terça-feira, junho 05, 2018

APRENDENDO A ORAR

Aprendemos com o profeta Elias a não andar ansiosos, mas depender da provisão divina, que dia a dia nos sustenta. Por isso a exortação do apóstolo Paulo: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Fp 4.6).  Porém, há uma outra lição a aprender com o profeta. Lição esta que ele mesmo precisava  aprender antes de lidar com os profetas de baal. Elias vivendo em Sarepta era sustentado miraculosamente por um viúva. Contudo, algo surpreendente ocorre ali. A viúva viu entrar no seu lar a enfermidade e com ela a morte abrupta de seu filho. Tristeza, dor e morte repentinos naquele lar trazem o desespero ao coração daquela mulher. Em seu sofrimento a mulher culpa o profeta (1 Reis 17.18). Somos assim também. Comumente culpamos alguém pelas coisas ruins que acontecem conosco. Não foi assim com Adão e Eva no paraíso? (Leia Gênesis 3.8-13). Não esqueçamos que Elias era um homem semelhante a nós. Certamente, naquele momento, Elias achava-se perplexo. Aquela família fora um instrumento de Deus para abençoá-lo. Quanta gratidão havia no coração do profeta por aquela família. A convivência com a viúva e seu filho o ensinou a amá-los. Diante de uma mãe angustiada, que carrega no braço o filho morto, não há o que dizer. O profeta se cala. Ele não discute nem a repreende. Ele simplesmente pede que a viúva coloque em seus braços o filho morto, entra no quarto e clama ao Senhor. Neste momento o profeta pode aprender o poder da oração. Por isso, mais tarde enfrentou s profetas de baal com tanta ousadia. Gene Getz nos diz que é em meio a situações que estão além do nosso controle que realmente aprendemos a orar. Talvez oremos diariamente agradecendo a provisão diária ou pedindo que Deus nos guarde e proteja do mal. Mas quantas vezes temos clamado de maneira intensa, constante na presença de Deus? Infelizmente não aprendemos a orar até que passemos por situações que fogem do nosso controle.  Charles Swindoll nos diz: O  que você faz quando chegam as tragédias? E quando vem uma provação? Qual é a sua primeira reação? É reclamar? Culpar alguém? Tratar de encontrar uma saída? Você criou o mesmo hábito de Elias? Você vai para seu lugar secreto e conversa com Deus? Elias nos dá um maravilhoso exemplo. Nada de pànico. Nada de medo. Sem pressa. Sem dúvida. Porque ele conseguia fazer isto? Porque ele sabia que o que habita no esonderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor:  Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em que confio. Pois Ele te livrará do laço do passarinheiro e da pest perniciosa. Cobrir-te-as com suas penas, e, sob suas asas, estarás seguro; a sua verdade é pavês e escudo”. Meus irmãos e irmãs não nos esqueçamos que “muito pode, por sua eficácia, a oração do justo” (Tiago 5.16).       

terça-feira, maio 29, 2018

APRENDENDO COM O PROFETA ELIAS


Elias, o profeta, é um dos personagens bíblicos que mais me inspira na vida cristã. Ele se mostra zeloso pelo Senhor e submisso a vontade de Deus. Contudo, “era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos”, como nos lembra Tiago, irmão de Jesus. Ele ousadamente confrontou o rei Acabe, anunciando o juízo de Deus sobre a nação e por três anos e seis meses não choveu (1 Reis 17). Depois Deus o usou extraordinariamente para derrotar os profetas de baal no monte Carmelo (1 Reis 18). No entanto, entre a proclamação da mensagem ao rei e a luta contra os profetas de baal, Deus esteve forjando seu profeta. Durante este tempo Deus o livrou da espada do rei, sustentando-o junto ao riacho em Querite, com pão e carne trazidos pelos corvos. Depois o Senhor usou uma viúva para sustentá-lo com um pouco de farinha e azeite. Assim, o profeta passa por situações adversas aprendendo a depender de Deus. Como cristãos não estamos isentos de enfrentar problemas, aflições e tribulações. Muitas vezes é o próprio Senhor que nos aflige, visando o nosso bem e o crescimento da nossa fé e a nossa confiança no Senhor. O apóstolo Pedro em sua carta declara “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma cousa extraordinária vos estivesse acontecendo” (1 Pedro 4.12). Jesus nos exorta a não andarmos ansiosos de coisa alguma, mas crermos na provisão do nosso Deus. Paulo, o apóstolo, aprendeu a depender e a confiar em Deus, ou como ele mesmo diz, aprendeu a viver contente em toda e qualquer situação, e declarou “Tudo posso nAquele que me fortalece” (Fp 4.13). Vivemos um momento conturbado, difícil em nosso país. Insegurança, medo e incertezas são os sentimentos que permeiam o coração do brasileiro diante da crise institucional e política que vivenciamos. Porém, como cristãos podemos lançar nossos temores ao Senhor, pois Ele tem cuidado de nós. Portanto, “confia no Senhor e faze o bem; habita na terra e alimenta-te da verdade. Agrada-te do Senhor e Ele satisfará os desejos do teu coração” (Salmo 37.3,4).  

terça-feira, fevereiro 13, 2018

O PECADO DO ORGULHO

Quando Deus examina nossas vidas, Ele não somente vê as ações exteriores, Ele vê especialmente a atitude por trás delas (1 Sm 16.7). De fato, muitas vezes a maneira como se diz alguma coisa tem tanto peso quanto o que é dito. Deus está muito interessado com a atitude de nossos corações. Na verdade, cada um de nós tem uma atitude que caracteriza nossas ações.  Em Apocalipse 3:15,16 lemos: Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente! Assim, porque você é morno, não é frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca. É claro que Deus deseja que seus filhos O amem com um amor fervoroso. Na verdade, a atitude morna causa náuseas a Deus. Nós devemos entender que a raiz de todo pecado é a falta de um amor fervoroso por Cristo; é amar e adorar a si próprio e não a Deus. O orgulho é um pecado tão refinado que muitas vezes passa despercebido. Talvez a pior forma de orgulho na vida de uma pessoa seja a satisfação espiritual, que vê pouca necessidade de santificação e crescimento. O verdadeiro avivamento sempre começa com uma atitude de humildade e quebrantamento profundos com relação ao pecado (2 Cr 7.14). Você gasta tempo diariamente com Deus para permitir que Ele sonde profundamente sua vida ou você sente que não precisa de santificação? Você fica realmente quebrantado e contrito por causa dos seus pecados ou você pensa: “ora, ninguém é perfeito”? Você está realmente ansioso para ver o poderoso mover de Deus ou está satisfeito do jeito que está? Se você acha que já “chegou no ponto” ou que precisa de pouca purificação, você é culpado da pior forma de orgulho espiritual. Confesse imediatamente e abandone o pecado do orgulho. Cristo pode lhe dar um coração com espírito de humildade e contrição verdadeiras. Aquele que ama a Deus sobre todas as coisas sabe de suas limitações e fraquezas e reconhece que sem a graça do Senhor é impossível viver a vida cristã e que por isso não tem nenhum motivo para se orgulhar, pois o Reino de Deus é uma dádiva aos quebrantados, humildes e arrependidos e não pode ser alcançado por nenhum esforço humano ou barganha. Leia Mateus 5:3 e Filipenses 2:3-4. Ore para que o Senhor o quebrante e o faça andar humildemente.


sexta-feira, dezembro 08, 2017

SANTOS EM SANTIFICAÇÃO

Paulo ao escrever ao jovem Timóteo afirma: “Ninguém menospreze o fato de seres jovem, mas procura ser exemplo para os fiéis, na palavra no comportamento, no amor na fé e na pureza”. Somos, então, exortados pela Palavra de Deus a ser modelos na vida cristã. O próprio apóstolo fez isto: Sede meus imitadores assim como eu sou de Cristo! Não há dúvidas que aqueles que procuram viver a vida cristã em santidade, consagrando-se ao Senhor, tornam-se testemunhas impactantes em nossas vidas. Assim eu pergunto: Você tem sido um modelo de cristão a quem outros desejam imitar? De acordo com o apóstolo Paulo em sua carta à igreja em Corinto (1:2), o cristão é definido como alguém que é santificado em Cristo Jesus e, ao mesmo tempo, é chamado para ser santo. Podemos, então, afirmar que um cristão é “santo em santificação”. O termo “santidade” tem sua raiz no pensamento de “separar-se” ou “apartar-se”. O rev. J. I. Packer nos diz que “essa palavra significa, em primeiro lugar, tudo o que caracteriza Deus como separado dos homens e, em segundo lugar, tudo o que deve caracterizar o cristão como separado para Deus”. De acordo com as Escrituras( leia: 1 Pedro 1.15,16; 1 Tess. 4.3,7; 5..23; Efésios 1.4; 5.25-27; 2.10; 2 Coríntios 7.1) a santidade é, ao mesmo tempo, dom e ordem de Deus; portanto devemos orar pedindo-a, procurando praticá-la a cada dia de nossa vida. Santidade era o alvo de nossa eleição e redenção e continua sendo o requisito básico exigido por Deus de nós e o alvo de todo o seu tratamento providencial a nosso respeito.  A Palavra de Deus nos ensina que santificação é transformação através de consagração. A santificação é uma obra divina de renovação, envolvendo uma radical mudança de caráter. A compreensão da nossa posição em Cristo leva-nos a uma transformação pessoal, pois estamos sendo transformados à imagem de Cristo, onde o fruto do Espírito é evidenciado. Ter o fruto do Espírito em nosso viver é manifestar aos outros o caráter de Cristo.  Também aprendemos na Bíblia que santificação é um processo que envolve arrependimento. A nossa santificação vem com a adequação do nosso caráter à nossa nova posição de filhos adotados de Deus. Mas, também, da nossa dedicação em nos aperfeiçoar. E, neste processo, exige-se uma continua avaliação (2 Coríntios 13.5) e nesta avaliação é necessário a prática do arrependimento. “Arrependimento significa voltar atrás tanto quanto você sabe do seu pecado, para dar tanto quanto você conhece de si próprio a tanto quanto conhece de seu Deus, e à medida que o nosso conhecimento cresce a respeito destes três pontos, também a nossa prática de arrependimetno precisa ser aumentada” (J. I. Packer).
A Bíblia afirma que todos os que têm fé em Cristo são novas criaturas nele. Em Romanos 6 aprendemos que fomos crucificados com Cristo, isto é, foi dado um fim à vida dominada pelo pecado que vivíamos anteriormente. E, também, aprendemos que fomos ressuscitados com Cristo para que andássemos em novidade de vida. Isto significa que o poder que operou a ressurreição de Jesus agora esta em operação em nossa vida, levando-nos a um viver diferente, a um viver que honre e agrade a Deus.


terça-feira, outubro 24, 2017

SOLA FIDE - O ENSINO DE LUTERO SOBRE A JUSTIFICAÇÃO

             
O Rev. Dr. D. Martin Lloyd-Jones afirmou: "Para épocas especiais são necessários homens especiais; e Deus sempre produz tais homens”. São poucos os homens que têm sido um instrumento na mudança do curso da história. Martinho Lutero foi um deles. A igreja medieval havia perdido de vista a mensagem paulina da justificação pela fé. No decurso da Idade Média a igreja afastou-se o cristianismo bíblico, estabelecendo doutrinas e preceitos de homens e, desta forma, produziu estancamento intelectual e espiritual. Ainda que, de tempos em tempos, se levantassem homens a protestar contra as trevas que se espalhavam na Europa Ocidental, não foram, porém, capazes de sobrepor-se ao sistema.  
Lutero foi descrito como “o primeiro pregador claro da justiça pela fé enviado à igreja cristã desde os dias do apóstolo Paulo” (J. Koslin). Ele foi o homem que sobrepôs o sistema. Sua mensagem de justificação pela fé invadiu a consciência do homem ocidental com uma força eu alterou a história do cristianismo. Ele empreendeu uma batalha espiritual em três frentes: (1) contra o humanismo de Erasmo de Roterdã, (2) contra os evangélicos que queriam ir além da doutrina da justificação pela fé fazendo do Espírito Santo o ponto central da sua fé, (3) e contra o catolicismo romano, com a instituição do papado e suas crenças anticristãs.
        Lutero foi um devoto monge agostiniano, o qual descobriu que nenhuma quantidade de ascetismo ou graça interna o capacitava a levantar-se diante de Deus com uma consciência tranquila. A mensagem paulina na carata aos Romanos o fez ver que a justificação do pecador procede de Deus. Paulo declara que “Deus é quem justifica” (Rom 8.33) e a compreensão desta verdade fez Lutero declarar que “Deus faz tudo para justificar-nos”. Lutero percebeu com clareza a ação da Trindade na aceitação o pecador para com Deus. Há três aspectos na declaração da justiça para o pecador: é por graça, por Cristo Jesus e por fé.
             Conquanto nossa justificação e reconciliação com Deus já fossem obtidas e asseguradas mediante a morte de Cristo, isto não significa eu todos se salvarão. Lutero declarou: “Portanto, conquanto a obra mesma da redenção já haja sido terminada, não pode ajudar nem beneficiar a um homem a meos que creia nela e experimente seu poder salvador no coração”. Paulo, o apóstolo, nos diz: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei”.  O entendimento que Lutero teve da fé se baseia em dois princípios importantes:
1. A FÉ NÃO É MÁGICA. Não há virtude salvadora na fé. Deus não nos justifica porque tenhamos fé ou devido a nossa fé. Isso contradiria o Evangelho de ser justificado pela graça. Negaria, ademais, a justificação somente por Cristo. A fé não faz com que apareça a graça, mas torna consciente de algo que já está em existência. É como abrir os olhos para ver o sol. O sol já estava ali, e abrir os olhos não tem nada a ver com o fazê-lo brilhar. A fé é aceitar nossa aceitação em Jesus.
2. A FÉ NÃO É UM ATRIBUTO DO CORAÇÃO NATURAL.   Não pode ser gerada por si só. A obra do Espírito Santo é a de dar fé ao coração humano. Lutero disse:
 “Porque nem você nem eu poderíamos jamais saber coisa alguma de Cristo, nem crer nele nem tê-lo como nosso Senhor se a salvação não nos fosse oferecida e posta a nossa conta como dom mediante o Espírito Santo através da pregação do Evangelho. A obra da salvação já está feita e terminada; porque Cristo adquiriu e ganhou o tesouro para nós mediante os seus sofrimentos, morte e ressurreição”.
              Portanto, a graça é Deus inclinando-se para aceitar em Jesus Cristo o inaceitável. A fé é o pecador aceitando sua aceitação em Jesus Cristo.
              Sola Fide não foi somente um meio de lançar mão da justificação de Deus. Para Lutero constituiu a base de seu entendimento cristocêntrico das grandes doutrinas da Bíblia. Foi o mistério que explicava outros mistérios. Nesta vida, o cristão nunca é absolutamente justo por obras, por amor, por experiência, por atuação ou natureza. Ainda que o crente tenha nascido de novo, tenha sido feito uma nova criação e, partir desta transformação, o Espírito Santo passe a habitar e operar nele, ele ainda retém sua natureza pecaminosa. Nenhuma obra que façamos será tão pura aos olhos de Deus a ponto de suportarmos o juízo de Deus. “A manchada contaminação humana está apegada a suas mais piedosas obras. Lutero resume isto quanto declara: Justo e pecador ao mesmo tempo. Para Lutero, toda a vida cristã consiste numa vida de arrependimento contínuo e de invocação da misericórdia divina. “Enquanto nos contemos como pecadores, Deus nos conta como justos por causa de Cristo. Se não somos pecadores a nossos olhos, não somos justos aos olhos de Deus”. A justiça que nos faz aceitável e agradável aos olhos de Deus não é uma qualidade na vida do crente, ela não se encontra em santo algum, mas é a justiça de Cristo. E o crente é justo diante de Deus somente por fé. Lutero declara:
 “A justiça cristã nã é uma justiça que se encontra dentro de nós, como sucede com uma qualidade ou virtude; isto é, algo que se encontra como parte de nós, ou algo que sintamos. É antes uma justiça estrangeira, completamente fora de nós: a saber , Cristo mesmo é nossa justiça essencial e completa satisfação”.
              Lutero afirmando que é impossível ao crente viver uma vida justa e virtuosa mediante o receber do Espírito de Deus. Simplesmente ensina-nos que as boas obras do crente, isto é, a nossa santificação, não faz parte da justiça mediante a qual apresentamo-nos justificados diante de Deus. Somente em cristo há uma justiça que satisfaz completamente a lei divina. Quando o apóstolo Paulo fala da justiça pela fé, não está falando duma qualidade infundida no homem, mas de uma qualidade que reside e permanece com a Pessoa de Cristo e é possuída somente pela fé.
              O mundo atual, moderno precisa ouvir esta mensagem. Novamente nos deparamos com três grandes inimigos: o humanismo, o pentecostalismo e o romanismo. Necessitamos dum reavivamento do espírito do grande reformador. Lutero foi um homem cuja consciência foi regida pela Palavra de Deus. Foi suficientemente valente para romper com mil anos de tradição estabelecida. O sola fide de Lutero é um não! Total as aspirações do humanismo, do pentecostalismo e do romanismo. O humanismo dirige o homem a encontrar satisfação nos recursos humanos. O pentecostalismo tenta encontrar a satisfação na experiência extática duma vida “cheia do Espírito”. O romanismo tenta encontrar a satisfação numa infusão mística de justiça. As a mensagem de Lutero declara que nossa satisfação não está sobre a terra, mas somente no céu, nunca no homem, mas somente em Cristo. É nossa somente pela fé.

* Adaptado da Revista "Pregoeiro da Justiça".

sexta-feira, outubro 13, 2017

ENQUANTO É DIA

     
O livro de Atos dos Apóstolos é um livro histórico, o qual relata-nos o desenvolver do cristianismo ao longo do primeiro século da era cristã. Leroy Aims em seu livro “A Arte Perdida de Fazer Discípulos” lembra-nos que “Deus usa as pessoas. Homens e mulheres escolhidos por Deus são os meios que Ele usa para a proclamação das boas novas... Deus não usa anjos como testemunhas do evangelho, e sim pessoas. Imagine o que Deus poderia ter feito para que as boas novas de Jesus chegassem a este mundo perturbado. Ele poderia fazer com que as estrelas no céu ficassem de tal forma que o texto de João 3.16 seria escrito em todas as línguas e visto por todos. Poderia colocar em órbita um anjo com um megafone, proclamando a mensagem de Cristo em todos os idiomas. Mas escolheu pessoas”. Ele está correto em sua declaração e o livro de Atos confirma isto, pois ali vemos Jesus continuando Seu ministério através de homens, que foram vocacionados, transformados e capacitados para realizar a obra de evangelização. Que tarefa grandiosa deveriam empreender os apóstolos e toda a igreja de Jerusalém! Como uns poucos homens simples e, em sua maioria, pescadores, poderiam realizar tal empreendimento, de levar ao mundo inteiro a salvação em Cristo Jesus? Aqueles poucos homens simples o fizeram e transtornaram o mundo com a mensagem de Jesus, pois Ele os revestiu com poder ao derramar sobre eles o Seu Espírito (Atos 1.8). A presença do Espírito Santo na vida daqueles homens os capacitou, fazendo-os lembrar dos ensinos de Jesus e dando-lhes ousadia e coragem para com toda a intrepidez proclamassem o Evangelho de Cristo.
Jesus nos deu uma grande responsabilidade: a de pregar as boas novas em todo o mundo. A igreja do século XXI precisa continuar comprometida com a proclamação do Evangelho assim como a igreja do primeiro século. Na igreja primitiva havia um ardor pela evangelização. E este desejo intenso deve existir na igreja hoje. A evangelização é a vocação de todos os cristãos; todos são chamados a testemunhar. O triunfo da igreja primitiva estava no fato de que cada crente era uma testemunha obediente de Jesus: Entrementes, os que foram dispersos iam por toda a parte pregando a Palavra (Atos 8.4).
Os dias são maus, vivemos em tempos selvagens como afirmou o apóstolo Paulo. Imoralidade, corrupção, torpeza e toda sorte de impureza permeia a nossa sociedade. Há um mundo corrompido carente da mensagem de salvação. E Jesus ainda fala a igreja atual: Ide e pregai o Evangelho a toda criatura. Deus nos chama para ser igreja, sal da terra e luz do mundo. Capacita-nos com Sua Palavra e com Seu Espírito Santo, dando-nos a mensagem e poder. Lembre-se das palavras de Jesus: Enquanto é dia, é necessário que realizemos as obras daquele que me enviou; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar (João 9.4). 

sábado, outubro 07, 2017

DIANTE DA MORTE

A cada dia deparamo-nos com fatos e histórias que nos chocam e nos fazem refletir. Stephen Paddock, um homem de 64 anos que não tem passagens pelas forças armadas ou antecedentes criminais, abriu fogo na plateia de um festival de música na cidade de Las Vegas nos EUA. Em seguida ele se suicidou. Ao menos 515 pessoas foram levadas a hospitais da cidade após o ataque e 59 pessoas morreram. Um brasileiro que estava de férias declarou: “Só escapei porque não consegui ingresso”. Para este jovem a morte esteve bem próxima e, neste momento, a vida para ele se revelou bela e valiosa! Quem de nós já não enfrentou o perigo da morte ao menos uma vez na vida? De certo modo ela está sempre diante de nós. As vezes ela se aproxima de uma forma mais clara e quase podemos tocá-la. Uma enfermidade que se agrava, um acidente do qual escapamos por pouco e outros fatos que experimentamos em nossa vida e que apontam para a fragilidade da existência humana e nos faz lembrar da realidade da morte. Não é preciso chegar perto da morte para descobrir que a vida é boa. Basta pensar que a morte é certa.
A Bíblia nos ensina: Que é a  vossa vida? sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa (Tiago 4.14). O irmão de Jesus fala-nos da fragilidade da existência humana comparando-a com um vapor. Moisés também fala-nos disto comparando a vida com uma planta que de manhã floresce e a tarde seca e murcha. A nossa existência é transitória, efêmera. Assim, precisamos encontrar o sentido para qual existimos ou a nossa vida não terá o brilho e vigor que uma vida humana deve ter. A vida faz sentido para quem encontra o sentido da vida. Paulo, o apóstolo, estando preso, impedido de viver como queria, e, em outras ocasiões enfrentando necessidades e privações, ainda assim conseguia transmitir uma qualidade de vida capaz de consolar de dentro da prisão aos que estavam livres. Tudo porque tinha um objetivo claro, definido: viver para realizar a vontade de Deus em sua vida e para testemunhar do Evangelho da graça de Deus. Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro, escreveu ele. Sua vida era de Cristo e para Cristo.
Jesus declarou: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. A vida é Cristo e aqueles que não O receberam não têm a vida. Só vive quem já se encontrou com Cristo e passou da morte para a vida.  Só encontrou um motivo de existir aquele que tomou uma decisão de estar com e em Cristo. Não sabemos quando a morte nos virá, mas é certo, ela virá.  Diante da realidade da morte, é tempo de decidirmos pela vida. É momento de decidirmos por Cristo, pois Ele promete: Quem crê em Mim, ainda que morra, viverá.