o pecador tenha uma nova vida em Cristo. A fé vem pela proclamação da Palavra de Cristo. Discipulado consiste em instruir o novo convertido nos valores do Reino de Deus,  a  fim de que ele tenha a mente de Cristo e busque as coisas que são lá do alto. Evangelização e discipulado caminham juntos neste processo de salvação, que redime não só o homem mas também a cultura ao inserir cidadãos cujos valores éticos são os valores do reino de Deus. O cristão tem dupla cidadania, somos cidadãos deste mundo e, ao mesmo tempo, cidadãos dos céus. Não podemos viver indiferentes e nem nos acomodarmos à cultura em que estamos inseridos, pelo contrário, contribuímos com nossa sociedade apresentando uma nova ética e nova cultura norteada  pela vontade de Deus, revelada em Sua Palavra. Paulo, o apóstolo, nos lembra que no Senhor nosso trabalho não é vão. Jesus declara que devemos ter bom ânimo ainda que enfrentemos aflições neste mundo, pois Ele O venceu. Deus está nos usando na construção de uma nova sociedade, livre do poder e da influência do pecado. Como cristãos devemos brilhar intensamente neste mundo, refletindo uma ética e cultura fundamentada nos valores divinos, a fim de que os homens glorifiquem a Deus.

terça-feira, setembro 16, 2014

SANTIFICAÇÃO HOJE - Nair Bronzeli

Santificai-vos hoje
Porque é uma ordem do SENHOR
Santificai-vos para as bênçãos receber
Santificai-vos porque é a vontade de Deus

Santificar-me porque fui eleito antes
Da fundação do mundo
Nós somos predestinados para a santificação
A santificação nos conduz ao testemunho

E a nossa finalidade é
Ganharmos almas para Cristo
Santificação é o domínio próprio
É Deus quem nos santifica

Escrito por Nair Bronzeli  em 2000, por ocasião do concurso de poesias da Federação de Safs do Presbitério Paulistano (PLIS), a qual alcançou o 2º lugar.


terça-feira, setembro 09, 2014

SANTIFICAÇÃO POR NAIR BRONZELI

Atende oh SENHOR a minha oração
Que cada dia eu possa me santificar
Para as Tuas bênçãos receber
Na tristeza e no gozo sempre Te obedecer

Que eu possa ser calmo e paciente
Mostrar amor e ser submisso
Às Tuas Leis oh SENHOR
Ser santo sempre em meu viver

Santifica-me SENHOR JESUS
Para cada dia Teu livro estudar
E as bênçãos de Deus receber
Sempre firme cheio de fervor

Santifica-me SENHOR JESUS
Para que eu possa andar na luz
Almas perdidas buscar
Para o SENHOR JESUS as salvar.

Escrito por Nair Bronzeli (minha mãe) em 1999, por ocasião do concurso de poesias da Federação de Safs do Presbitério Paulistano (PLIS), a qual alcançou o 5º lugar.


ENCORAJANDO POR AMOR À CRISTO

Em Atos 19 encontramos Paulo em Éfeso. Ali permaneceu estrategicamente por um tempo a fim de levar o Evangelho de Cristo por toda a Ásia. Mas o apóstolo enfrentou uma grande oposição. Demétrius, que era ourives e que proporcionava bons negócios aos artífices com miniaturas do templo de Artémis, tendo-os reunidos, colocou a cidade em polvorosa, trazendo grande confusão! Com isso Paulo partiu de Éfeso. Mas antes de sair, reuniu os discípulos e os encorajou (Atos 20.1). Foi à Macedônia e ali seu ministério consistiu em encorajar os discípulos (Atos 20.2). Paulo nos ensina que seu ministério consistiu não só em proclamar o Evangelho de Cristo, plantando novas igrejas, mas também, em cuidar e assistir os que iam sendo salvos, fortalecendo-os na fé. Isto ele fazia motivado pelo seu amor à Cristo.
Se há uma necessidade na igreja hoje, é a necessidade de encorajar uns aos outros. Sei que, na luta contra o pecado nós ainda não tivemos de combater até à morte (Hebreus 12.4). Contudo, há diversas circunstâncias que podem nos desmotivar: Pessoas que afirmam ser cristãs, mas não demonstram temor a Deus e nem mesmo evidenciam a piedade; os dardos inflamados do maligno lançados em nossas vidas, pois o nosso inimigo está a rodear-nos, tentando nos tragar; enfermidades, lutas e perseguições por causa do amor a Cristo, etc.  O antídoto para o desânimo é o encorajamento. Encorajamento é “dar coragem”, “estimular”, “incentivar”.  A Bíblia nos exorta:Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras” (Hebreus 10.24). Este é ministério que todo verdadeiro cristão deve exercer. Aliás Salomão nos ensina que  “as palavras do sábio podem curar” (Provérbios 12.18). Necessitamos de irmãos e irmãos que sejam sábios, usando palavras para estimular, incentivar, a fim de a igreja permaneça inabalável mesmo diante das ameaças. “Exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado” (Hebreus 3.13). Que o SENHOR nos use como bênção na vida uns dos outros, encorajando-nos uns aos outros na realização da obra de Deus, para que a igreja se  fortaleça e o nome de Cristo seja exaltado! 

sexta-feira, agosto 01, 2014

PARA QUEM SAI ANDANDO E CHORANDO - Rev. Ronaldo Lidório

Lendo a parábola do semeador e o Salmo 126 lembrei-me de muitos amigos e vários missionários. Veio forte a cena dos semeadores de hoje. Aqueles que falam de Jesus, visitam de casa em casa, servem o caído, cuidam do enfermo e enfrentam seus medos. Alguns andam a vida toda, aprendem línguas diferentes, estudam culturas distantes, escrevem projetos, sempre mais um lugar a chegar. Outros trabalham perto, lutam nas selvas de pedra. Seu povo não alcançado encontra-se em condomínios fechados, no frenesi das ruas, hospitais lotados, escolas e cárceres. Falam de Jesus e saem de casa orando por oportunidades diárias - e não as perdem. O Salmo 126 nos fala sobre a relação entre a caminhada e o choro. Quem sai andando e chorando enquanto semeia voltará para casa com alegria trazendo seus feixes, o fruto do trabalho. Para cumprirmos o ministério que Jesus nos confiou é necessário andar e chorar. E é certo que muitos fazem ambas as coisas. Tantas idas e vindas, caminhos incertos, a impressão de que há sempre mais um passo a dar, uma pessoa a evangelizar. E as lágrimas, que descem abundantes com a saudade que bate, a enfermidade que chega, o abraço que não chega, o fruto que não é visível, o coração que já amanhece apertado, o caminho que é longo demais. Creio que temos andado e chorado. Mas voltaremos um dia, trazendo os frutos, apresentando ao Cordeiro e dando glória a Deus! Poderá ser amanhã, ou em algum momento ainda distante. Mas ainda não é hora de voltar.  É  hora de seguir, andando e chorando, com  alegria no coração e  sabendo  que  não trocaríamos esta viagem por nenhuma outra na vida. O grande consolo e motivação é que não andamos sós. Ele está conosco. E maior é Aquele que está em nós. Portanto não desistimos, olhando sempre para o horizonte a nossa frente e trazendo à memória o que pode nos dar esperança. Guarde seu coração enquanto anda e chora. Não perca a alegria de viver e caminhar, nem a mansidão, nem a oração, ou o humor, ou o amor. Não deixe de semear mesmo quando está difícil. Lance a semente em todas as terras. Uma semente há de germinar e talvez a mais improvável. A que menos promete. Não dê ouvidos àquele que diz que não vai acontecer porque a terra é árida, você é incapaz, o sol é forte e o vento está chegando. Lance a semente. Abrace o que também anda e chora que está ao seu lado. Ele talvez se sinta só e pense que é o único que chora enquanto caminha.  Andar e chorar é cumprir a missão. É também um grande privilégio. Um dia você voltará... mas talvez não seja hoje. Se você pensou em desistir da sua caminhada, e o coração, abatido, não encontra mais prazer em semear, olhe para o Alto e faça um compromisso com seu Deus: mesmo chorando, andarei um pouco mais! Sim, haverá o dia de voltar... mas ainda não chegou. Na força do Senhor continue a caminhar... e chorar... e semear... e sorrir, porque estamos aqui, no caminho do Pai. Não há lugar melhor.

quinta-feira, julho 31, 2014

O SEGREDO DE UMA VIDA FELIZ - SALMO 1


O salmo 01 ensina-nos que “aquilo que molda o pensamento do homem molda a sua vida”, como afirmou Derek Kidner[1]. Por isso o homem que teme a Deus é aquele que tem prazer na lei do Senhor e na sua lei medita de dia e de noite. Este texto é um eco deliberado da exortação dirigida a Josué, onde o segredo de uma vida bem sucedida está no pensar seriamente a respeito da vontade de Deus. “Não deixe de falar as palavras deste Livro da Lei e de meditar nelas de dia e de noite, para que você cumpra fielmente tudo o que nele está escrito. Só então os seus caminhos prosperarão e você será bem-sucedido”[2].
Há que se destacar que não só devemos meditar, refletir acerca da vontade de Deus para a nossa vida, é preciso também aplicá-la em nosso viver. Daí a exortação bíblica: “Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos. Aquele que ouve a palavra, mas não a põe em prática, é semelhante a um homem que olha a sua face num espelho e, depois de olhar para si mesmo, sai e logo esquece a sua aparência.  Mas o homem que observa atentamente a lei perfeita, que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei, não esquecendo o que ouviu mas praticando-o, será feliz naquilo que fizer”[3].
Se você quer ser alguém verdadeiramente feliz, medite e reflita na Palavra de Deus e aplique seus princípios em seu viver, seja um homem prudente!



[1]Salmos – Introdução e Comentário, Ed. Mundo Cristão e Vida   Nova, p.63
[2]Josué 1.8.
[3]Tiago 1.22-25.

sexta-feira, julho 18, 2014

MARCAS DE UM CORAÇÃO NÃO PERDOADO (Lucas 7.36-50) - Rev. Cleomines Anacleto

Um dos maiores pecados que alguém possa cometer é o de não se achar pecador ou o maior pecador é o que se acha sem pecado. Não sem muita insistência Jesus é convidado para um jantar na casa de Simão. Há no Novo Testamento 11 pessoas com o nome de Simão. Esse era um nome comum na Palestina. E na casa deste Simão, Jesus foi ungido por uma, na avaliação do hospedeiro, pecadora. Segundo o Novo Testamento, em pelo menos 4 ocasiões Jesus foi ungido. E coincidentemente em duas delas nas casas de dois Simões. Três vezes nas unções Jesus foi criticado. Na casa de Lázaro, irmão de Maria, por Judas; na casa de Simão, o leproso, pelos discípulos; e nesta casa pelo anfitrião. Em cada lugar uma mulher tomou a iniciativa deste gesto nobre e devotado. Estas unções não eram sacramentais, mas demonstração de amizade e carinho. Nesta história a mulher roubou a cena de modo muito constrangedor. Era tida por uma pessoa extremamente ‘non grata’, inconveniente. Simão não a esperava na festa, ele nunca imaginaria que seu jantar fosse obscurecido por uma presença tão desconsiderável. Ele deveria ser um colecionador de celebridades! Mas, se a presença dela já era inconveniente, piores eram seus gestos. A mulher se aproximara do Rabi. E isto nenhuma mulher poderia fazer. A lei proibia terminantemente que um Mestre fosse tocado por mulher em lugares públicos. Contudo, se era escandaloso, ainda para piorar, ela soltou seus cabelos. Os fariseus da época de Jesus achavam verdadeiro absurdo uma mulher soltar seus cabelos em ambientes abertos. Conduta altamente condenável. Piorando ainda mais, ela tira um recipiente de perfume e vai oferecer a uma pessoa notável. Segundo a lei dos fariseus isto era inconcebível, pois de uma pessoa indigna nada se devia receber - e acrescenta-se a esta terrível lista de desacertos o fato ruim de que esta mulher tinha péssima fama. O fariseu se dizia amigo de Jesus, admirador do Mestre, contudo agora o Mestre se coloca numa posição em que o fariseu o julga. Ele pensa consigo mesmo – se este fosse de fato profeta, não permitiria esta indigna agir assim com ele. A Bíblia diz contudo, que Jesus conhece os nossos pensamentos, e a palavra nem saiu ainda em nossa boca e o Senhor a conhece toda. Natanael ficou maravilhado por que Jesus lhe revelou que o havia visto orar num local onde ninguém o estivesse vendo. A mulher samaritana ficou maravilhada por que Jesus contou a história de sua vida, sem ao menos tê-la encontrado antes. Zaqueu, diríamos, quase caiu da arvore quando ouviu Jesus pronunciar seu nome. Jesus sabe todas as coisas. Então com maestria admirável Jesus abre os olhos de Simão com uma pequena e preciosa parábola. A parábola dos dois devedores. Nela o Senhor mostra quão terrível e o coração do homem, quão cego é o pecador que se acha bom - quão abominável é o que vive julgando o seu irmão ou seu próximo. Quão insensível, duro, ruim e um coração que ainda não foi amaciado pela gloriosa graça do perdão. Uma pessoa dura, sem misericórdia, não perdoada, é uma pessoa perdida, sem Deus, sem graça, sem alegria verdadeira. Este texto fala das marcas de uma pessoa não perdoada. A primeira marca de uma pessoa não perdoada é a presença constante e contínua de um espírito azedo, crítico e julgador. Jesus nos ordenou o bom senso, a capacidade crítica, contudo quando agimos de modo preconceituoso e injusto, sem amor, corremos o risco deste fariseu: julgar de modo indevido e condenável. Uma pessoa não perdoada vê o mundo com os óculos da culpa. Todo mundo para ela é mau, não presta, só tem defeito. Em todos só existem falhas. Tudo está errado e deve ser condenado. Quando alguém está continuamente julgando seu próximo, diminuindo-o, procurando nele alguma falha ou defeito, ai está geralmente uma pessoa que não viu a maravilhosa graça de Jesus. Uma pessoa assim é preconceituosa, não ri nem chora. Como disse Jesus acerca de sua geração, que quando se tocava flauta ninguém dançava e quando se lamentava ninguém chorava. Se em seu coração você se acha em constante guerra com seu próximo, se há nele uma sede de encontrar defeitos mil, vê se algum dia você recebeu mesmo do Calvário a graça daquele que perdoou e que oferece aos que não merecem o seu favor inefável: o perdão. Na parábola de Jesus há dois devedores e assim se conclui que todos estamos em débito com a divindade e nossa dívida insolvente: nossa dívida frequentemente é muito grande e não temos como liquidá-la! Mas o Credor Compassivo, Bom perdoa gratuitamente, entregando-se pelo valor que paga a graça que oferece e nos recebe em amor somente! Mas uma segunda marca de uma pessoa não perdoada é que lhe falta misericórdia.Se o não perdoado vive julgando, o que vive assim revela ainda falta de misericórdia. Em outras palavras, julgar seria o pecado de comissão daquele que não foi perdoado; e não perdoar o seu pecado de omissão. Omite o perdão o que não foi perdoado. E nisto mostra falta de misericórdia. Perdoar é uma operação da conta corrente: só sai do caixa o que ali entrou. É como na contabilidade onde tudo o que entra no caixa é tido como débito e tudo que sai como crédito! Assim é também com o perdão – quanto mais perdão se recebe mais débito temos para pagar com o perdão que recebemos. Jesus sempre comparou o perdão com o ato de perdoar a credores e devedores. Até mesmo na oração modelo ele pode dizer: perdoa as nossas dívidas assim como nós temos perdoado os que nos devem. Se no seu coração existem mágoas, rancores, ou vontade de vingança – faça uma introspecção, isto é sintoma de caixa corrente espiritual vazia, sem débito! A caixa cheia esbanjará perdão. Quem foi perdoado perdoará. Deste modo, agiu o fariseu com a mulher pecadora. No seu coração duro e insensível não se achava lugar para ela. Estava sua alma seca. A chuva abundante da graça perdoadora não tinha molhado aquele coração desértico e petrificado. Não teve para com Jesus nenhum carinho, e não se movia o coração senão na medida das obrigações. Porque onde falta o perdão não se vê misericórdia.Mas, uma terceira marca de uma pessoa não perdoada é a ausência de gratidão.Na parábola onde Jesus retrata seus convivas deste jantar na casa de Simão, Jesus comparou a mulher ao devedor de 500 denários. Recebeu perdão de uma quantia astronômica, e como tanto que recebeu, seu amor se multiplicou. Pode se ver na Igreja o quanto alguém foi perdoado pelo tanto que se oferece ao Senhor! Não é para se admirar que entre nós, mais se faz pela obrigação que pela gratidão. Na obrigação se faz pela lei, com medidas e pagamentos. Na gratidão se faz pelo amor, sem reservas e sem medidas. Quem muito foi perdoado não terá medida no que oferece a Jesus. Para o coração ingrato pesa uma tonelada um pequeno esforço, para um coração perdoado e agradecido, nem toda vida oferecida teria qualquer valor! Quando falta gratidão no viver é necessário fazer uma introspectiva: é possível que a alma não contemplou toda graça do Calvário, não contemplou o imenso amor de Deus. Agradecer o que? Pouco perdão, pouco amor, nenhum gozo na alma, nenhuma festa na vida. O fariseu não fez nem a obrigação de um cordial anfitrião. Beijo não deu em Jesus quando chegou. Seus pés água não viram. Unção de sua cabeça nem cogitou. Contudo a quem muito perdão recebera, embora pecadora, fez dos atos uma canção, fez do silêncio uma orquestra. Dos olhos impuros pela cobiça saem um caudal de lágrimas purificadas no arrependimento sincero; dos cabelos ornados para sedução, na gratidão se fazem toalhas de um nobre serviço; dos lábios de beijos lascivos , desatam ósculos de um amor santo; do unguento usado para exercer cheiro de morte, exala o perfume de incenso para o céu! Que glória é a gratidão de um coração perdoado. Nas marcas de um coração não perdoado se constata:Constante julgamento, ausência de misericórdia, falta de gratidão. Voce já foi perdoado? Já venceu a terrível inclinação natural de viver julgando os outros? Tem misericórdia dos que erram oferecendo-lhes o perdão? Tem uma vida de consagração e serviço agradecida? Como voce pode ser perdoado? Jesus disse na parábola que o Criador perdoou por sua compaixão e fez isto gratuitamente. Deus nos perdoou em Cristo: “Perdoai-vos uns aos outros como Deus em Cristo vos perdoou”. Recebemos o perdão pela fé. O anuncio das boas novas é ouvido e crido e por graça se recebe o crédito que no nosso coração vira débito para que dele saiam em conta imensa a graça do perdão que oi recebido. Jesus disse a pecadora: “vai a tua fé te salvou”. A fé foi o instrumento que ela teve para receber o maravilhoso credito que Jesus lhe oferecia. É pela fé que somos perdoados e pela fé que também perdoamos. Perdoar não é algo ligado apenas aos nossos sentimentos. Não é um esquecer da ofensa que foi recebida mas um ardente desejo de fazer o bem a quem mal nos perpetrou, tal como o céu se faz à terra.Quando isto acontece temos paz com Deus e com o próximo – lá se vai o julgamento! Se a misericórdia nos alcançou é com misericórdia que tratamos nossos ofensores. Tiago 2.13: Porque o juízo é sem misericórdia para com aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o juízo. Se o perdão foi recebido, a gratidão nasce florescente e tudo fazemos por Jesus e seu reino!
Rev. Cleomins Anacleto - Pastor da IP Metropolitana de Belo Horizonte

sexta-feira, julho 11, 2014

LIÇOES DA COPA – APRENDENDO COM O NOSSO FRACASSO

Não deu. Não conquistamos o hexa. A seleção brasileira, de tantos títulos e tantas glórias, foi derrotada, humilhada, sofrendo uma goleada histórica para a seleção alemã. Diante desta “catástrofe”, como Felipão qualificou nossa derrota, é tempo de auto avaliar e aprender  com os erros. Devemos considerar o fracasso como o preço que se paga pelo progresso.
Nossa seleção, assim como todos nós brasileiros, desejou o hexa, porém deixou de ir em busca. A seleção brasileira fracassou porque parou, se acomodou. Vestiu-se com o manto da vaidade: “somos o país do futebol”, “com o brasileiro não há quem possa”.  Arvoramos-nos em nossos títulos e em nossa própria jactância. O resultado? Todos nós sabemos. Esquecemos que as glórias do passado não garante a vitória no presente. Não nos preparamos, não evoluímos. O futebol evoluiu, outras seleções evoluíram. Tanto que países sem tradição no futebol foram destaques nesta copa. A comissão técnica da nossa seleção demonstrou indisposição para mudar e inflexibilidade é um grande inimigo para o sucesso e realizações.
Na vida cristã o comodismo é também um grande obstáculo. Paulo lembra-nos que devemos prosseguir na medida da perfeição que já atingimos (Fp 3:16). E o apóstolo nos deu exemplo disso quando afirma: Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus” (Fp 3.12). A Autoconfiança é boa até não se tornar em soberba. Por isso somos exortados pela Palavra de Deus: “Não pense de si mesmo além do que convém...” (Rm 12.3).
O Rev. J. MacArthur , em seu livro, Chaves para o Crescimento Espiritual, declara: “A vida resulta em crescimento. Vida espiritual resulta em crescimento espiritual. Ou, pelo menos deveria ser assim. Você' está crescendo? (...) Esteja certo de que Deus deseja que todo o crente atinja a maturidade espiritual. Sua Palavra nos ordena. "Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo..." (II Pedro 3:18). É esta a nossa obrigação e nosso privilégio. A cada dia, podemos progredir em nossa vida espiritual, prosseguindo num conhecimento mais pleno, mais alto, mais pessoal e experimental de Deus e de Cristo. Podemos passar da Palavra de Deus para o Deus que a escreveu, conhecendo-o mais de perto”.  O primeiro passo para que o crescimento espiritual é a auto avaliação. Devemos examinar a nós mesmos (2 Co 13.5). A auto avaliação é imprescindível para que possamos desenvolver a nossa salvação.  Temos como prioridade o reino de Deus?  P. Meyer afirma: “O seu tempo é subordinado às suas prioridades, porque o que você escolhe fazer, você criará tempo para fazê-lo”. Há vida devocional? Existe intimidade com Deus por meio da oração e leitura da Bíblia? Lembre-se que Jesus nos diz: “sem mim nada podeis fazer”. Sem vida com Deus certamente fracassaremos em nossa vida pessoal e ministério. Outro aspecto importante é a perseverança. Somente os que perseveram serão vitoriosos. Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida, prometeu-nos Jesus! Assim, “corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta”(Hb 12.2). Quero concluir dizendo que “toda pessoa bem-sucedida é alguém que um dia falhou, mas nunca se considerou um fracasso”. Aprenda com os erros e ande em novidade de vida para a glória de Deus!

  

sexta-feira, junho 27, 2014

EVANGELIZAÇÃO: TAREFA SUPREMA DA IGREJA



A igreja tem como propósito principal a glória de Deus. Ela foi estabelecida para o louvor da glória de Deus. A evangelização é um instrumento pelo qual cumprimos o nosso propósito. Devemos proclamar o Evangelho de Cristo, reunindo os que creem em igrejas locais, com o objetivo de edificá-los na fé. E em Mateus 28.16-20 Jesus deixa evidente que a missão da igreja é fazer discípulos, os ensinando a guardar todas as coisas que Ele tem ordenado. A igreja é a agência do Reino de Deus no mundo, povo de propriedade exclusiva de Deus para proclamar as virtudes do Deus Eterno, conforme o apóstolo Pedro mesmo destaca em 1 Pedro 2.9. Proclamar as virtudes do Deus eterno consiste em manifestar a Sua glória “para que ao Nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda  confesse que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus Pai” (Filipenses 2:10,11).  A grande comissão em Mateus 28:16-20 define a missão da igreja. Ela existe para proclamar o evangelho de Cristo a todas as nações. É importante ressaltar que evangelização é o meio pelo qual conduzimos pecadores à adoração do único e verdadeiro Deus. A igreja existe para promover a glória de Deus e a evangelização é um instrumento usado para conduzir pecadores á adoração. A evangelização é a suprema tarefa da igreja. A evangelização, primeiramente, é uma tarefa honrosa. Isto porque ao realiza-la entrega uma mensagem que recebeu do próprio Deus. Por isso Paulo declara: “De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus” (2 Coríntios 5:2). Em segundo lugar, a evangelização é uma tarefa urgente. A Bíblia é o livro da salvação, pois a mensagem central da Bíblia é o que o Deus da graça fez e está fazendo, por meio de Seu Filho e de Seu Espírito, para a salvação de pecadores. Por outro lado, a humanidade está morta em seus delitos e pecados e caminha “segundo o curso destemundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência(...) segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos” (Efésios 2.1-3)  e, por isso, encontra-se sob a ira de Deus. É pela pregação das boas novas de Deus em Cristo que o homem encontra a salvação da ira de Deus. Devemos pregar urgentemente, pois muitos não sabem acerca desta tão grande salvação. Por último, a evangelização é uma tarefa abrangente. Devemos anunciar todo o desígnio de Deus (Atos 20:27) a todas as pessoas. A evangelização consiste não só em anunciar a salvação mas em ensinar.   A ênfase de Cristo na grande comissão vai muito mais além do que evangelizar implica em discipular. A missão da igreja não é simplesmente conseguir conversões, mas completar o processo da vida cristã fazendo discípulos.  A vocação da igreja é promover a glória de Deus através da proclamação do Evangelho de Cristo e discipular os que creem, com o objetivo de edificá-los na fé. Em Mateus 28.16-20 Jesus deixa evidente que a missão da igreja é fazer discípulos, os ensinando a guardar todas as coisas que Ele tem ordenado.
A evangelização é a suprema tarefa da igreja e a vocação de todos os cristãos; todos são chamados a testemunhar. J.I. Packer, em sua obra intitulada: Evangelização e a Soberania de Deus, afirma que “a comissão de pregar o Evangelho e fazer discípulos jamais foi limitada aos apóstolos. Nem está atualmente confinada aos ministros da Igreja. Trata-se de uma comissão que repousa sobre toda a Igreja coletivamente e, portanto, sobre cada cristão individualmente”[5]. Portanto, o triunfo da Igreja hoje está no ministério da evangelização. Que possamos nos envolver nesta tarefa honrosa, urgente e abrangente.

sexta-feira, junho 06, 2014

ORAÇÃO:UMA VIDA ÍNTIMA COM DEUS

Se a sua vida de oração é inconsistente e fraca, assim será o seu relacionamento com Deus. Mas, coragem, você pode desenvolver uma vida de oração dinâmica! E quando você aprender a andar em oração poderosa diariamente, Deus transformará sua vida por inteiro.  É preciso aprender a enxergar a oração da  perspectiva de Deus. Nós precisamos parar de ver a oração como um meio de ter as nossas necessidades supridas. Muito além de somente suprir nossas necessidades, a oração é o meio principal pelo qual nos aproximamos de Deus para CONHECÊ-LO, ADORÁ-LO e EXPERIMENTARMOS TRANSFORMAÇÃO ATRAVÉS DE CRISTO, que habita em nós. É impossível desenvolver este relacionamento sem gastar um tempo significativo com Deus. E esta intimidade com Deus nos proporcionará muitas bênçãos:
•             Seu relacionamento com Ele se tornará mais real e pessoal;
•             Você experimentará uma santificação cada vez mais profunda e um discipulado transformador;
•             Sua capacidade de ouvir a voz de Deus será aumentada drasticamente;
•             O poder espiritual de sua vida e ministério aumentarão significativamente;
•             Você experimentará um aumento drástico nas respostas de oração;
•             Você experimentará um poder muito maior para  resistir a provações, tentações e ataques espirituais;
•             A medida que você aprende a orar de forma eficaz pelos perdidos, mais pessoas salvas você verá.
•             Você descobrirá como orar eficazmente por  avivamento e despertamento espiritual em sua  igreja, cidade e nação.

A oração é o cerne de um relacionamento com Deus. O salmista lembra-nos que “a intimidade do Senhor é para os que O temem” (Salmo 25:14).  Uma vida de oração pessoal com Deus não é só uma disciplina ou um ritual, é seu compromisso de ter um relacionamento. Nós colocamos ênfase em servir a Deus e trabalhar para Ele quando tudo o que Ele quer é o nosso sincero amor: Mateus 22.37. Paulo nos ensina que sacrifício e serviço não têm significado se não forem motivados por um relacionamento de amor genuíno. Um marido que diz amar sua esposa e só dedicar cinco minutos do seu dia a ela prova que, de fato, não a ama. Nenhum casamento resistiria muito tempo com um relacionamento tão superficial. Quando amamos alguém desejamos ficar o máximo de tempo possível com tal pessoa. Se você ama alguém um relacionamento íntimo é uma alegria, não uma obrigação! Como você acha que Deus se sente quando você separa pouco tempo ou nenhum tempo para estar a sós com Ele?  Lembre-se que as ações falam mais que palavras. Mais do que serviços e dízimos, Ele deseja, acima de tudo, um relacionamento de amor com você!

terça-feira, junho 03, 2014

JOVENS CRISTÃOS

Uma das verdades mais significativa que a Bíblia nos ensina é que Deus é nosso Pastor. Como Supremo Pastor, Deus nos conduz, orienta e guia. No evangelho de João lemos: “as ovelhas ouvem a sua voz (de Cristo), Ele chama pelo nome as suas próprias ovelhas e as conduz para fora.  Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz”. Deus enviou Seu Filho para conduzir Sua igreja, para nos guiar. Isto implica que, como ovelhas do Seu pastoreio, devemos viver de acordo com o caminho que Ele estabeleceu, que as nossas vidas tenham um propósito no presente, como também um destino futuro.
Quando entoamos o hino oficial da UMP afirmamos: “Nossas mãos estarão unidas, combatendo a escravidão. De preciosas vidas, sem Jesus, sem direção”. Assim, aqueles que caminham sem Cristo, caminham sem direção, sem propósito. Estão perdidas, vagueando aflitas. Por isso buscam qualquer coisa para satisfazer suas vidas. Não é isto o que nos diz a canção do Rolling Stones? “I can’t get no satisfaction. I can’t get no satisfaction. And I try, I try, I try”. Satisfação é ter a Cristo, só Ele pode nos dar direção, só Ele pode nos guiar. Como jovens cristãos devemos andar pelo caminho que Deus traçou, desfrutar do propósito que Deus ordenou e ter os olhos postos no futuro, naquilo que Deus preparou.

1. Como jovens cristãos devemos ter os olhos no futuro, naquilo que Deus preparou.
Por que Deus me fez? Para que serve a minha vida?  A maior descoberta que alguém pode fazer é encontrar a razão pela qual foi criado. Do mesmo modo, a maior tragédia na vida de uma pessoa é viver sem saber por que foi criada. Uma pessoa  que não cumpre  o propósito para a qual foi criada é a mais miserável de todas as pessoas. Basicamente existem três tipos de pessoas:
·         Pessoas que não têm nenhum propósito na vida
·         Pessoas com um propósito errado
·         Pessoas que encontram propósito na vida
Por  que Deus te fez? Para serve a tua vida? Você está entre as pessoas que encontraram um propósito na vida? Jesus orou assim: “Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo” (João 17.24). Nesta oração podemos perceber que Deus tem um plano para os que são seus e Seu propósito é que vejamos a Sua glória e vivamos na Sua presença. Deus, Sua glória  e Sua presença compõem o destino do cristão.  A vida cristã é descrita como uma caminhada, uma peregrinação, na qual temos nos olhos fixos à frente, estamos indo a um determinado lugar, esperando algo no futuro. Por isso o espírito da incredulidade é ilustrado pela mulher de Ló. Pois ela, ao contrário dos heróis da fé que “morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém, de longe, e saudando-as, e confessando que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra” (Hb 11.13), olhou para trás.
O fato de termos um destino nos faz peregrinos. Caminhamos em direção a Deus. Não pertencemos a este mundo e, assim, nosso estilo de vida não deve ser determinado por este mundo. Daí a exortação de Paulo:Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus” (Cl 3.1). Como jovens cristãos devemos ter os olhos no futuro, naquilo que Deus preparou.
2. Como jovens cristãos devemos desfrutar do propósito que Deus ordenou.
Nosso Breve Catecismo pergunta: Qual é o fim principal do homem? E responde: O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-Lo para sempre. A vida cristã nada mais é do que compreender que pertencemos a Deus e, assim, devemos glorifica-Lo. Todo cristão é responsável por um viver que honre a Deus e por ser Seu autêntico representante neste mundo. Glorificar a Deus não consiste tão somente  em cantar-Lhe cânticos de louvor, embora isto esteja incluído, é refletir o brilho do caráter de Cristo em nossa vida.  A vida cristã inicia-se na conversão, mas não para aí. A conversão é ingressar num processo de  aperfeiçoamento rumo à medida da estatura de Cristo; é ser tomado de toda a plenitude de Deus.
“Viver para glória  de Deus significa imitar a Jesus.  Significa conhecer mais e mais as fontes internas que ativaram todo Seu comportamento, e pôr em prática em nossas vidas esses princípios. Significa viver na dependência do Espírito Santo”. Sua vida tem sido governada por um propósito celestial? Você se esforça em imitar a Jesus?
3. Como jovens cristãos devemos andar pelo caminho que Deus preparou.

Deus quer guiar as nossas vidas para que elas reflitam a glória do Seu filho. Para que isto se realize, Ele nos chama a imitar a Cristo. A Bíblia nos diz: “Amados, agora, somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é” (1 João 3.2). Mas, para nos fazer semelhantes a Cristo naquela ocasião, Deus começou a fazer-nos semelhantes a Cristo agora! Nossa conduta deve refletir a vida de Cristo descrita na Palavra de Deus. Cristo deixou a glória e se fez Servo (Fp 2.7; 1 Pe 5.6). Cristo sofreu e depois entrou na glória: Lc 24.26; Hb 12.2. A obra de conduzir muitos filhos à glória envolve a repetição desse processo em nossa vida. Eis aí o nosso paradoxo: a vida cristã é um caminho para glória, por meio da tribulação. “Fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus” (Atos 14.22). Devemos tomar a cruz de Cristo, viver sob a cruz. Rm 6.14. Como jovens cristãos devemos andar pelo caminho que Deus preparou.

segunda-feira, junho 02, 2014

UMA FAMÍLIA DESOBEDIENTE - GÊNESIS 3

Em Gênesis 1:27 lemos: “Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou”. Eis o relato bíblico da criação da família. Família é obra de Deus, é criação divina. Deus estabeleceu a família para desfrutar de uma íntima comunhão com Ele. Contudo, esta família se rebelou contra Deus e o homem julgou-se capaz de dirigir sua própria vida e família sem o auxílio e direção do Criador. Encontramos em Gênesis 3 o relato de uma família desobediente. E, nesta noite, gostaria de relatar e meditar sobre o fundamento da desobediência, isto é, o que impulsionou o homem a pecar. Ver quais as conseqüências da desobediência e, por último, a maneira como Deus restaurou esta família.

1. O fundamento da desobediência: orgulho.
Gênesis 3 nos relata acerca da entrada do pecado na história humana, contudo não explica essa origem. O Rev. A. Hoekema declara que “Adão e Eva foram tentados pelos seus próprios desejos de pecar, mas jamais entenderemos como ou por quê”.  Como seria possível que alguém que foi criado em retidão, sem pecado, pudesse pecar?  É um mistério que não nos foi revelado e tentar explicá-lo é como tentar ver as trevas ou ouvir o silêncio, como declarou Agostinho. Quero ressaltar ainda que “O pecado é contra a vontade de Deus, mas nunca sem ou além da sua vontade. Deus permitiu que acontecesse a queda porque em sua onipotência Ele poderia produzir o bem até mesmo do mal” (A. Hoekema).
Embora não compreendamos esse enigma, nos é possível identificar a causa, ou melhor, qual o fundamento que levou a humanidade à desobediência.  O texto nos relata que a serpente, a personificação do diabo, enganou Eva. O diabo não se dirigiu ao homem e, sim, a mulher. Em Gn 2:16,17 a ordem divina de não comer do fruto foi dada diretamente à Adão e ele, como cabeça do lar, instruiu sua mulher. Deste modo Eva seria mais susceptível à argumentação e dúvida. Primeiramente a serpente colocou a dúvida: “Não é assim que Deus disse...?” e em seguida, confrontou a declaração divina: “É certo que não morrereis”. E, por último, despertou o orgulho: “Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal”.  Ser como Deus foi o desejo de Eva, o mesmo desejo que gerou a maldade de satanás. Isaías nos diz que no coração do diabo ele dizia: “... e serei semelhante ao Altíssimo”.  Vaidade, jactância, orgulho é o âmago do pecado original e de todos os pecados que dele decorrem. Porém, “comer o fruto não faria que Eva se tornasse como Deus. Faria que se tornasse como o diabo – caído, corrupto e condenável” como afirmou o Rev. J.  MacArthur.
 2. Os resultados da desobediência: vergonha, medo, fuga da responsabilidade e morte.
O apóstolo João escreveu em sua carta que “todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei” (1 João 3:4). Essa é maneira bíblica de descrever o pecado. “Pecado é qualquer falta de conformidade com a Lei de Deus ou qualquer transgressão dessa Lei”.  Adão e Eva pecaram porque não se conformaram à vontade de Deus, transgrediram Sua ordem. O Rev. Stott afirma que “todo pecado é uma forma de revolta egoísta contra a autoridade de Deus”. A humanidade se rebelou contra o Seu Criador. Quais são os resultados dessa revolta? Quais as conseqüências da desobediência? A desobediência dos nossos primeiros pais teve efeito imediato. No relato bíblico vemos que, ao invés de se tornaram como Deus, como o diabo disse, eles experimentaram:
Vergonha“Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si”.  A vergonha surge como fruto de uma consciência culpada e, imediatamente, Adão e Eva tentam remediar tal situação cobrindo-se com as folhas da figueira. Desde o início o homem, com sua religiosidade vã, tenta remediar sua situação com Deus.
Medo – Outra conseqüência é o medo. A culpa gerou vergonha e medo. Medo do que Deus poderia lhes fazer como castigo pelo seu pecado. “É evidente que a vergonha dos nossos primeiros pais foi acompanhada de um profundo sentimento de temor, pavor e horror diante da perspectiva de prestar contas a Deus pelo que haviam feito” (J. MacArthur).
Fuga da responsabilidade – Adão acusa a Deus: A mulher que me deste. Eva acusa a serpente: A serpente me enganou. Era momento de reconhecer o erro, de declarar que eles haviam desobedecido à ordem divina.  “Nem o homem nem a mulher estavam dispostos a admitir responsabilidade pessoal na culpa do seu primeiro pecado” (Hoekema).
Morte – Adão desobedeceu e morreu. A sua morte envolveu a separação do homem com Deus, o que denominamos de morte espiritual. O texto nos diz que Deus expulsou o homem do paraíso, evidenciando a ruptura com o Criador. Com o pecado, a comunhão espiritual foi rompida. Deus é Santo e o homem contaminou-se com o pecado.  E a Bíblia nos diz: “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça”. (Isaías 59:1, 2).
3. O remédio para a desobediência: Cristo.
 No versículo 15 encontramos uma promessa de Deus e esta promessa indica a graça redentora de Deus para com o homem pecador: “Porei inimizade entre ti (a serpente) e a mulher, entre a tua descendência e o seu descente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar“Essa passagem, na verdade, irrompe sobre nós como um alvorecer que vem dissipar trevas, tristeza e miséria” (Hoekema). O homem desobedeceu, pecou e Deus manifestou a graça. Obviamente que a descendência da serpente não é a descendência física, mas se refere aos homens que compartilham dos propósitos e da vontade do diabo, os quais se mantêm em rebelião contra Deus. Isso nos lembra as palavras de Jesus aos judeus que se opunham a Ele: “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos” (João 8:44). Em contrapartida, a semente da mulher seria o povo de Deus, refere-se àqueles que viriam a crer na promessa de Deus. “Estende-se a inimizade entre a mulher e satanás à inimizade entre dois grupos de pessoas. A história do mundo a partir de então passaria a ser uma história de antítese, de oposição, entre o povo de Deus (a semente da mulher) e os oponentes de Deus (a semente da serpente)”. No entanto, na última parte do versículo, Deus passa da compreensão coletiva para a individual no que se refere aos tipos de descendência. A figura aqui é de um homem que pisa a cabeça da serpente para esmagá-la e que tem o seu calcanhar ferido neste processo. Embora Adão e Eva não tenham compreendido de forma plena esta promessa, podemos compreender pelo ensino das Escrituras que Deus se referia a Jesus que viria para ferir mortalmente o diabo. Sabemos que Jesus sofreu no processo de obter vitória sobre satanás, mas Ele venceu no final. Vemos, então, nesta promessa o vislumbre do evangelho, o que os estudiosos chamam de proto-evangelho, isto é, o primeiro evangelho. Ainda que a primeira família tenha desobedecido, Deus manifestou naquele lar a graça salvadora. Deus resgataria a família que se perdeu, provendo um Salvador!

Em Gênesis 3 a família que Deus criou se perdeu, desobedeceu a Palavra de Deus. As conseqüências dessa desobediência trouxeram culpa, vergonha, medo, fuga e a maior de todas: a separação da família com Deus. No entanto, o Deus das Escrituras se revela gracioso, misericordioso e providencia um redentor para a família. Mas o que toda esta história tem a ver comigo, com a minha família hoje? Creio que há preciosas lições para nós e nossa família.
1) Crer e obedecer a Palavra de Deus é melhor do que crer nas mentiras do diabo. A família de Adão desobedeceu, não creu em Deus e ouviu as insinuações de satanás. A Bíblia nos diz:

Obedeçam aos seus decretos e mandamentos que hoje lhes ordeno, para que tudo vá bem com vocês e seus descendentes, e para que vivam muito tempo na terra que o Senhor, o seu Deus, lhes dá para sempre (Dt 4:40).

Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido (Js 1:8).

Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos comerás, e tudo te irá bem. Tua esposa no interior de tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa. Eis como será abençoado o homem que teme ao Senhor! (Sl 128:1-4).

Se você deseja ter uma família abençoada ouça a Palavra de Deus e se guie por ela e não pelas mentiras do diabo!
2) Nossas famílias enfrentam lutas, lidam com problemas, sofrimentos e dificuldades. Qual família que não passa por tribulação? Contudo aprendemos nessa passagem que a presença de Cristo em nosso lar nos ajuda a lidar com todas as nossas dificuldades. É em Cristo que temos a restauração da nossa família. Há um cântico infantil que nos apresenta uma grande verdade: Com Cristo no barco vai tudo bem, vai tudo bem e passa o temporal! Se queremos ter um lar feliz, abençoado - e isto não quer dizer  sem aflições – devemos buscar a Cristo, invocar a Sua presença em nossa família.


sexta-feira, maio 09, 2014

MARIA, UMA MÃE SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS

A igreja evangélica tem sido acusada por não ter respeito por Maria, a mãe de Jesus. Creio que esta acusação não corresponde à verdade. Apenas não a vemos como mediadora nem como corredentora, nem encontramos nenhum texto bíblico que ensine isto. Encontramos, sim, na Palavra de Deus uma verdade irrefutável: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Timóteo 2:5). O próprio Jesus declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6). Pedro e João, apóstolos de Jesus, enfatizaram esta verdade: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12).

Maria, a mãe de Jesus, é-nos exemplo de uma mulher cristã e também um modelo de mãe cristã. Assim, quero convidá-lo, a meditar comigo sobre o tema: Maria, uma mãe segundo o coração de Deus.  A primeira verdade que aprendemos com Maria é que uma mãe segundo o coração de Deus é uma mulher submissa à Palavra de Deus. Quando o anjo lhe apareceu anunciando que ela fora escolhida para dar a luz a Jesus, a princípio ela ficou perturbada. Afinal, como seria dizer a José, seu noivo, que estaria grávida? Como ele reagiria ao dizer-lhe que o que estava sendo gerado em seu ventre era obra do Espírito Santo? Quem acreditaria nela? No entanto, em Lucas 1:38 lemos: “Então, disse Maria: Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra. E o anjo se ausen.tou dela”. Mesmo colocando em risco sua reputação ela recebe isto como uma ordem de Deus e obedece. Como serva se mostra submissa. W. Wierbse declarou: “Maria diferentemente de Zacarias, tinha fé de que Deus faria o que prometeu. Ela pergunta: “Como será isto?”, e não: “Como pode ser isto?”. Jesus não podia ser concebido da forma natural, já que Ele existia antes de sua mãe. O nascimento virginal foi um milagre do Senhor que trouxe o Filho de Deus ao mundo sem nem uma mancha de pecado em sua natureza humana. Maria entregou-se ao Espírito Santo, sabendo muito bem que enfrentaria vergonha e que seria mal compreendida por parte das pessoas”. Maria é uma mulher que obedece a Palavra de Deus. Hoje nos falta em muitos lares mães com valores espirituais e moldem o caráter de seus filhos. Uma outra verdade que aprendemos com Maria é que a mãe segundo o coração de Deus é uma mulher que persevera na fé. Em Atos 1:14 lemos: “Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele”. Mais uma vez podemos dizer que Maria não aparece como mediadora ou corredentora, mas, sim, como uma mulher cristã que teme a Deus. Ela persevera na fé como os demais cristãos, ela é um membro da igreja primitiva como os demais. Ela é  uma pessoa que está em harmonia com o SENHOR, cujo coração é sensível às coisas de Deus. Mãe cristã, os seus filhos veem a sua fé? Seus filhos veem que o você crê é o que você vive? Que Deus nos dê mães e crentes como Maria, pessoas segundo o coração de Deus!

quarta-feira, abril 23, 2014

QUE É IGREJA?

Que é a igreja? Esta é uma questão que devemos considerar, uma vez que a palavra “igreja” evoca muitos conceitos e significados variados.  J. C. Ryle observa que “não há palavra que tenha sido usada com tanta variedade de sentidos, como a palavra “igreja”. É a palavra que ouvimos constantemente, e não podemos deixar de observar que as pessoas a empregam em sentidos diferentes”.  Para muitos a igreja não passa de um clube religioso com seus rituais tradicionais. Outros a identificam a um grupo político (político num sentido lato, isto é, as coisas que dizem respeito a cidade, a sociedade) lutando contra os males da sociedade.  Há quem entenda “igreja” como um edifício, uma construção onde um grupo de fanáticos religiosos se reúne.  Creio que precisamos resgatar o significado bíblico-teológico da palavra “igreja”, pois “hoje em dia a igreja parece ter perdido o seu sentido de identidade. Como alguém que estivesse sofrendo de amnésia, ela está perguntando: Quem sou, e para que é que estou aqui” (R. Stedman).   
A palavra “igreja” no grego é ekklesia e tem o significado de “chamar para fora”, “convocar”. É a tradução do verbo hebraico “qahal”, “chamar”, que era empregado no AT com uma conotação religiosa ao referir-se à assembléia ou ajuntamento do povo de Deus em resposta à chamada de Javé. Assim, igreja deve ser definida como a assembléia ou ajuntamento daqueles que foram chamados e separados, dentre todas as nações, pela livre e graciosa vontade de Deus, para se constituírem no povo de Sua propriedade pela fé em Jesus Cristo.  Desta forma aprendemos que:
1) A igreja é um povo chamado por Deus. O fundamento do relacionamento entre o povo de Deus e o próprio Deus é caracterizado pelo chamado divino. A compreensão da igreja como povo de Deus destaca a igreja não como um encontro livre de pessoas com a mesma opinião religios, mas como aquela que é fundamentada na prévia escolha e chamamento livres de Deus. Em Romanos 8,29,30 verificamos que a igreja é composta por aqueles a quem Deus elegeu, chamou e justificou. Por isso não hesitamos em afirmar que a igreja deve sua existência a um fato fundamental: u chamado de Deus. Em 1 Pedro 2.9,10 encontramos quase todos os elementos que caracterizam a igreja de Deus. Um destes elementos é “raça eleita” e, sem dúvida, somente a eleição e o chamado de Deus pode sustentar a igreja. A fonte deste chamado é o amor gracioso de Deus (Dt 7.7;Jo 3.16). O amor de Deus é espontâneo e gratuito, mesmo que sejamos indignos deste amor e apesar de nós, Deus nos amou a ponto de nos constituir seu povo. Portanto, é Deus quem reúne em torno de Si o seu povo, de todas as raças, tribos, línguas e nações. Deus é quem toma a iniciativa de regatar um povo para Si. Assim, a igreja é uma instituição divina. Hans Küng declara que o fato da igreja existir e ser o que é acha-se predeterminado pela vontade de Deus, da qual simultaneamente continua pura e simplesmente dependente – diferentemente de uma fundação humana, da qual, com o tempo, o fundador se retira. É por isso que a igreja nunca é simplesmente “uma instituição” mas é sempre “a instituição de Deus”.
2) A igreja é um povo que tem fé. Esta é outra característica da igreja. É uma comunidade daqueles que crêem em Cristo, ou seja, a congregação dos pecadores regenerados que, mediante a ação do Espírito Santo, demonstram uma convicção firme da verdade do Evangelho e uma certeza do cumprimento das promessas de Deus em Cristo. “Se do lado divino, a igreja é a comunhão dos santos eleitos, do lado humano, é a comunhão daqueles que respondem à Palavra de Deus proclamada e que crêem em Jesus Cristo e confessam que Ele é o Senhor”, afirmou G. E. Ladd. A fé pessoal em Cristo Jesus é parte essencial da igreja de Deus, como demonstra o capítulo 4 de Romanos. Ali verificamos que Abraão foi aceito por Deus não por causa das obras da lei e, sim, porque creu. A circuncisão era o sinal da justiça da fé que lhe fora imputada e, sendo assim, Abraão é o pai daqueles que demonstram esta mesma fé.
3) A igreja é um povo separado por Deus. A santidade é a terceira característica a destacar. A igreja é o ajuntamento, a comunhão dos santos. A idéia é de ser separado para a obra e serviço do Senhor. O povo de Deus é santo, pois “o Seu Cabeça é Santo e santificador”. É o povo cujos pecados foram expiados por Jesus (Hb 2.17), santificado pelo Seu sangue e que, no decorrer de sua peregrinação, tem a santificação por meta. Esta santidade alcançada pelo povo de Deus é  que o qualifica como comunidade de culto (Ef 3.21, ou seja, sua tarefa suprema como povo santo é a adoração cultual, na qual revela o significado de Deus para a sua vida, tornando notório aos pecadores o que Deus fez e faz. A santidade, então, não só nos capacita a cultuar a Deus como também testemunhá-Lo. O povo de Deus tem sido comissionado a testificar das boas novas aos pecadores, bem como de anunciar as virtudes de Deus. Somente da igreja é que o mundo pode ter noção do que significa vida eterna. Sendo assim, a eficácia do seu ministério consiste me demonstrar a obra eficaz de Jesus Cristo, a testando o perdão do seu próprio pecado
O povo de Deus é aquele que é chamado por Deus de todas as nações, o qual responde com fé e vive uma vida de santificação no decorrer da sua peregrinação até a consumação do século.           

sábado, março 15, 2014

O CULTO CRISTÃO

A Reforma Protestante no século XVI ressaltou a autoridade e a suficiência das Escrituras (Sola Scriptura). Daí afirmarmos que a Bíblia é a nossa regra de fé e prática, pois “toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2 Timóteo 3.15-16). Portanto, no que diz respeito ao culto cristão devemos nos orientar pela Palavra de Deus. A nossa Confissão de Fé nos diz: “...o modo aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituído por ele mesmo e tão limitado pela sua vontade revelada, que não deve ser adorado segundo as imaginações e invenções dos homens ou sugestões de Satanás nem sob qualquer representação visível ou de qualquer outro modo não prescrito nas Santas Escrituras”. A.A.Hodge comentando esta declaração afirma que “se Deus tem prescrito o modo aceitável de adorá-LO e servi-LO, é uma ofensa e um pecado descuidar-se desse método ou preferir a prática levantada por nós ... não só as doutrinas e mandamentos de homens, senão todo culto voluntário, isto é, atos e formas de culto inventados, são abominação para Deus (Comenttario de La Confession de Fe de Westminster, p.251).
Sendo assim, entendems que Deus não somente nos ensina que devemos adorá-LO, mas também o modo como devemos adorá-LO. “Tudo o que Eu te ordeno observarás, nada lhe acrescentarás nem diminuirás” (Dt 12.32). Então, a pergunta que devemos fazer antes de introduzirmos qualquer coisa em nossas liturgias deve ser: É BÍBLICO? A PALAVRA DE DEUS NOS ENSINA ADORARMOS O NOSSO DEUS DESTE MODO?

É triste observarmos que tão facilmente nos esquecemos que o princípio reformador (Sola Scriptura) também diz respeito ao culto cristão. Que possamos avaliar, a luz das Escrituras Sagradas, nossas práticas cristãs, principalmente no que diz respeito ao culto, a fim de que verdadeiramente, façamos tudo para a glória de Deus.