quarta-feira, dezembro 31, 2014

REABERTO: SOB NOVA DIREÇÃO - REV. PAULO BRONZELI


“Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim”
Gálatas 2.20.
Sim, após o fechado para balanço, à luz da Palavra de Deus há dois caminhos, apenas dois: Aceitar o Senhorio de Cristo e viver sob a direção dEle, ou rejeitar o Senhorio de Cristo e viver tentando se equilibrar sob a direção de dois senhores. Qual a direção que o ‘fechado para balanço’ confirmou para a sua vida?
 REABERTO, SOB NOVA DIREÇÃO é uma forma de compreendermos que o velho homem morreu e que o novo homem nasceu. O apóstolo Paulo, em Romanos 5.12-21 contrasta o primeiro homem, Adão, e Cristo, o segundo Adão; através do primeiro homem entrou o pecado e a morte que passou para todos os homens e, no segundo homem, Cristo, ’veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida” 5.18b. Aos Efésios (e a nós também) o apóstolo ensina que Jesus Cristo fez, tanto do judeu quanto do gentio, um novo homem, fazendo a paz. (2.15) E, mais ainda, na condição de novo homem, temos acesso ao Pai em um Espirito, (18), pertencemos à famÍlia de Deus (19) e somos edificados sobre o fundamento que é Cristo Jesus (20). Aos Colossenses Paulo declara que a natureza terrena deve morrer:  ‘prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza que e idolatria(3.5) e que o despojamento deve acontecer (ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar) e que o revestimento do novo homem deve acontecer (3.10). A linguagem figurativa de alguém que tira as roupas velhas e veste roupas novas. Paulo insiste sobre o revestir-se. Romanos 13.14 ‘mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências’. Efésios 4.24 ‘e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade’ e Colossenses 3.12 ‘revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade’.
O balanço feito certamente produz resultados. Confirma a direção que se está seguindo. Propõe alteração de direção, novo rumo. “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”.  SOB NOVA DIREÇÃO implica em mudanças. A mente é transformada. Mente transformada, transforma o corpo. A vitrine é rearranjada. O corpo do cristão é templo do Espirito Santo. Romanos 12.1-2 ‘Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. A língua é transformada. Efésios 4.25-32. ‘Por isso, deixando a mentira, fale cada a um a verdade com o seu próximo...não sai da vossa boa nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação...’ (25,29).

O ‘fechado para balanço’ realinha a vida com Deus. “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua lama e de toda a tua força”; realinha a vida com o próximo. ‘Amarás o teu próximo...’.  A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; ..’Rm 13.8-10. Realinha a vida consigo mesmo. O modelo passa a ser Cristo. ‘Assim como eu vos amei...’ Tome firma a decisão de não viver mais por si mesmo, mas por Cristo que vive em você!

                                                                                   Rev. Paulo Bronzeli - Pastor da IP de Sapopemba

FECHADO PARA BALANÇO - REV. PAULO BRONZELI

“Sonda-me ó Deus e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno”.
Salmo 139.23-24.

 É uma expressão usada pelas empresas ou lojas no final do ano e tem a finalidade de avaliar tudo quanto foi feito durante o ano e quais as condições para iniciar o novo ano. Outras placas podemos observar em outros tempos tais como: ‘sob nova direção’, ‘estamos em reforma’ ‘volto logo’ ‘fechado para almoço’. Indicam atividades necessárias e importantes, porém o ‘fechado para balanço’ tem o propósito de avaliar cada um desses momentos e todos os outros ao longo do ano.
Na vida cristã também é necessário o tempo de ‘fechado para balanço’. O profeta Jeremias aconselha o assentar-se solitário  e ficar em silencio (Lamentações 3.28). Tempo de avaliar com profundidade, sinceridade, humildade e com propósito definido de aprender do Senhor, como afirmou o salmista ‘ensina-nos a contar os nossos dias para que alcancemos coração sábio” Salmo 90.12.
Todos os cristãos são chamados a edificar sobre  o fundamento que é Cristo Jesus. Leia 1 Corintios 3.10-17. A obra que cada um realizou será manifesta. Ela pode permanecer e pode se queimar. Para permanecer é preciso conjugar a qualidade do material usado (ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha) e o propósito da mente e do coração. Tal avaliação ‘balanço’ precisa ser feito com total lisura (não pode ser maquiado), isto é, nem o material e nem as intenções devem ser alterados. É um exame preciso e precioso  pois definirá as diretrizes que devem ser seguidas para a nova etapa da vida do cristão. Perguntas auxiliam a ser preciso e evitar erros ou falsas interpretações. A primeira fase é de avaliação. Após um tempo a sós com o Senhor e com as perguntas certas a segunda fase, de planejamento, poderá ser iniciada com base nos resultados da avaliação. Como foi meu relacionamento com Deus ao longo do ano? Deuteronômio 6.4-6. Quais são as implicações de ‘amar ao Senhor de todo coração, de toda a alma e de toda a força’? Deus ocupou, de fato, o primeiro lugar em minha vida ao longo do ano? Isso implica em avaliar como o tempo foi usado, a mente foi alimentada, o corpo foi tratado. Como foi meu relacionamento com o meu próximo ao longo do ano?  Lucas 5.43-48. Tal avaliação certamente alcançará meu relacionamento até com  aquele que é meu inimigo e as orações que faço em relação a eles. O modo como tratei minha família, tanto a de sangue quanto a da fé. Segui as orientações da Palavra do Senhor sobre esse relacionamento? Qual foi o meu procedimento com as funções e ou ofícios que me foram confiados, seja por eleição ou nomeação? 1 Cor. 3.10-17. Procurei inteirar-me quais as ações e ou tarefas inerentes ao cargo/ofício? Busquei ajuda? Quando entramos em uma loja sempre surge alguém com a pergunta ‘posso ajudar?’. Atendi todos os requisitos do ofício e função? Há algo que ainda não fiz e devo fazer? Examinando-me, preciso do auxilio do Senhor, para não ser nem complacente e nem intransigente. O Senhor faz a sondagem completa, precisa e fiel. Orienta com firmeza, segurança e amor. Nas cartas às igrejas da Ásia, Apocalipse 2 e 3 há lições preciosas para todos nós, destaco 3.18 ‘Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo...., vestiduras brancas...e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas’. Fechado para balanço!?

                                                                                    Rev. Paulo Bronzeli, pastor da IP de Sapopemba

domingo, dezembro 21, 2014

QUE DAREMOS A JESUS?

Em Mateus 2.11 lemos: “Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra”. Aqui está, pelo que se sabe, a origem de se dar presentes no Natal. Os magos levam a Jesus ouro, incenso e mirra. Com o desenvolvimento do capitalismo, que transforma tudo em bem de consumo, abusamos de comprar presentes. Para muitos o sentido do natal se esgota nisso: pacotes, cartões, surpresas e presentes, muitos presentes! O que eu vou dar para as crianças este ano? E para o meu pai, o que vai ser? E os sobrinhos todos? Você já deve ter experimentado a angústia que é escolher um presente para alguém. Contudo, é natal, Jesus nasceu! È tempo de festa, alegria e comemoração! É tempo de celebrar o aniversário do Salvador. Qual o presente que você dará a Jesus? Mas o que se pode dar a um Rei? Ele já tem tudo. Tornar-se difícil oferecer-Lhe algum presente. Creio que os magos podem nos dar uma boa dica. Primeiro: Dê ouro a Jesus, neste tempo que comemoramos a Sua visita ao nosso mundo. Ouro? Sim! Dê a Jesus aquilo que tem mais valor para você que qualquer outra coisa. Dê a Ele o seu maior tesouro. O seu melhor bem. Entregue-Lhe a sua vida! É isso mesmo! A sua VIDA. Assim como é. Tome todas as suas virtudes e ofereça-as a Jesus. Mas, ajunte também, todos os seus defeitos e leve-os ao Senhor. Vá a Ele com seus pecados. Com tudo o que você é, e diga-lhe: “Senhor, aqui está o meu tesouro: eu mesmo. É tudo o que eu posso ofertar-Te”. Ofereça sua vida a Jesus, hoje. Ela vale ouro.
A Palavra de Deus apresenta-nos o incenso como símbolo da oração. E aqui está um segundo presente que podemos ofertar a Jesus: uma vida de oração. Orar, como você sabe é conversar com o Senhor. Saiba que o Rei dos reis fica alegre quando você e eu conversamos com Ele! Que bênção é poder falar com Deus, uma vez que Ele poderia nem querer ouvir seres tão pequenos quanto nós! Uma pergunta: como vai sua vida de oração? Reclamamos da falta de diálogo que há entre pais e filhos, entre marido e mulher, entre amigos e entre os diversos segmentos da sociedade. Só que nos esquecemos de que nós mesmos temos falhado muito nessa área, em relação Àquele que muito nos amou. Balbuciamos algumas palavras na hora de dormir, antes de alguma refeição, ou quando passamos algum aperto. Que tal fazer diferente este ano? Reformulemos nossa vida de oração, abrindo verdadeiro diálogo com Jesus. A oração é a chave que Ele mesmo nos deu para abrirmos as portas mais emperradas que se nos apresentam. 
Se podemos entregar a Jesus ouro (nossa vida), e incenso (vida de oração), também podemos oferecer-Lhe mirra, que é um perfume e que simboliza o bom testemunho daquele que anda na presença do Senhor e O manifesta por aonde vai. A Palavra nos ensina que “nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo” e que, por meio de nós, Deus manifesta em todo o lugar a fragrância do seu conhecimento. Você já pensou em ser um vaso de perfume? Pois é isso que o Senhor quer que sejamos: vasos que manifestem o caráter de Jesus em tudo e em todo lugar. Sei de pessoas que foram interpeladas por estranhos, que lhes perguntaram: “Você é crente?”. E diante da resposta afirmativa, ouviram: “Só podia ser! Eu logo percebi!”. Que maravilha! Estavam manifestando, por sua maneira de ser, a pessoa de Jesus! Quer oferecer ao Senhor um presente que realmente irá agradá-Lo? Pois Lhe ofereça mirra: a disposição de manifestar o caráter de Jesus em todo o lugar, em todo o tempo!
É Natal, sim! Tempo de alegria, festas e folguedos. Mas tempo de presentear Aquele que nos deu o maior presente de todos: Jesus e a Vida Eterna!   



quarta-feira, dezembro 17, 2014

Rev. José M. da Conceição - O Primeiro Pastor Presbiteriano Brasileiro


Hoje, 17 de Dezembro, a Igreja Presbiteriana comemora o dia do pastor presbiteriano. Esta data foi escolhida por ser a ordenação do primeiro pastor presbiteriano brasileiro, o Rev. José M. da Conceição. Conceição nasceu em 1822 e em 1845 tornou-se padre, tendo estudado no seminário diocesano em Sorocaba. Pelas amizades que mantinha com estrangeiros protestantes e o gosto pela leitura da Bíblia recebeu a alcunha de “Padre Protestante”. Por causa desta fama, conforme o Rev. Alderi nos informa, “o bispo D. Manoel Joaquim Gonçalves de Andrade passou a transferi-lo com frequência de uma paróquia para outra: Piracicaba, Monte-Mór, Limeira outra vez, Taubaté, Ubatuba, Santa Bárbara e por fim Brotas, onde chegou em 1860”.
Em 1863 Conceição recebeu a visita do Rev. A. Blackford, com quem manteve uma boa amizade. Em 23/10/1864 cedeu às exortações do Evangelho e fez sua pública profissão de fé e batizou-se na Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. 
Um dia após a organização do primeiro Presbitério, o do Rio de Janeiro, composto pelas igrejas do Rio, São Paulo e Brotas, Conceição foi ordenado pastor presbiteriano em 17/12/1865, após cumprir as exigências para tal. Observamos alguns fatos importantes na vida deste servo de Cristo:
1. Foi um homem transformado pela Palavra de Deus. “Desde os dezoito anos travou contato com a Bíblia, descobrindo conflitos entre os seus ensinos e certas práticas e doutrinas católicas. Certa vez, ao repreender o seu professor de desenho, o francês Carlos Leão Baillot, por tê-lo VISTO andar na igreja com o boné na cabeça, ouviu dele palavras que nunca esqueceu: “Menino, aprende em tua Bíblia a distinguir a alegoria da religião. O fim da Bíblia é ensinar-nos a amar a Deus sobre tudo e depois amarmo-nos uns aos outros como bons irmãos, filhos de um só Pai que está no céu. Ouves, meu menino?” Relacionou-se com protestantes e sentiu-se atraído por eles, levado pelo bom testemunho de suas vidas religiosas. Em Ipanema, visitou a família inglesa Godwin e as casas dos alemães, impressionando-se com a maneira respeitosa como guardavam o domingo e com a prática da leitura da Bíblia e de livros religiosos” (Rev. Alderi). A Bíblia nos diz que a fé vem pelo ouvir a Palavra de Cristo.
2. Foi um homem usado pelas mãos de Deus. A mensagem de Deus àqueles que por Ele são transformados é: “Ide e pregai o Evangelho a toda criatura”. Conceição foi um homem cônscio desta responsabilidade e quase  o ouvimos falar como Paulo: “Ai de mim se não pregar o Evangelho” (1 Co 9.16). Dois meses depois da sua ordenação, Conceição desapareceu. Deixou um bilhete dizendo que não o esperassem. Mais tarde descobre-se o que houve, em seu relatório ao Presbitério ele diz: “Aos 28/02/1866 saí de São Paulo pregando o Evangelho. Tomei a estrada do sul para Sorocaba. Visitava as casas da estrada e pregava onde havia oportunidade” (SP, Cotia, Uma, Piedade, Sorocaba  e retorna por São Roque, Cotia e SP).

Aplicação:
·      Deus usa homens/mulheres que verdadeiramente foram transformados pela Palavra
·      Deus usa homens/mulheres que se dispõe a serem usados por Deus
·      Deus usa homens/mulheres que se comprometem com Seu Reino e Igreja.

quinta-feira, dezembro 11, 2014

POR QUE EU PRECISO DA IGREJA?

Esta é uma questão deveras importante. Vivemos em uma época em que muitos afirmam ser possível ser cristão autêntico sem a igreja, ou seja, não preciso de uma instituição para ser o que sou.  É preciso que se diga, antes de qualquer outra coisa, que tornar-se cristão é uma experiência individual e pessoal. Ser cristão trata-se de um relacionamento íntimo e pessoal com Deus. Não consiste em nascer num lar cristão ou fazer parte de uma família cristã. Mas, sim, de uma experiência pessoal com Cristo, a qual a Bíblia denomina de novo nascimento. Jesus mesmo declarou que “quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (João 3:5). Francis Schaeffer acertadamente nos diz que “não há nenhum meio de começar a vida cristã excet através da porta do nascimento espiritual, do mesmo modo como não há como alguém de começar a vida física exceto através da porta do nascimento físico”.
Embora o cristianismo seja uma experiência individual não é individualista. O nascimento espiritual nos introduz no corpo de Cristo e, assim, somos membros uns dos outros. Esta metáfora, que descreve a igreja de Cristo, é fundamental para compreendermos a importância da igreja local e a comunhão que deve existir entre os cristãos. Um dos grandes perigos que enfrentamos como cristãos é o da apostasia. Apostatar é não permanecer em Cristo e no Seu Evangelho até o fim. Paulo, o apóstolo, nos exorta: “Aquele que pensa estar em pé, cuidado para que não caia” (1 Coríntios 10:12). Na carta aos Hebreus lemos: “Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo;  pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado” (Hebreus 3.12,13). Comentando esta passagem Stuart Olyott afirma: “Todos nós que professamos seguir a Cristo temos de reconhecer que não estamos isentos de apostatar. O uso do apóstolo das palavras ‘qualquer’ e ‘nenhum’ ressalta justamente isso. Cada um de nós deve temer (Hebreus 4.1). Podemos crer que estamos a caminho do céu, mas é possível que não cheguemos lá”.   A marca de um verdadeiro cristão é a perseverança.  Jesus afirmou: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mateus 24.13). Por isso somos estimulados à comunhão, devemos exortar, encorajar “uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje,  para que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado”  (Hebreus 3.13). Paul David Tripp nos ensina que “discernimento pessoal é produto da comunidade”, pois “preciso de você para realmente me ver e me conhecer. Caso contrário, eu escutarei meus próprios argumentos, acreditarei em minhas próprias mentiras, e aceitarei meus próprios enganos. A percepção que tenho de mim mesmo é tão exata quanto aquele espelho que distorce em um parque de diversões. Se eu vou me enxergar de maneira clara preciso que você segure o espelho da Palavra de Deus à minha frente”. Portanto para eu perseverar na fé é essencial participar da comunhão daqueles que se acham em Cristo. Devemos nos aproximar uns dos outros e permitir que outros se aproximem de mim. Devemos nos estimular e encorajar mutuamente para seguirmos adiante em direção ao alvo que é Cristo. Lembre-se: precisamos uns dos outros. Salomão nos diz que “melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante” (Eclesiastes 4.9,10).



sexta-feira, outubro 24, 2014

A ALEGRIA DA NOSSA SALVAÇÃO - Lucas 15.1-7

As parábolas contadas por Jesus em Lucas 15 têm o mesmo pano de fundo histórico. Jesus era criticado pelos fariseus e pelos escribas por receber e comer com publicanos e pecadores e em resposta a estas críticas Jesus contou-lhes estas parábolas. Warren Wiersbe afirma que “Jesus usou essas parábolas para refutar as acusações de escribas e fariseus escandalizados com seu comportamento. Já era problemático Jesus receber de braços abertos esses marginalizados e ensiná-los, mas chegava ao cúmulo de comer com eles! Os líderes religiosos judeus não haviam entendido que o "Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido" (Lc 19:10). Mais do que isso, não conseguiam enxergar que eles próprios estavam entre os perdidos”. Devemos lembrar que no contexto do Oriente Médio há um profundo significado cultural da comunhão à mesa. J. Jeremias nos lembra que “convidar um homem para uma refeição é uma honra. É uma oferta de paz, confiança, fraternidade e perdão, em suma, compartilhar de uma mesa significa compartilhar da vida... Desta forma, as refeições de Jesus com os publicanos e pecadores... são expressões da missão e da mensagem de Jesus”. Nos evangelhos aprendemos que “os sãos não precisam de médico, e sim os doentes”; Jesus veio chamar pecadores e não os justos (Marcos 2.17). Uma das verdades bíblicas mais confortadoras é a Doutrina da Graça. Ela nos ensina que nenhum homem tem o poder de buscar a Deus; Deus tem que buscá-lo primeiro. Foi o próprio Jesus que disse: “Ninguém pode vir a Mim se o Pai que Me enviou não o trouxer” (João 6.44). O homem encontra-se morto em seus delitos e pecados, incapaz de crer na Palavra de Deus. Mas o Espírito Santo o vivifica, regenera, fazendo-o contemplar a graça que provém de Deus, através dos méritos de Cristo, pela justiça que Ele proveu na cruz. E assim o homem pecador pode ser declarado filho de Deus. Sem dúvida nenhuma esta é uma verdade que nos enche de alegria, onde o nosso coração arde de gratidão por esta dádiva divina. A parábola da ovelha perdida é usada por Jesus para nos ensinar esta verdade. Ela fala—nos do criador de ovinos que perdeu uma de suas ovelhas para ilustrar a graça de Deus que é dispensada ao homem pecador e que se afastou de Deus. É interessante Jesus comparar o homem a uma ovelha. Há duas possibilidades de uma ovelha se perder do rebanho. A primeira é que, devido a sua curta visão, ao afastar-se do rebanho, torna-se difícil o agregar novamente. A outra razão é por não se contentar com a pastagem onde o rebanho se encontra e sai a procura de outros pastos. Jesus quer salientar o quão fácil é ao homem afastar-se de Deus! Por qualquer descuido ou distração nos afastamos de Deus. Naturalmente temos a tendência de nos distanciar de Deus. Mas o Evangelho de Jesus é o Evangelho da graça! Nesta história vemos a graça de Deus, de forma clara e objetiva, manifestando o amor de Deus na busca do homem pecador. Jesus nos ensina nesta parábola sobre A ALEGRIA DA NOSSA SALVAÇÃO. Devemos nos alegrar porque a nossa salvação é fruto do amor gracioso de Deus, é evidenciada pelo arrependimento e, por último, tem como resultado a comunhão com Deus e seu povo.
1) A ALEGRIA DA NOSSA SALVAÇÃO É FRUTO DO AMOR GRACIOSO DEUS -   De uma maneira muito clara e objetiva Jesus destaca que o amor gracioso de Deus por homens pecadores. Sua parábola começa dizendo: “Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la?”.  O amor de Deus não é um sentimento estático e nem mesmo um sentimento abstrato. Jesus mesmo declarou: “O meu mandamento é este: que vos amei uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo 15.13). “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. O amor de Deus é dinâmico, porque Deus é quem procura e providencia a salvação para o homem perdido. Certo pastor acertadamente afirma que “o amor de Deus não é estático, mas dinâmico, no sentido de que Deus é quem procura e providencia a salvação para o homem perdido, considerando-o justificado mediante os méritos graciosos e suficientes de Jesus Cristo”.
2) A ALEGRIA DA NOSSA SALVAÇÃO É EVIDENCIADA PELO ARREPENDIMENTO. Na parábola da ovelha perdida observamos que a ovelha nada fez para ser achada, a não ser o fato de se perder. Simon Kistemaker  lembra-nos que “as ovelhas são animais gregários; vivem juntas em grupo. Quando uma ovelha se separa do rebanho, fica desnorteada. Deita no chão, imóvel, esperando pelo pastor”. Na parábola o pastor encontra a ovelha. E depois, na conclusão, Jesus nos fala sobre a alegria de um pecador que se arrepende.  F.F. Bruce obsersa que “na comparação entre a alegria do pastor e a alegria no céu por um pecador que se arrepende, precisamos observar que o destaque está na alegria, e não no arrependimento, pois a ovelha, evidentemente, não experimentou um arrependimento consciente. Nem a ovelha nem a moeda podem se arrepender; isso talvez sugira que o arrependimento do pecador seja uma dádiva de Deus, resultado de ter sido achado, e não a condição para ser achado”. Com isso podemos afirmar que o arrependimento não é uma condição prévia para se alcançar o favor de Deus. Para os fariseus o arrependimento era uma maneira de entrar no reino de Deus, mas o ensino de Jesus nos mostra que o arrependimento é uma resposta ao reino que chegou. Assim o arrependimento é uma obra pela qual o homem justificado se mostra justo. Arrependimento significa “passar por uma mudança de mente e sentimentos”, “fazer uma mudança de princípios e práticas”. Essa mudança profunda e radical ocorre quando, pela graça de Deus, compreendemos o amor gracioso de Deus por nós pecadores. O fato de termos recebido uma nova vida pelo favor de Deus, leva-nos a demonstrar gratidão a esse Deus que nos ama, adequando nossas vidas ao ensino, a ética e aos valores do Reino de Deus. Nossa salvação é evidenciada pelo arrependimento, por um viver santo que honre e glorifique o Deus que nos salvou.  
3) A ALEGRIA DA NOSSA SALVAÇÃO RESULTA EM COMUNHÃO COM DEUS E SEU POVODeus não só salva o homem pecador, mas também o restaura: “Achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo” (v. 5).   A ovelha precisa ser achada e depois precisa ser levada de volta ao aprisco, ao convívio das outras ovelhas. No versículo 6 lemos:  “E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida”. Aqui encontramos um convite  para participarmos da alegria com a conversão dos pecadores, uma alegria que se expressa comunitariamente. Certo pastor contemporânea declarou: “Jesus está nos ensinando aqui que a alegria, em primeira instância, deve ser expressa e compartilhada em comunidade, na igreja. Isso implica na recepção do homem pecador no seio da igreja e no cuidado que esta deve prestar a este homem... Os novos discípulos devem ser integrados na vida da igreja”.
Somos salvos e restaurados no Corpo de Cristo, a família de Deus. É na comunhão cristã que encontramos o ambiente propício para desenvolvermos a nossa salvação, crescermos em santidade, servindo a Cristo com os nossos dons.  

Warren Wiersbe declarou que “quando um pecador se entrega ao Salvador, sua alegria é quadruplicada. Apesar de a história não dizer coisa alguma a respeito de como a ovelha se sentiu, certamente o coração da pessoa encontrada enche-se de alegria. Tanto as Escrituras (At 3:8; 8:39) quanto nossa experiência pessoal comprovam a alegria da salvação”.

quarta-feira, outubro 22, 2014

ENQUANTO O SENHOR NÃO VEM - 1 Tessalonicenses 5.1-11



Vimos que a doutrina da 2ª vinda de Cristo estava trazendo alguns problemas à igreja de Tessalônica. Alguns estavam confusos, achando que os cristãos que morreram antes da 2ª vinda estavam perdidos. Outros achavam que a vinda era tão próxima que abandonaram o trabalho e viviam ociosos e dependentes de outros. Paulo os lembra que assim como Deus ressuscitou a Cristo também ressuscitará os cristãos que já morreram. Também os exorta a viver de modo digno e não como parasitas dando um mau testemunho. Pois bem, nos versículos iniciais do capítulo 5, o apóstolo fala acerca do cronograma da volta de Cristo. Deixa claro a eles que o dia da volta ninguém sabe, somente Deus o sabe (Mt 24.36). Ela será repentina, como um ladrão que invade uma casa. Assim, Paulo nos apresenta alguns conselhos para aqueles que estão Esperando o Senhor voltar. Quais seriam as atitudes corretas que os cristãos devem apresentar enquanto Jesus não vem? Esta é a questão aqui. 1. Enquanto o SENHOR não vem, vivamos como filhos da luz. “Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz” (Efésios 5.8). O cristão é alguém que foi trazido para a luz. É alguém totalmente diferente do que era sem a graça de Deus. “As trevas pertencem ao velho homem, e a luz, de fato, relaciona-se com o homem novo” (Agostinho). Jesus declara de Si mesmo como a Luz do mundo. “Eu sou a Luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário terá a luz da vida” (Jo. 8.12). Como cristãos, somos ordenados a viver neste mundo como uma luz intensa (Mateus 5.14-16). Viver como filho da luz é viver em santificação, consagração a Deus. E o método bíblico de santificação é o de compreender a verdade e depois aplicá-la. Daí a oração de Jesus: Santifica-os na Verdade; a Tua Palavra é a verdade”. O Rev. James Kennedy nos lembra que o pecado tem um "poder corruptor", o qual age em nós "contaminando nossa personalidade, mente e ações". "Santificação é o processo de retirar essa corrupção" e, "se amamos a Deus, deveríamos estar dispostos e ansiosos para obedecê-lo (...) santificação é um mandamento". A santidade é um processo contínuo e envolve luta, pois, como nos diz Packer, "a santidade é uma experiência de conflito". Paulo nos fala de uma tensão entre a carne e o Espírito: Porque a carne luta contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes se opõem um ao outro, para que não façais o que quereis (Gálatas 5.17). Assim devemos ser perseverantes no caminho da santidade. O autor aos Hebreus nos ensina a seguir a santidade (Hb 12.14). E isto envolve nos sujeitarmos ao Espírito de Cristo. A Bíblia nos ensina que o Espírito Santo opera por meios – os meios de graça, a saber: a Palavra, oração, comunhão, adoração e a ceia do Senhor. Nesse processo é mister o nosso envolvimento através da disciplina e o esforço. "A formação de hábitos é a maneira normal pela qual o Espírito Santo nos leva para a santificação". 2. Enquanto o SENHOR não vem, vivamos sempre alerta. O apóstolo lhes diz que não deveriam dormir, Ignorar aviso mas vigiar. Embora a vinda de Cristo seja repentina e possa pegar os incrédulos despreparados, isto não deverá acontecer com o cristão. Nós sabemos que Cristo virá e devemos estar prontos para encontrá-Lo a qualquer momento. Estar vigilantes é estar desenvolvendo uma intimidade com Deus, em comunhão com Ele por meio da oração. Certa vez ouvi que aqueles que não vivem intimamente com Deus hoje, porque deveriam acreditar que na eternidade desfrutariam? Visto que o céu é estar com Jesus, estar com Jesus é o céu. E podemos estar com Ele agora. Como cristãos, é nosso imenso privilégio comungar com Cristo diariamente, ouvir Sua voz na Bíblia, buscá-lO em oração, partilhar com Ele nossas ansiedades e preocupações, expressar-Lhe o nosso amor e a nossa adoração. Chegamos a Cristo com pedidos por nossas necessidades e pelas dos outros, e pelo progresso do Seu reino. Recebemos dEle direção, fortalecimento e consolo. Não seria isso prelibar o céu?(Rev. Edward Donnelly). 3. Enquanto o SENHOR não vem, vivamos com sobriedade. Aqueles aguardam a vinda de Cristo permanecem acordados e não se embriagam como as pessoas do mundo. Ser "sóbrio" significa ser moderado, temperado, em todas as coisas - no comer, no beber, no falar, no vestir, etc.. Deus, pela pena inspirada de Pedro, exorta-nos a que sejamos sóbrios em tudo, e isto acopla também a sobriedade espiritual, pois o diabo, nosso adversário, anda ao redor de nós, bramando e rugindo como leão, buscando a quem possa tragar. Muito facilmente, mesmo novas criaturas, podemos perder o controle e deixarmos de ser sóbrios. Cuidado, as consequências podem ser graves. Cuidado, porque nós somos débeis e fracos e o inimigo das nossas almas é forte, astuto e mau. "Nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, tendo sempre por capacete a esperança da salvação..." (I Tessalonicenses 5:8). Santidade, vigilância e sobriedade são os requisitos necessários para aqueles que aguardam a segunda vinda de Jesus!

segunda-feira, outubro 20, 2014

O CASAMENTO É UMA ALIANÇA - Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu (Cantares 6.3)

Cântico dos Cânticos é um livro da Bíblia inteiramente dedicado ao romance, ao amor e à intimidade entre o homem e sua mulher. É a celebração do amor como dádiva de Deus. Salomão compreendeu as alegrias e virtudes do amor conjugal e escreveu esta canção tão bela. Como disse certo pregador em nossos dias, “Cântico dos Cânticos é certamente uma canção de amor. Não é só a melhor canção de amor que Salomão compôs, mas, acima de tudo, a canção de amor inspirada por Deus e preservada na Escritura”. Neste livro Deus fala-nos sobre a arte de amar, ensina-nos sobre como deve ser o amor entre um homem e uma mulher. Portanto, bem-aventurados seremos se, atentamente, aprendermos deste livro. Permita-me, ainda que de forma sucinta, lembrar-lhes o enredo deste poema. Sulamita e seus irmãos trabalham para Salomão cuidando de suas vinhas (8:11-14). Disfarçado de pastor, o rei Salomão visita suas vinhas, vê a Sulamita e se apaixona por ela (1:1 - 2:7). Ela descreve o tempo que passam juntos como um rico banquete. Na primavera seguinte, ele a pede em casamento, e ela aceita. Contudo, o amado precisa ausentar-se algum tempo com a promessa de voltar. Na ausência do amado, a Sulamita sonha com ele (3:1-5). Então, ele volta e lhe revela que é o rei Salomão. Eles se casam e consumam a união na noite de núpcias (3:6 - 5:1). A declaração da Sulamita é feita em resposta ao questionamento das mulheres acerca da ausência do amado. As mulheres a indagam: PARA ONDE FOI O TEU AMADO? Ela afirma: EU SOU DO MEU AMADO, E O MEU AMADO É MEU. Assim ela nos “apresenta os padrões determinados por Deus para o casamento, ilustrando os privilégios maravilhosos e as responsabilidades sérias que o marido e a esposa têm para com Deus e um para com o outro”, conforme nos ensina Warren Wiersbe. Portanto, aprendemos aqui que O CASAMENTO É UMA ALIANÇA. O Rev. Van Groningen corretamente nos diz que “o casamento é uma aliança estabelecida por Deus, instituída por Deus, e vivida diante de Deus, para expressar simbolicamente a união de Deus e seu povo por meio de um amor real”. Assim devemos compreender o casamento como um relacionamento pactual estabelecido por Deus e seus votos são feitos a Deus. O Profeta Malaquias nos diz: “o SENHOR foi testemunha da aliança entre ti e a mulher da tua mocidade (...) sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança (...) Portanto, cuidai de vós mesmos, e ninguém seja infiel para com a mulher da sua mocidade”. O propósito do casamento não é fazer o homem feliz, mas, sim, glorificar a Deus e fazer com que a geração seguinte conheça a glória de Deus.  Portanto, o casamento é uma aliança que (1) requer dependência e unidade, pois exige uma entrega total de cada um para o outro; (2) requer fidelidade, pois fundamenta-se nas promessas mútuas; (3) requer a presença de Deus.
1) O CASAMENTO É UMA ALIANÇA QUE REQUER DEPENDÊNCIA E UNIDADE , POIS EXIGE UMA ENTREGA TOTAL DE CADA UM PARA O OUTRO. Na criação da mulher devemos notar a necessidade que o ser humano tem de companheirismo. O homem não foi feito para a solidão, mas para a comunhão, para a comunicação com o outro. “Deus fez a mulher e o homem de modo que a fusão de ambos resulte na verdadeira felicidade”. Eu sou do meu amado e o meu amado é meu. Num casamento nos pertencemos um ao outro. Há também a ideia de complementariedade. O que falta ao homem, a mulher supre, o que falta a mulher, o homem supre. A independência que tiveram até aqui é substituída por uma dependência em amor, amizade e respeito.   O eu, o meu, saem para dar lugar ao nosso. Não são mais dois, mas uma só carne.  No romance de Shakespeare, depois que o leitor sonha com o encontro, Romeu e Julieta morrem. Eu creio que não pode ser outra coisa que deva acontecer no altar senão isto. Ambos se tornam uma só carne. É Deus quem os juntou. E esta união deve ser a mais completa possível. Deve haver união de corpos, de propósitos, mas acima de tudo, uma união de alma. E esta união espiritual é a mais importante de todas, pois é a união da fé, da esperança e do amor que vem de Deus. O casal deve ter a mesma fé em Deus. Eu e minha casa serviremos ao Senhor e, assim, esta união se projetará para a eternidade e os frutos dessa união, os filhos, terão um ambiente harmonioso para crescerem.
2) O CASAMENTO É UMA ALIANÇA QUE REQUER FIDELIDADE, POIS FUNDAMENTA-SE NAS PROMESSAS MÚTUAS. Na declaração apaixonada da Sulamita fica claro o senso de dependência mútua, que é refletido em FIDELIDADE. “Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu”. Somente a fidelidade conjugal em todos os momentos da vida pode trazer segurança. É um muro protetor com cerca eletrificada e portões fechados com cadeados de segredo que somente o casal conhece. Deus estabeleceu a intimidade sexual, a qual deve ocorrer dentro do contexto do casamento. “Um lar cristão consagrado é a coisa mais parecida com o céu que se pode experimentar na Terra, e começa com um casamento cristão”. “O significado mais elevado e o propósito mais sublime do casamento é o de manifestar a relação pactual entre Cristo e Sua igreja. Viver esta verdade, e mostrar essa verdade, é o que significa, mais profundamente, ser casado. Essa é a razão mais elevada para o casamento existir. Há outras razões, mas essa é a principal” (John Piper). Deus fez o casamento indissolúvel. “O que Deus ajuntou não o separe o homem”. O casamento, diante de Deus e de todas as testemunhas na cerimônia, é um pacto, onde o marido e a mulher prometem compromisso e fidelidade. A aliança que carregam no dedo anelar é um sinal destas promessas.  A Palavra de Deus afirma que “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hebreus 13:4).
3) O CASAMENTO É UMA ALIANÇA QUE REQUER  A PRESENÇA DE DEUS.
Cada um dos aspectos que formam o casamento é importante, mas não é a base do mesmo. É importante a casa, o amor, a amizade, o dinheiro, mas a base mesmo é o SENHOR. Todo casamento deve ter suas amarras em Deus que uniu o homem e a mulher. Se assim não for o relacionamento não permanecerá. Bruno e Thalita, você precisam ver além das emoções, viver além das emoções. Vivam na certeza da graça e da presença de que Deus os uniu. A Bíblia nos relata que o primeiro milagre de Jesus ocorreu numa festa de casamento em Caná da Galileia. A presença de Jesus naquela festa foi a solução de um problema circunstancial, mas que foi resolvido porque Jesus estava ali. Assim, Bruno e Thalita, a base desse enlace é a presença de Jesus. A busca contínua da comunhão com Cristo e a obediência aos seus ensinos são indispensáveis para um matrimônio feliz. Sem Deus corremos o risco de construirmos um relacionamento de frustração, tristeza e dor. A chave de uma vida conjugal, familiar plena de alegria e felicidade está na presença de Jesus em nosso relacionamento.

Jamais devemos esquecer que o casamento é uma aliança que (1) requer dependência e unidade, pois exige uma entrega total de cada um para o outro; (2) requer fidelidade, pois se fundamenta nas promessas mútuas; (3) requer a presença de Deus. E assim vivamos esse amor intensa e maravilhosamente sob a bênção do SENHOR. 

quarta-feira, outubro 08, 2014

APRENDENDO COM O PROFETA ISAÍAS

Isaías nos informa que é um profeta e que a sua mensagem não foi inventada por ele, mas, sim, é a Palavra que o Senhor lhe falou (Isaías 1:1). Surge, então, a questão: O que o Senhor falou? Qual a mensagem proclamada da parte do Senhor? Creio que a mensagem é uma só em todo o livro. Apesar de ser um livro extenso com 66 capítulos há uma única mensagem permeando todo livro e o Rev. Martin Lloyd-Jones resumiu bem: “Isaías escreveu para explicar a causa dos problemas e o único caminho de saída”. Nos capítulos iniciais do livro de Isaías vemos que o povo de Deus achava-se em dificuldades por não ouvir a voz do Senhor, por ser indiferente à proclamação profética. A queixa de Deus é a de um pai que criou seus filhos com todo empenho e eles se rebelaram contra Ele. “Criei filhos e os fiz crescer, mas eles se revoltaram contra mim" (Isaías 1:2). Warren Wiersbe declara: “O mais revoltante é que esse povo rebelde também era religioso (Isaías 1:10-15). Os judeus adoravam no templo e ofereciam uma grande variedade de sacrifícios ao Senhor, mas seu coração estava longe de Deus e sua adoração era hipócrita. Os sacrifícios, por si sós, não eram suficientes para agradar ao Senhor, uma vez que, juntamente com a observação exterior, Deus requer obediência interior (1 Samuel 15:22), um coração contrito (SaImo 51:17) e uma vida piedosa (Miquéias 6:6-8). A adoração de Judá ao Senhor era iniquidade e não piedade, e Deus estava cansado dela! Em vez de levantar "mãos santas" em oração (1 Timóteo 2:8), as mãos do povo estavam manchadas de sangue por causa de seus muitos pecados (Isaías 59:3; Ezequiel 7:23)”. A consequência desta rebeldia é o cativeiro babilônico. Deus afirma que as coisas piorariam e eles seriam levados cativos. Deus levava a sério o pecado de seu povo. Se não se arrependessem nem aceitassem sua oferta de perdão (Isaías 1:18), então só restaria ao Senhor enviar seu juízo. No capítulo 6 encontramos um profeta que reconhece o pecado do povo de Deus e o juízo de Deus. Ainda nos informa que Uzias, o rei havia morrido. Ele foi um dos maiores líderes de Judá, mesmo que em seus últimos anos tivesse sido disciplinado por sua desobediência a Deus (2 Crônicas 26:16-21). A palavra que descreve o reinado de Uzias é prosperidade. No livro das Crônicas lemos a respeito de Uzias: “nos dias em que buscou ao SENHOR, Deus o fez prosperar” (2 Crônicas 26.5). Com a morte do rei, o pecado da nação e o iminente juízo de Deus, não há esperança e neste momento o profeta vai ao templo. Com isso nos ensina algo importante: Nos momentos difíceis e conturbados da nossa vida devemos nos voltar a Deus. Muitos, ao enfrentarem problemas, abandonam o culto, deixam de congregar. Isaías nos ensina que nestes momentos devemos ir ao culto, buscar a orientação do SENHOR para nossas vidas. É no ajuntar do povo de Deus que Ele fala conosco! A mensagem que o profeta recebe do SENHOR é que ELE REINA. Ainda que um grande rei tivesse deixado seu trono na terra, o maior dos Reis continuava assentado em seu trono celestial. Esta é a visão de Isaías. Ele viu um Deus que é Senhor, Soberano e Rei. Para o jovem Isaías, as perspectivas eram sombrias. Seu rei (Uzias) tão estimado havia falecido, sua nação estava em perigo e não lhe restava muito o que fazer sobre isso. As perspectivas podiam ser desanimadoras, mas o que via ao olhar para o alto era glorioso! Deus ainda estava assentado em seu trono reinando como Soberano do universo! "Toda a terra" estava "cheia da sua glória" (Isaías 6:3). Quando seu mundo começa a desmoronar é bom ver as coisas do ponto de vista de Deus. Isaías olhou para o alto, pois o nosso socorro vem do SENHOR (Salmo 122.1). Deus nos diz: “Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes” (Jeremias 33.3). Caro leitor  quero concluir nossa reflexão com as palavras de Isaías: “Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Isaías 55:6).



quinta-feira, outubro 02, 2014

CRISTÃOS MUTANTES

O rev. John MacArthur me chamou a atenção para um fato notório em nossos dias. O surgimento de outro “evangelho” que produz um “cristão mutante”. Ele declarou: “O poder do Evangelho está em sua verdade imutável; uma semente mutante só produzirá uma colheita mutante”. Lamentavelmente vivemos dias em que aqueles que se dizem cristãos não demonstram convicções e nem apresentam firmeza no que creem. São inconstantes e se curvam as tendências teológicas que prevalecem em nossa época, rejeitando os padrões absolutos da Palavra de Deus. Somos conclamados, pelas Escrituras, a permanecer fiéis à Verdade de Deus: “Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardais as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por palavra nossa” (2 Ts 2.15). A Bíblia é o livro de Deus. Ela é a Palavra de Deus.  Deus é o autor primário das Escrituras Sagradas. E o propósito de Deus se ter revelado através da Bíblia é de nos despertar à fé em Jesus Cristo e nos dar a salvação que há nEle! Calvino, o reformador do século XVI, afirma que a Escritura contém o guia perfeito de uma vida boa e feliz. Isto porque a verdadeira felicidade está na reconciliação do homem com Deus, o Criador. Uma vez que a Bíblia é o livro de Deus e tem um propósito tão especial, ela se reveste de tremenda importância para nossas vidas. Como cristãos somos exortados pelo apóstolo Paulo a chegarmos “à perfeita varonilidade”, isto é, sermos pessoas maduras, “pessoas que alcançaram à altura espiritual de Cristo” (Efésios 4.13,14). O objetivo desta exortação é “para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para o outro, e levados ao redor por toda sorte de doutrina”. Isto só é possível se edificarmos nossas vidas na imutável Palavra de Deus.  

quinta-feira, setembro 25, 2014

EVANGELIZAÇÃO:A SUPREMA TAREFA DA IGREJA

A igreja tem como propósito principal a glória de Deus. Ela foi estabelecida para o louvor da glória de Deus. A evangelização é um instrumento pelo qual cumprimos o nosso propósito. Devemos proclamar o Evangelho de Cristo, reunindo os que creem em igrejas locais, com o objetivo de edificá-los na fé. E em Mateus 28.16-20 Jesus deixa evidente que a missão da igreja é fazer discípulos, os ensinando a guardar todas as coisas que Ele tem ordenado. A igreja é a agência do Reino de Deus no mundo, povo de propriedade exclusiva de Deus para proclamar as virtudes do Deus Eterno, conforme o apóstolo Pedro mesmo destaca em 1 Pedro 2.9. Proclamar as virtudes do Deus eterno consiste em manifestar a Sua glória “para que ao Nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda  confesse que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus Pai” (Filipenses 2:10,11).  A grande comissão em Mateus 28:16-20 define a missão da igreja. Ela existe para proclamar o evangelho de Cristo a todas as nações. É importante ressaltar que evangelização é o meio pelo qual conduzimos pecadores à adoração do único e verdadeiro Deus. A igreja existe para promover a glória de Deus e a evangelização é um instrumento usado para conduzir pecadores á adoração. A evangelização é a suprema tarefa da igreja. A evangelização, primeiramente, é uma tarefa honrosa. Isto porque ao realiza-la entrega uma mensagem que recebeu do próprio Deus. Por isso Paulo declara: “De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus” (2 Coríntios 5:2). Em segundo lugar, a evangelização é uma tarefa urgente. A Bíblia é o livro da salvação, pois a mensagem central da Bíblia é o que o Deus da graça fez e está fazendo, por meio de Seu Filho e de Seu Espírito, para a salvação de pecadores. Por outro lado, a humanidade está morta em seus delitos e pecados e caminha “segundo o curso destemundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência(...) segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos” (Efésios 2.1-3)  e, por isso, encontra-se sob a ira de Deus. É pela pregação das boas novas de Deus em Cristo que o homem encontra a salvação da ira de Deus. Devemos pregar urgentemente, pois muitos não sabem acerca desta tão grande salvação. Por último, a evangelização é uma tarefa abrangente. Devemos anunciar todo o desígnio de Deus (Atos 20:27) a todas as pessoas. A evangelização consiste não só em anunciar a salvação mas em ensinar.   A ênfase de Cristo na grande comissão vai muito mais além do que evangelizar implica em discipular. A missão da igreja não é simplesmente conseguir conversões, mas completar o processo da vida cristã fazendo discípulos.  A vocação da igreja é promover a glória de Deus através da proclamação do Evangelho de Cristo e discipular os que creem, com o objetivo de edificá-los na fé. Em Mateus 28.16-20 Jesus deixa evidente que a missão da igreja é fazer discípulos, os ensinando a guardar todas as coisas que Ele tem ordenado.
A evangelização é a suprema tarefa da igreja e a vocação de todos os cristãos; todos são chamados a testemunhar. J.I. Packer, em sua obra intitulada: Evangelização e a Soberania de Deus, afirma que “a comissão de pregar o Evangelho e fazer discípulos jamais foi limitada aos apóstolos. Nem está atualmente confinada aos ministros da Igreja. Trata-se de uma comissão que repousa sobre toda a Igreja coletivamente e, portanto, sobre cada cristão individualmente”. Portanto, o triunfo da Igreja hoje está no ministério da evangelização. Que possamos nos envolver nesta tarefa honrosa, urgente e abrangente.                                                                                             

O CRISTÃO E A CULTURA

A Palavra de Deus é clara ao declarar que cristão é aquele que, por meio do lavar regenerador do Espírito Santo, tornou-se uma nova criação. Através deste novo nascimento passamos a ser cidadãos do reino de Deus, onde os valores deste reino devem reger nossa conduta e ética na sociedade em que estamos inseridos. Jesus, no Sermão do Monte, declarou aos seus discípulos: Vós sois sal da terra.  A comparação do cristão ao sal destaca uma verdade imprescindível.  Do mesmo modo que o sal é essencialmente diferente do material ao qual é aplicado, o cristão é essencialmente diferente do não cristão. O valor do sal consiste justamente nesta diferença.  Jamais devemos esquecer que o pecado afetou toda a ordem criada e não há cultura que não tenha sido maculada pelo pecado. Desta forma, através da ética do reino dos céus, o cristão deve oferecer uma contracultura cristã.  Nesse sentido, o papel do cristão na sociedade consiste em impedir  que a corrupção da sociedade se alastre, levando cativo todo pensamento a Cristo. Há dois aspectos envolvidos neste processo. O primeiro é negativo, o qual implica em impedir a proliferação do pecado na sociedade. A presença do cristão deve inibir a manifestação do pecado. Somos também chamados de "luz do mundo" e a luz inibe as trevas, revelando suas obras infrutíferas.  O segundo é positivo, por meio da proclamação da palavra de Cristo, ganhar novos cidadãos para o Reino de Deus.  Dois extremos nos são necessários evitar: a alienação e o secularismo. A alienação se manifestou de forma intensa na Era das Trevas, no período da Idade Média, com o surgimento dos monastérios. A ideia é de que só é possível viver de forma autentica o cristianismo se nos isolarmos da cultura. Esse não é o ensino bíblico. Nossa ética fundamenta-se na Verdade de Deus, revelada em Sua Palavra. Bastaria-nos o ensino na oração sacerdotal de Jesus, O qual disse: Não peço que os tire do mundo, mas que os livre do mal.  Por outro lado, o secularismo consiste em adequar o Reino de Deus nos valores e conceitos deste mundo; e ganha forte expressão em nossos dias com a chamada Teologia da Prosperidade. Paulo, o apóstolo, lembra-nos que não devemos  nos amoldar aos valores deste século, antes, transformar-nos por meio renovação a nossa mente (Romanos 12,1,2). No Breve Catecismo aprendemos que o fim principal do homem é glorificar a Deus. Nós existimos para a glória de Deus. Um dos instrumentos mais efetivo no cumprimento deste papel na sociedade é a evangelização e o discipulado. Evangelizar consiste em proclamar as boas novas de salvação, a fim de que o pecador tenha uma nova vida em Cristo. A fé vem pela proclamação da Palavra de Cristo. Discipulado consiste em instruir o novo convertido nos valores do Reino de Deus,  a  fim de que ele tenha a mente de Cristo e busque as coisas que são lá do alto. Evangelização e discipulado caminham juntos neste processo de salvação, que redime não só o homem mas também a cultura ao inserir cidadãos cujos valores éticos são os valores do reino de Deus. O cristão tem dupla cidadania, somos cidadãos deste mundo e, ao mesmo tempo, cidadãos dos céus. Não podemos viver indiferentes e nem nos acomodarmos à cultura em que estamos inseridos, pelo contrário, contribuímos com nossa sociedade apresentando uma nova ética e nova cultura norteada  pela vontade de Deus, revelada em Sua Palavra. Paulo, o apóstolo, nos lembra que no Senhor nosso trabalho não é vão. Jesus declara que devemos ter bom ânimo ainda que enfrentemos aflições neste mundo, pois Ele O venceu. Deus está nos usando na construção de uma nova sociedade, livre do poder e da influência do pecado. Como cristãos devemos brilhar intensamente neste mundo, refletindo uma ética e cultura fundamentada nos valores divinos, a fim de que os homens glorifiquem a Deus.

terça-feira, setembro 16, 2014

SANTIFICAÇÃO HOJE - Nair Bronzeli

Santificai-vos hoje
Porque é uma ordem do SENHOR
Santificai-vos para as bênçãos receber
Santificai-vos porque é a vontade de Deus

Santificar-me porque fui eleito antes
Da fundação do mundo
Nós somos predestinados para a santificação
A santificação nos conduz ao testemunho

E a nossa finalidade é
Ganharmos almas para Cristo
Santificação é o domínio próprio
É Deus quem nos santifica

Escrito por Nair Bronzeli  em 2000, por ocasião do concurso de poesias da Federação de Safs do Presbitério Paulistano (PLIS), a qual alcançou o 2º lugar.


terça-feira, setembro 09, 2014

SANTIFICAÇÃO POR NAIR BRONZELI

Atende oh SENHOR a minha oração
Que cada dia eu possa me santificar
Para as Tuas bênçãos receber
Na tristeza e no gozo sempre Te obedecer

Que eu possa ser calmo e paciente
Mostrar amor e ser submisso
Às Tuas Leis oh SENHOR
Ser santo sempre em meu viver

Santifica-me SENHOR JESUS
Para cada dia Teu livro estudar
E as bênçãos de Deus receber
Sempre firme cheio de fervor

Santifica-me SENHOR JESUS
Para que eu possa andar na luz
Almas perdidas buscar
Para o SENHOR JESUS as salvar.

Escrito por Nair Bronzeli (minha mãe) em 1999, por ocasião do concurso de poesias da Federação de Safs do Presbitério Paulistano (PLIS), a qual alcançou o 5º lugar.


ENCORAJANDO POR AMOR À CRISTO

Em Atos 19 encontramos Paulo em Éfeso. Ali permaneceu estrategicamente por um tempo a fim de levar o Evangelho de Cristo por toda a Ásia. Mas o apóstolo enfrentou uma grande oposição. Demétrius, que era ourives e que proporcionava bons negócios aos artífices com miniaturas do templo de Artémis, tendo-os reunidos, colocou a cidade em polvorosa, trazendo grande confusão! Com isso Paulo partiu de Éfeso. Mas antes de sair, reuniu os discípulos e os encorajou (Atos 20.1). Foi à Macedônia e ali seu ministério consistiu em encorajar os discípulos (Atos 20.2). Paulo nos ensina que seu ministério consistiu não só em proclamar o Evangelho de Cristo, plantando novas igrejas, mas também, em cuidar e assistir os que iam sendo salvos, fortalecendo-os na fé. Isto ele fazia motivado pelo seu amor à Cristo.
Se há uma necessidade na igreja hoje, é a necessidade de encorajar uns aos outros. Sei que, na luta contra o pecado nós ainda não tivemos de combater até à morte (Hebreus 12.4). Contudo, há diversas circunstâncias que podem nos desmotivar: Pessoas que afirmam ser cristãs, mas não demonstram temor a Deus e nem mesmo evidenciam a piedade; os dardos inflamados do maligno lançados em nossas vidas, pois o nosso inimigo está a rodear-nos, tentando nos tragar; enfermidades, lutas e perseguições por causa do amor a Cristo, etc.  O antídoto para o desânimo é o encorajamento. Encorajamento é “dar coragem”, “estimular”, “incentivar”.  A Bíblia nos exorta:Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras” (Hebreus 10.24). Este é ministério que todo verdadeiro cristão deve exercer. Aliás Salomão nos ensina que  “as palavras do sábio podem curar” (Provérbios 12.18). Necessitamos de irmãos e irmãos que sejam sábios, usando palavras para estimular, incentivar, a fim de a igreja permaneça inabalável mesmo diante das ameaças. “Exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado” (Hebreus 3.13). Que o SENHOR nos use como bênção na vida uns dos outros, encorajando-nos uns aos outros na realização da obra de Deus, para que a igreja se  fortaleça e o nome de Cristo seja exaltado! 

sexta-feira, agosto 01, 2014

PARA QUEM SAI ANDANDO E CHORANDO - Rev. Ronaldo Lidório

Lendo a parábola do semeador e o Salmo 126 lembrei-me de muitos amigos e vários missionários. Veio forte a cena dos semeadores de hoje. Aqueles que falam de Jesus, visitam de casa em casa, servem o caído, cuidam do enfermo e enfrentam seus medos. Alguns andam a vida toda, aprendem línguas diferentes, estudam culturas distantes, escrevem projetos, sempre mais um lugar a chegar. Outros trabalham perto, lutam nas selvas de pedra. Seu povo não alcançado encontra-se em condomínios fechados, no frenesi das ruas, hospitais lotados, escolas e cárceres. Falam de Jesus e saem de casa orando por oportunidades diárias - e não as perdem. O Salmo 126 nos fala sobre a relação entre a caminhada e o choro. Quem sai andando e chorando enquanto semeia voltará para casa com alegria trazendo seus feixes, o fruto do trabalho. Para cumprirmos o ministério que Jesus nos confiou é necessário andar e chorar. E é certo que muitos fazem ambas as coisas. Tantas idas e vindas, caminhos incertos, a impressão de que há sempre mais um passo a dar, uma pessoa a evangelizar. E as lágrimas, que descem abundantes com a saudade que bate, a enfermidade que chega, o abraço que não chega, o fruto que não é visível, o coração que já amanhece apertado, o caminho que é longo demais. Creio que temos andado e chorado. Mas voltaremos um dia, trazendo os frutos, apresentando ao Cordeiro e dando glória a Deus! Poderá ser amanhã, ou em algum momento ainda distante. Mas ainda não é hora de voltar.  É  hora de seguir, andando e chorando, com  alegria no coração e  sabendo  que  não trocaríamos esta viagem por nenhuma outra na vida. O grande consolo e motivação é que não andamos sós. Ele está conosco. E maior é Aquele que está em nós. Portanto não desistimos, olhando sempre para o horizonte a nossa frente e trazendo à memória o que pode nos dar esperança. Guarde seu coração enquanto anda e chora. Não perca a alegria de viver e caminhar, nem a mansidão, nem a oração, ou o humor, ou o amor. Não deixe de semear mesmo quando está difícil. Lance a semente em todas as terras. Uma semente há de germinar e talvez a mais improvável. A que menos promete. Não dê ouvidos àquele que diz que não vai acontecer porque a terra é árida, você é incapaz, o sol é forte e o vento está chegando. Lance a semente. Abrace o que também anda e chora que está ao seu lado. Ele talvez se sinta só e pense que é o único que chora enquanto caminha.  Andar e chorar é cumprir a missão. É também um grande privilégio. Um dia você voltará... mas talvez não seja hoje. Se você pensou em desistir da sua caminhada, e o coração, abatido, não encontra mais prazer em semear, olhe para o Alto e faça um compromisso com seu Deus: mesmo chorando, andarei um pouco mais! Sim, haverá o dia de voltar... mas ainda não chegou. Na força do Senhor continue a caminhar... e chorar... e semear... e sorrir, porque estamos aqui, no caminho do Pai. Não há lugar melhor.

quinta-feira, julho 31, 2014

O SEGREDO DE UMA VIDA FELIZ - SALMO 1


O salmo 01 ensina-nos que “aquilo que molda o pensamento do homem molda a sua vida”, como afirmou Derek Kidner[1]. Por isso o homem que teme a Deus é aquele que tem prazer na lei do Senhor e na sua lei medita de dia e de noite. Este texto é um eco deliberado da exortação dirigida a Josué, onde o segredo de uma vida bem sucedida está no pensar seriamente a respeito da vontade de Deus. “Não deixe de falar as palavras deste Livro da Lei e de meditar nelas de dia e de noite, para que você cumpra fielmente tudo o que nele está escrito. Só então os seus caminhos prosperarão e você será bem-sucedido”[2].
Há que se destacar que não só devemos meditar, refletir acerca da vontade de Deus para a nossa vida, é preciso também aplicá-la em nosso viver. Daí a exortação bíblica: “Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando-se a si mesmos. Aquele que ouve a palavra, mas não a põe em prática, é semelhante a um homem que olha a sua face num espelho e, depois de olhar para si mesmo, sai e logo esquece a sua aparência.  Mas o homem que observa atentamente a lei perfeita, que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei, não esquecendo o que ouviu mas praticando-o, será feliz naquilo que fizer”[3].
Se você quer ser alguém verdadeiramente feliz, medite e reflita na Palavra de Deus e aplique seus princípios em seu viver, seja um homem prudente!



[1]Salmos – Introdução e Comentário, Ed. Mundo Cristão e Vida   Nova, p.63
[2]Josué 1.8.
[3]Tiago 1.22-25.

sexta-feira, julho 18, 2014

MARCAS DE UM CORAÇÃO NÃO PERDOADO (Lucas 7.36-50) - Rev. Cleomines Anacleto

Um dos maiores pecados que alguém possa cometer é o de não se achar pecador ou o maior pecador é o que se acha sem pecado. Não sem muita insistência Jesus é convidado para um jantar na casa de Simão. Há no Novo Testamento 11 pessoas com o nome de Simão. Esse era um nome comum na Palestina. E na casa deste Simão, Jesus foi ungido por uma, na avaliação do hospedeiro, pecadora. Segundo o Novo Testamento, em pelo menos 4 ocasiões Jesus foi ungido. E coincidentemente em duas delas nas casas de dois Simões. Três vezes nas unções Jesus foi criticado. Na casa de Lázaro, irmão de Maria, por Judas; na casa de Simão, o leproso, pelos discípulos; e nesta casa pelo anfitrião. Em cada lugar uma mulher tomou a iniciativa deste gesto nobre e devotado. Estas unções não eram sacramentais, mas demonstração de amizade e carinho. Nesta história a mulher roubou a cena de modo muito constrangedor. Era tida por uma pessoa extremamente ‘non grata’, inconveniente. Simão não a esperava na festa, ele nunca imaginaria que seu jantar fosse obscurecido por uma presença tão desconsiderável. Ele deveria ser um colecionador de celebridades! Mas, se a presença dela já era inconveniente, piores eram seus gestos. A mulher se aproximara do Rabi. E isto nenhuma mulher poderia fazer. A lei proibia terminantemente que um Mestre fosse tocado por mulher em lugares públicos. Contudo, se era escandaloso, ainda para piorar, ela soltou seus cabelos. Os fariseus da época de Jesus achavam verdadeiro absurdo uma mulher soltar seus cabelos em ambientes abertos. Conduta altamente condenável. Piorando ainda mais, ela tira um recipiente de perfume e vai oferecer a uma pessoa notável. Segundo a lei dos fariseus isto era inconcebível, pois de uma pessoa indigna nada se devia receber - e acrescenta-se a esta terrível lista de desacertos o fato ruim de que esta mulher tinha péssima fama. O fariseu se dizia amigo de Jesus, admirador do Mestre, contudo agora o Mestre se coloca numa posição em que o fariseu o julga. Ele pensa consigo mesmo – se este fosse de fato profeta, não permitiria esta indigna agir assim com ele. A Bíblia diz contudo, que Jesus conhece os nossos pensamentos, e a palavra nem saiu ainda em nossa boca e o Senhor a conhece toda. Natanael ficou maravilhado por que Jesus lhe revelou que o havia visto orar num local onde ninguém o estivesse vendo. A mulher samaritana ficou maravilhada por que Jesus contou a história de sua vida, sem ao menos tê-la encontrado antes. Zaqueu, diríamos, quase caiu da arvore quando ouviu Jesus pronunciar seu nome. Jesus sabe todas as coisas. Então com maestria admirável Jesus abre os olhos de Simão com uma pequena e preciosa parábola. A parábola dos dois devedores. Nela o Senhor mostra quão terrível e o coração do homem, quão cego é o pecador que se acha bom - quão abominável é o que vive julgando o seu irmão ou seu próximo. Quão insensível, duro, ruim e um coração que ainda não foi amaciado pela gloriosa graça do perdão. Uma pessoa dura, sem misericórdia, não perdoada, é uma pessoa perdida, sem Deus, sem graça, sem alegria verdadeira. Este texto fala das marcas de uma pessoa não perdoada. A primeira marca de uma pessoa não perdoada é a presença constante e contínua de um espírito azedo, crítico e julgador. Jesus nos ordenou o bom senso, a capacidade crítica, contudo quando agimos de modo preconceituoso e injusto, sem amor, corremos o risco deste fariseu: julgar de modo indevido e condenável. Uma pessoa não perdoada vê o mundo com os óculos da culpa. Todo mundo para ela é mau, não presta, só tem defeito. Em todos só existem falhas. Tudo está errado e deve ser condenado. Quando alguém está continuamente julgando seu próximo, diminuindo-o, procurando nele alguma falha ou defeito, ai está geralmente uma pessoa que não viu a maravilhosa graça de Jesus. Uma pessoa assim é preconceituosa, não ri nem chora. Como disse Jesus acerca de sua geração, que quando se tocava flauta ninguém dançava e quando se lamentava ninguém chorava. Se em seu coração você se acha em constante guerra com seu próximo, se há nele uma sede de encontrar defeitos mil, vê se algum dia você recebeu mesmo do Calvário a graça daquele que perdoou e que oferece aos que não merecem o seu favor inefável: o perdão. Na parábola de Jesus há dois devedores e assim se conclui que todos estamos em débito com a divindade e nossa dívida insolvente: nossa dívida frequentemente é muito grande e não temos como liquidá-la! Mas o Credor Compassivo, Bom perdoa gratuitamente, entregando-se pelo valor que paga a graça que oferece e nos recebe em amor somente! Mas uma segunda marca de uma pessoa não perdoada é que lhe falta misericórdia.Se o não perdoado vive julgando, o que vive assim revela ainda falta de misericórdia. Em outras palavras, julgar seria o pecado de comissão daquele que não foi perdoado; e não perdoar o seu pecado de omissão. Omite o perdão o que não foi perdoado. E nisto mostra falta de misericórdia. Perdoar é uma operação da conta corrente: só sai do caixa o que ali entrou. É como na contabilidade onde tudo o que entra no caixa é tido como débito e tudo que sai como crédito! Assim é também com o perdão – quanto mais perdão se recebe mais débito temos para pagar com o perdão que recebemos. Jesus sempre comparou o perdão com o ato de perdoar a credores e devedores. Até mesmo na oração modelo ele pode dizer: perdoa as nossas dívidas assim como nós temos perdoado os que nos devem. Se no seu coração existem mágoas, rancores, ou vontade de vingança – faça uma introspecção, isto é sintoma de caixa corrente espiritual vazia, sem débito! A caixa cheia esbanjará perdão. Quem foi perdoado perdoará. Deste modo, agiu o fariseu com a mulher pecadora. No seu coração duro e insensível não se achava lugar para ela. Estava sua alma seca. A chuva abundante da graça perdoadora não tinha molhado aquele coração desértico e petrificado. Não teve para com Jesus nenhum carinho, e não se movia o coração senão na medida das obrigações. Porque onde falta o perdão não se vê misericórdia.Mas, uma terceira marca de uma pessoa não perdoada é a ausência de gratidão.Na parábola onde Jesus retrata seus convivas deste jantar na casa de Simão, Jesus comparou a mulher ao devedor de 500 denários. Recebeu perdão de uma quantia astronômica, e como tanto que recebeu, seu amor se multiplicou. Pode se ver na Igreja o quanto alguém foi perdoado pelo tanto que se oferece ao Senhor! Não é para se admirar que entre nós, mais se faz pela obrigação que pela gratidão. Na obrigação se faz pela lei, com medidas e pagamentos. Na gratidão se faz pelo amor, sem reservas e sem medidas. Quem muito foi perdoado não terá medida no que oferece a Jesus. Para o coração ingrato pesa uma tonelada um pequeno esforço, para um coração perdoado e agradecido, nem toda vida oferecida teria qualquer valor! Quando falta gratidão no viver é necessário fazer uma introspectiva: é possível que a alma não contemplou toda graça do Calvário, não contemplou o imenso amor de Deus. Agradecer o que? Pouco perdão, pouco amor, nenhum gozo na alma, nenhuma festa na vida. O fariseu não fez nem a obrigação de um cordial anfitrião. Beijo não deu em Jesus quando chegou. Seus pés água não viram. Unção de sua cabeça nem cogitou. Contudo a quem muito perdão recebera, embora pecadora, fez dos atos uma canção, fez do silêncio uma orquestra. Dos olhos impuros pela cobiça saem um caudal de lágrimas purificadas no arrependimento sincero; dos cabelos ornados para sedução, na gratidão se fazem toalhas de um nobre serviço; dos lábios de beijos lascivos , desatam ósculos de um amor santo; do unguento usado para exercer cheiro de morte, exala o perfume de incenso para o céu! Que glória é a gratidão de um coração perdoado. Nas marcas de um coração não perdoado se constata:Constante julgamento, ausência de misericórdia, falta de gratidão. Voce já foi perdoado? Já venceu a terrível inclinação natural de viver julgando os outros? Tem misericórdia dos que erram oferecendo-lhes o perdão? Tem uma vida de consagração e serviço agradecida? Como voce pode ser perdoado? Jesus disse na parábola que o Criador perdoou por sua compaixão e fez isto gratuitamente. Deus nos perdoou em Cristo: “Perdoai-vos uns aos outros como Deus em Cristo vos perdoou”. Recebemos o perdão pela fé. O anuncio das boas novas é ouvido e crido e por graça se recebe o crédito que no nosso coração vira débito para que dele saiam em conta imensa a graça do perdão que oi recebido. Jesus disse a pecadora: “vai a tua fé te salvou”. A fé foi o instrumento que ela teve para receber o maravilhoso credito que Jesus lhe oferecia. É pela fé que somos perdoados e pela fé que também perdoamos. Perdoar não é algo ligado apenas aos nossos sentimentos. Não é um esquecer da ofensa que foi recebida mas um ardente desejo de fazer o bem a quem mal nos perpetrou, tal como o céu se faz à terra.Quando isto acontece temos paz com Deus e com o próximo – lá se vai o julgamento! Se a misericórdia nos alcançou é com misericórdia que tratamos nossos ofensores. Tiago 2.13: Porque o juízo é sem misericórdia para com aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o juízo. Se o perdão foi recebido, a gratidão nasce florescente e tudo fazemos por Jesus e seu reino!
Rev. Cleomins Anacleto - Pastor da IP Metropolitana de Belo Horizonte