quinta-feira, agosto 18, 2016

CORAGEM!

Deus ecoou aos ouvidos do apóstolo Paulo: Coragem! É uma palavra de estímulo, de ânimo para continuar fazendo o que se está fazendo. O apóstolo estava em Jerusalém e, mesmo diante de muitas ameaças, testemunhava de Cristo e de Sua salvação. Foi quando Deus lhe falou: "Coragem! Assim como você testemunhou a  meu respeito em Jerusalém, deverá testemunhar em Roma" (Atos 23.11).  As vezes, realizar a obra de Deus e envolver-se com o ministério da evangelização, como afirma o poeta sacro, "é duro o chão e semear parece em vão". Contudo, devemos ouvir a voz de Deus que nos diz: Coragem! É preciso prosseguir, continuar e perseverar, não obstante, os muitos obstáculos que enfrentamos. No devido tempo a semente produzirá o seu fruto. Lembre-se que "quem observa o vento não plantará! Quem olha pras nuvens nunca colherá! (...) Mas não te esqueças que o vento soprou (...sopra e soprará) Pra onde Deus quiser que vá! É ele, e não eu, que opera o germinar; Que faz crescer a planta e o fruto dar". Na carta aos Hebreus encontramos exemplos de irmãos que foram perseguidos, encarcerados, serrados ao meio, apedrejados, queimados vivos e, no entanto, forma fiéis a Deus. Eles não se entregaram e não negaram o Nome de Jesus, pois ouviram a voz de Deus em seus ouvidos: Coragem! Deus não nos torna insensíveis aos sofrimentos. Não temos prazer na dor. Porém, Deus acrescenta às nossas aflições a graça. Ele nos diz: "A minha graça te basta". Alguém com muita propriedade afirmou: "Em certos casos o milagre não se dá no livramento, mas na coragem para resistir à provação".  Assim, olhando firmemente para o Autor e consumador da nossa fé, prossigamos em realizar a vontade do nosso Pai celestial. Ele continua dizendo: "Coragem!"

sábado, março 26, 2016

EM VERDADE TE DIGO QUE HOJE ESTARÁS COMIGO NO PARAÍSO – LUCAS 23:43

Edward Donnelly escreveu um livro cujo título nos chama a atenção: Depois da morte o que? Este título trás uma indagação que nos remete às questões existenciais da humanidade, quando nos perguntamos sobre quem somos, bem como para aonde vamos. Interessante notar que o episódio narrado por Lucas em seu evangelho, descrevendo o encontro do Cristo crucificado com os dois malfeitores, vem ao encontro dessas inquietações humanas, revelando-nos quem somos e apontando-nos para a eternidade do ser humano. Somos todos eternos. Deus nos fez eternos a fim de que experimentássemos uma humanidade completa por meio da comunhão com o Deus eterno. Contudo, o pecado irrompeu em nossa história nos fez des-humanos ou sub-humanos (não há como duvidar deste fato, pois a realidade da nossa sociedade aponta-nos para a nossa desumanidade) e trouxe-nos a morte, a separação eterna com o nosso Criador. É por meio da cruz e da ressurreição, a obra consumada por Cristo, que Deus restaura ao homem pecador sua dignidade e sua comunhão com o Criador. Jesus veio para salvar homens pecadores dos seus pecados. Ele mesmo afirmou que “o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (Lucas 19:10). Ao analisarmos a narrativa de Lucas nesta passagem podemos observar que:
1. O paraíso que Cristo nos oferece é gratuito. A vida eterna é inteiramente gratuita, não depende daquilo que fazemos, mas fundamenta-se na vontade e ação de Deus. Nas Palavras do apóstolo Paulo, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia (Rm 9.16). O ladrão estava cravado na cruz de pés e mãos e ele nada podia fazer pela sua vida. Todavia, a graça de Cristo o salvou! Hoje estarás comigo no paraíso! Wierbse: “O julgamento e a morte de Jesus Cristo revelaram tanto a perversidade do coração humano quanto a graça do coração de Deus. Enquanto os seres humanos mostravam o pior de si, Deus lhes dava o que tinha de melhor. "Mas onde abundou o pecado, superabundou a graça" (Rm 5:20)”.
2. O paraíso que Cristo nos oferece requer arrependimento. A mensagem de Cristo foi e continua sendo: “arrependei-vos e crede”. O arrependimento não é uma condição prévia para se alcançar o favor de Deus, mas é a resposta à graça que foi dispensada. Arrependimento significa “passar por uma mudança de mente e sentimentos”, “fazer uma mudança de princípios e práticas”. Essa mudança profunda e radical ocorre quando, pela graça de Deus, compreendemos o amor gracioso de Deus por nós pecadores. O ladrão da cruz evidenciou-se arrependido, deu evidências de seu arrependimento ao repreender seu companheiro que blasfemava. Ele reconheceu seu pecado; a santidade e justiça de Cristo; creu que Cristo poderia salvá-lo e, em humildade, clamou por salvação (vv.40-42).
3. O paraíso que Cristo nos oferece é eterno. Diante do clamor arrependido do ladrão, Jesus respondeu: em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso. Jesus lhe promete uma comunhão imediata, consciente e eterna com Ele no paraíso. O paraíso é um termo persa, cujo significado é “um lugar de delícias” e aqui, bem como nas duas outras ocorrências do NT, designa o céu, o lugar da morada do Deus eterno. Estar no paraíso é desfrutar de uma comunhão plena e perfeita com Deus. Comunhão que experimentamos a partir do nosso encontro com Cristo, que continuamos a experimentar após a nossa morte, mas que se tornará uma bem-aventurança perfeita no dia da ressurreição, no dia de Cristo.

            Irmãos e amigos, o paraíso é uma oferta a todos os pecadores. Dois ladrões, ambos indignos,  imerecedores, pecadores e carentes do perdão de Deus. Dois ladrões, ambos viram o Cristo, ouviram do amor e da graça de Deus. Dois ladrões, um incrédulo, indiferente e que permaneceu perdido, como sempre; outro arrependido, humilde, clamou por misericórdia e foi salvo. E você? Hoje recordamos a paixão de Cristo, a Sua entrega voluntária por pecadores, satisfazendo a ira e a justiça de Deus; demonstrando a graça, o amor e misericórdia de Deus. Que diante deste Cristo, aos pés de sua cruz, arrependidos, alcancemos o paraíso!  

domingo, outubro 11, 2015

CINZA E LÁGRIMAS

1 
 No Salmo102:9 lemos: "POIS ME ALIMENTO DE CINZA, COMO SE FOSSE PÃO;E LÁGRIMAS MISTURO A MINHA BEBIDA".
O salmista usa cinza e lágrimas para descrever seu momento de angústia e dor. A Bíblia King James Atualizada ao comentar este versículo afirma que “na profunda angústia e depressão o prato mais saboroso não tem melhor paladar do que a cinza”.  A vida havia perdido seu sabor e havia somente tristeza e dor. Qual a razão disso? O salmista responde no verso seguinte: “Por causa da tua indignação e da tua ira, tu me ergueste e arrojaste ao chão”. O Rev. Elben L. Cézar compreendeu bem a mensagem do salmista e diz: “O culpado é o próprio salmista. Ele está bebendo e comendo o que plantou. É a lei inexorável de causa e efeito: O que o homem semear, isso também colherá (Gl 6.7)".
Muitas vezes nossos sofrimentos são frutos, são frutos amargos, que decorrem da nossa atitude e de erros que cometemos. Por causa disso, sofremos. Jeremias, o profeta, estava aflito, angustiado e profundamente triste. E afirma no livro das Lamentações: “Minha alma, continuamente, os recorda (aflições) e se abate dentro de mim” (Lm 3:20). E a causa de sua depressão era o juízo de Deus sobre seu povo, por causa da sua desobediência. Contudo, o profeta não permanece ali, na tristeza e no choro, ele declara: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança” (Lm 3.21). Então, se lembra que Deus é misericordioso e que as suas misericórdias não tem fim. Deus, por causa de Sua graça e bondade, restaura e transforma nossa vida!
Devemos nos avaliar, reexaminar  e fazer uma auto-análise. É preciso descobrir nossos erros e pecados e tudo que tenhamos feito que nos levou à depressão. Devemos ainda confessá-los e abandoná-los e, assim, nos aprimorar.  Deus transforma o nosso mal em bem, pois está trabalhando em nós a fim de que tenhamos a imagem de Cristo. 

sexta-feira, setembro 11, 2015

ORAÇÃO DE UM PEREGRINO

Caminhando a passos largos,
Prossigo em direção ao alvo.
Há muitos obstáculos,
Mas com Cristo persevero na jornada.
Nele encontro forças.
Em Sua Palavra, direção.
Mesmo em vales escuros,
Guia-me Sua mão.
Almejo atravessar o rio,
Entrar na cidade celestial.
Aqui não é meu lugar,
Sou peregrino neste mundo.
Sofro e me entristeço,
Não pelos meus açoites,
Mas por muitos que se perdem.
Estes caminham errantes,
Rejeitam a Cristo e sua salvação.
Permanecem em trevas,
Vagueando em plena escuridão.
Por isso oro e a Deus clamo:
Pai permita que, por onde passar,
Posso eu anunciar a Tua verdade,
Proclamando Teu Evangelho,
E que o Teu Santo Espírito venha
Dos incautos os olhos iluminar! 

quarta-feira, agosto 26, 2015

DEUS E A BICICLETA

Jorge, um garoto meigo, educado e bom filho, ao completar seus sete anos ganha sua primeira bicicleta. A alegria lhe invade a alma e o coração. O sorriso surge em sua face. Entusiasmado, pensa logo em se divertir, contudo, para sua própria segurança é necessário o uso das “rodinhas”, que lhe dão equilíbrio e o impendem de cair.  Sentindo-se seguro e “homem” bastante resolve tirar logo as “rodinhas”, afinal já tem sete anos! Sob o olhar paterno, atento e amoroso, Jorge aventura-se a demonstrar sua habilidade. Porém, desequilibra-se, cai e sofre vários arranhões. Frustrado, envergonhado e com medo de não conseguir desanda a chorar. Em sua decepção se vê tomado pelos braços paternos, os quais dispensam carinho, cuidado e estímulo para aventurar-se novamente até alcançar seu objetivo. Em nossa infância é tão maravilhoso quando desfrutamos da segurança e conforto que nossos pais nos proporcionam!
Ao ler a declaração do salmista que afirma que “o SENHOR cuida das pessoas simples; quando já não tinha mais forças, Ele me salvou” (Salmo 116.6), pude perceber que, do mesmo modo que o pai do Jorge, Deus está sempre pronto para dispensar amor, graça e refúgio àqueles que se acham frustrados e decepcionados com os tombos que a vida nos proporciona. Na vida, muitas vezes, nos desequilibramos, caímos e sofremos muitos arranhões, principalmente quando nos pautamos em nossa autossuficiência. Pessoas simples são como crianças que evidenciam plena confiança e total dependência no pai e correm para se refugiar em seus braços. Quando nos despimos de nossa própria vaidade e abandonamos nosso orgulho e recorremos à graça e à misericórdia de Deus experimentamos um novo alento e podemos também dizer: “quando já não tinha forças, Deus me salvou”.

quinta-feira, julho 30, 2015

AQUIETAI-VOS, POIS EU SOU DEUS - SALMO 46


Quando há trevas em pleno meio dia,
E a dor e o choro roubam minha alegria,
Ouço meu Salvador dizer: Aquietai-vos, pois Eu Sou Deus!

Quando os montes se abalam no seio dos mares,
E ainda que a terra estremeça e me sobrevenham males,
Ouço meu Salvador dizer: Aquietai-vos, pois Eu Sou Deus!

Quando atormentado pelos meus medos,
E o vigor da vida se esvai pelos vãos dos dedos,
Ouço meu Salvador dizer: Aquietai-vos, pois Eu Sou Deus!

Deus é minha fortaleza e meu socorro,
Nele tenho paz e segurança; e sempre quando clamo,
Ouço meu Salvador dizer: Aquietai-vos, pois Eu Sou Deus!