sexta-feira, outubro 25, 2013
quinta-feira, setembro 26, 2013
VIDA EM COMUNIDADE - 1 Tessalonicenses 5.12-28
Chegamos
na última mensagem da 1ª carta aos tessalonicenses. Paulo nos dá lições
preciosas para a vida cristã nesta epístola. A apresenta-nos as marcas de uma
igreja modelo e de um ministério ideal.
Demonstra provas que indicam a genuinidade da nossa fé, exorta-nos uma
vida de plenitude e atitudes que o cristão deve ter enquanto aguarda a volta de
Cristo. Nesta perícope final o apóstolo trata da vida em comunidade. A Igreja é
descrita por Paulo como uma família, a família de Deus. Irmãos que nasceram do alto, de cima e agora vivem juntos, tendo o
mesmo Pai e o mesmo Espírito. Aos irmãos de Éfeso Paulo declara que deveriam se
esforçar diligentemente para preservar a unidade do Espírito no vínculo da
paz. Somos membros uns dos outros, fazemos parte da mesma família e devemos
nos empenhar para manter um relacionamento saudável entre nós, que produza a
glória de Deus e o crescimento do corpo de Cristo. O Rev. Arival nos diz que
Tessalônica “era uma igreja que progredia espiritualmente em todos os sentidos.
E o segredo para a manutenção daquele progresso era investir nos
relacionamentos”. Assim sobre a vida em comunidade Paulo nos diz coisas muito importantes. E aqui me valho das
divisões que W. Wiersbe sugere: Sejam respeitosos com seus líderes; sejam
cuidadosos uns com os outros e sejam agradecidos.
1. Sejam respeitosos
com seus líderes. É interessante observar os líderes que são dignos de
respeito são os que trabalham entre vós, presidem no Senhor e vos aconselham. “Precisamos
urgentemente de líderes que amem e trabalhem em benefício do rebanho. Pastores
de almas, vocacionados, que encaram o ministério como um sacerdócio sagrado. Os
pastores e líderes devem olhar para as ovelhas de Jesus, como os vasos sagrados
do Senhor, que precisam ser cuidados”.
Por outro lado, as ovelhas devem respeitar, honrar seus líderes. E a
melhor maneira de honra aqueles que nos presidem é submetendo-se à autoridade
espiritual que lhes foi dada por Deus e por causa do trabalho que realizam.
Paulo ainda acrescenta: Tende paz entre vós. Como cristãos devemos nos
empenhar por eliminar conflitos que há entre nós. Lembre-se que a paz é fruto
do Espírito e quando há paz entre os irmãos, Deus ordena a Sua bênção. 2.
Sejam cuidadosos uns com os outros. Há uma necessidade de haver na
igreja uma parceria, com a liderança e com cada um fazendo a sua parte. O
apóstolo Pedro
nos diz: 1 Pe 4.7-11. Aqui o apóstolo
afirma que cada crente tem de administrar o seu dom espiritual para o bem dos
outros e para a glória de Deus. Há
cristãos que precisam de ajuda especial. São eles: os indisciplinados, os
desanimados e os fracos na conduta moral
e/ou na conduta espiritual. É interessante notar que a responsabilidade de
admoestar, consolar e amparar é de toda a igreja. Hb 10.24, 25. Isto
exige de cada um a produção do fruto do Espírito, pois nos é necessário
longanimidade e muita paciência uns com os outros. Olhe o que Paulo nos diz: v.
15. Somos chamados para ser bênção na vida uns dos outros e nosso papel não
é nos vingarmos quando somos feridos. A vingança pertence a Deus. 3.
Sejam zelosos com a vida espiritual. É necessário não negligenciar a nossa vida com
Deus. As vezes nos envolvemos com um ativismo na igreja a ponto de nos
esquecermos da vida espiritual. Jamais nos esqueçamos que a nossa prioridade é
a nossa vida de comunhão com Deus. A intimidade do Senhor é para os que O temem
e O buscam! Paulo apresenta-nos atitudes que devemos ter em nosso
relacionamento com Deus: Alegrai-vos sempre; Orai sem cessar; Sede gratos por
todas as coisas; Não desprezeis as profecias; Não apagueis o Espírito; Evitai
tudo o que é mau. A vida na igreja deve ser marcada pelo respeito aos líderes,
pelo cuidado fraternal e, acima de tudo, pelo zelo de uma vida com Deus!
segunda-feira, setembro 16, 2013
MULHERES QUE BUSCAM AS COISAS LÁ DO ALTO - Colossenses 3.1-4
Hoje gostaria de
meditar com as irmãs as qualidades que fazem uma mulher cristã, mulheres que
buscam as coisas lá do alto.
1.
Mulheres
que buscam as coisas lá do alto são que foram ressuscitadas com Cristo.
Há uma profunda
ligação entre este texto e o que Paulo escreveu anteriormente. Ele afirmara que
aqueles irmãos haviam sido sepultados com Cristo e, pelo poder de Deus, com Ele
também foram ressuscitados (2.12). Jesus sofreu, morreu e foi sepultado em
lugar de pecadores, para o benefício deles. Ele levou a culpa e o castigo da
Lei que eram deles. Jesus tomou sobre Si a maldição que era sobre nós,
pecadores (Gl 3.13). E, quando pela graça divina, abraçamos a Cristo como nosso
Salvador e Senhor, nossa antiga natureza, condenável e cheia de culpa, foi
sepultada com Ele. E não somente isto, com Ele nós ressuscitamos. Tornamo-nos
uma nova criação. É isto que a Bíblia chama de novo nascimento. Se nós,
cristãos, verdadeiramente, experimentamos esta tão grande mudança, este novo
nascimento, então, devemos nos ocupar com as coisas lá do alto. Passamos a ter
novas prioridades: o reino de Deus, a vontade de Deus e a glória de Deus. É
impossível se ocupar com as coisas do alto sem experimentar esta profunda
mudança. É por isso que afirmamos: Mulheres que buscam as coisas lá do alto são
as que foram ressuscitadas com Cristo. Você já nasceu de novo? Cristo, Seu
Reino são as prioridades em seu viver?
2.
Mulheres que buscam as coisas lá do alto são as que vivem e andam no
Espírito.
Devemos lembrar que
o verbo buscar implica em esforço perseverante. É um presente contínuo: busquem
constantemente! E o que devemos buscar? As coisas que são lá do alto, ou seja,
“os valores espirituais encrustados no coração do Mediador exaltado em glória”
(Hendriksen), os quais são concedidos àqueles que humildemente pedem e
diligentemente buscam. Esses valores são o fruto do Espírito mencionado em
Gálatas: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,
mansidão e domínio próprio. Este fruto é produzido na vida daqueles que se
colocam sob a direção do Espírito Santo.
É uma questão de deixar-se guiar pelo Espírito, que nos orienta através
de Sua Palavra. Se não andamos no Espírito, se não vivemos no Espírito a fim de
que estes valores estejam presentes em nosso viver nossa preocupação será
qualquer coisa menos as coisas que são lá do alto. Nossos olhos estarão
voltados a valores secundários e não para um viver que honre a Deus. Assim,
mulheres que buscam as coisas lá do altop são as que vivem e andam no Espírito.
3.
Mulheres que buscam as coisas do alto são as que querem ser sal da terra e
luz do mundo.
É possível pensar
que a vida cristã seja algo alienante. Erroneamente alguém pode conjecturar que
buscar as coisas do alto nos faz indiferentes a realidade terrena. Buscar as
coisas do alto é estar ajuntando tesouros inestimáveis, sem negligenciar nossas
responsabilidades no aqui e agora. Lembre-se que Jesus afirmou que o maior
mandamento é amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a si
mesmo. Devemos evidenciar o amor de Deus através de boas obras. Como cristãos
somos sal da terra e luz do mundo, chamados para fazer diferença. O nosso
cristianismo deve ser prático, não teórico. Não, a Bíblia não nos ensina a
salvação pelas obras meritórias. Somos exclusivamente salvos pela graça de
Deus. Mas as obras são o resultado prático da transformação que Deus opera no
cristão. Paulo escreveu: “Porque pela graça sois salvos,mediante a fé; e isto
não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois
somos feitura dEle, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou
para que andássemos nelas” (Ef. 2.8-10).
Mulheres que buscam as coisas do alto são as que querem fazer diferença,
querem ser sal da terra e luz do mundo.
Que as mulheres de nossa
SAF sejam mulheres que buscam as coisas do alto e vivam para a glória de
Deus.
# Mensagem pregada no encontro da SAF da IP de Bebeouro em 2011
segunda-feira, setembro 09, 2013
UMA VIDA PLENA - 1 Tessalonicenses 4.9-18
Irmãos, na semana passada, iniciamos
o quarto capítulo desta epístola. Você se lembra do que falamos? Quero
ajudá-los a relembrar. Paulo faz aqui
uma série de exortações, ou seja, instruções práticas para que aqueles irmãos,
novos na fé, continuem vivendo de modo a agradar a Deus. Portanto, o apóstolo
não apresenta nada novo, apenas repete as instruções que deu pessoalmente
quando esteve com eles. Era necessário inculcar a Palavra de Deus para que eles
se tornassem irrepreensíveis. Vivam de modo a honrar a Deus, aperfeiçoai-vos
nisso! Esse é o desejo de Paulo. Que eles tenham uma vida cristã abundante,
transbordante, isto é, uma vida plena. A primeira característica desta vida é a
santificação. Ele os exorta à uma vida plena de santidade, pois esta é a
vontade de Deus. Contudo, há outros aspectos que ele aborda acerca de uma vida
plena. E é sobre essas outras características quero falar-lhes nesta noite,
1. Uma vida plena de amor. Embora,
deixa claro que o amor fraternal na igreja de Tessalônica era algo que eles
aprenderam e estavam praticando, desejava que eles crescessem mais e mais.
Francis Schaeffer, um pastor proeminente do século XX, escreveu um livro
intitulado O Sinal do Cristão.
Nele procura evidenciar que a marca, o distintivo cristão é o amor
fraternal. 1 Pedro 1.22: Tendo purificado a vossa alma, pela vossa
obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de
coração, uns aos outros ardentemente; 1 João 3.14: Nós sabemos
que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não
ama permanece na morte. Esse é o ensino da Palavra de Deus a todo
verdadeiro cristão! Não podemos esquecer que amor no conceito bíblico
não é sentimento e, sim, atitude. Paulo
diz que Deus os instruiu acerca do amor fraternal. Esta instrução aqui
declarada não é teórica, mas relacional. “É na comunhão com o SENHOR que
aprendemos amar”, afirma o Rev. Arival. Você ama a seu irmão? De que maneira
você tem evidenciado este amor? Quais as atitudes que apontam que você
verdadeiramente o ama? Amar não é fácil, porém, devemos amar aos outros como
Deus nos amou e somos capazes amar assim pois o amor de Deus foi derramado em
nós.
2. Uma vida plena de dignidade.
Em
relação aos não-cristãos Paulo os ensina a andar em dignidade, isto é, vidas
que tragam crédito ao Evangelho. Essa vida plena de dignidade compreende três aspectos. O primeiro é “procurando viver
em paz”. A ideia é de viver calmamente, tranquilamente. É possível que
alguns da igreja, excitados com a doutrina da 2ª vinda de Cristo trouxessem
confusão escatológica para a igreja. Depois, exorta-os: “tratando dos vossos
assuntos”. Claramente está dizendo que o cristão não deve ser fofoqueiro.
Crente que não tem o que fazer e que se intromete na vida alheia. Ainda bem que
isto não acontece em nossos dias, não é mesmo irmãos? Por último, havia entre
eles aqueles que deixaram de trabalhar, por entenderem mal a promessa da volta de Jesus e, com isso,
tornaram-se parasitas, vivendo as custas de outros. Daí a exortação de Paulo: Trabalhem
com as próprias mãos como vos ordenamos! Você tem vivido de modo digno? O
seu procedimento entre os não-cristãos tem trazido crédito ao Evangelho de
Cristo?
3. Uma vida plena de esperança. Paulo declara
no v. 13: Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos
que dormem, para que não vos entristecerdes como os demais que não têm
esperança. Com isso ele deixa claro que o povo de Deus é a comunidade da
esperança. Em contraste com os incrédulos, os cristãos têm esperança. Não nos
esqueçamos que no período em que esta carta foi escrita a ideia predominante
era que ao morrer só a alma era imortal, o corpo se acabava. A filosofia na
verdade afirmava que o corpo era a prisão da alma, e esta só se libertava
através da morte. “Aparte do cristianismo não existia base sólida alguma
de esperança em relação com a situação do homem depois da morte” (Hendriksen).
O cristianismo afirma que a salvação é para o homem todo, corpo e alma.
Contudo, alguns de Tessalônica pensavam que não havia salvação para os que
morreram antes da vinda de Cristo. Por isso a exortação: não sejais
ignorantes quanto aos que dormem. A
ignorância das verdades de Deus leva o cristão a experimentar angústias e
medos, sendo facilmente influenciado. Assim Paulo os lembra que (1) Deus
ressuscitará os que morreram (14), (2) os vivos serão transformados e, (3)
todos estaremos para sempre com o Senhor. Esta certeza nos enche de coragem,
ânimo e esperança. Não devemos nos preocupar, pois em Cristo somos mais que
vencedores!
Como cristã os somos exortados a um
viver abundante, a uma vida de plenitude. Paulo declara: tenham uma vida plena!
Devemos ter uma vida plena de amor, amando uns aos outros como Deus nos amou.
Devemos ter uma vida plena de dignidade a fim de que o Evangelho seja crido por
causa do nosso testemunho. E, por último, devemos ter uma vida plena de
esperança, firmes nas promessas do nosso Mestre e, assim, não sejamos levados
por toda sorte de doutrina!
quinta-feira, setembro 05, 2013
UMA VIDA PLENA DE SANTIDADE - 1 Tessalonicenes 4,1-8
Chegamos a uma nova seção da
carta e há uma mudança abrupta de assunto. O apóstolo passa agora a dar
instruções práticas para os novos crentes em Cristo. Sua preocupação é insistir
aos tessalonicenses que vivam de maneira a agradar a Deus. Andem em dignidade,
andem de modo a agradar a Deus, se aperfeiçoem nisso! Esta é a exortação de
Paulo à igreja. Não nos esqueçamos irmãos que o Evangelho não é algo para ser
ouvido, mas para ser visto. Contudo, lamentavelmente, o Rev. J. Stott está
certo quando diz que “somos mais conhecidos como pessoas que pregam o
Evangelho do que pessoas que o vivem”. Viver de maneira a agradar a Deus é
“um conceito radical. Ele atinge as raízes do nosso discipulado e desafia a realidade
da nossa profissão de fé. Como podemos afirmar que conhecer e amar a Deus se
não procuramos agradá-lo?” (Stott).
Alguns dos tessalonicenses
estavam compreendendo de modo erroneo o ensino acerca da 2ª vinda de Cristo,
afetando a ética cristã. Estavam deixando de trabalhar, aguardando a volta de
Jesus. Assim o objetivo de Paulo é fazê-los ter uma compreensão saudável da
vida, de modo que ao meditar nos eventos futuros não se esquecessem dos deveres
presentes. Nestes primeiros oito versículos do capítulo 4 o desejo de Paulo é
que eles se aperfeiçoassem mais e mais em santidade, em consagração a Deus, daí
exorta-os a experimentarem uma vida plena de santidade.
Wiersbe bem observou que “nessa
passagem, Paulo lida com o casamento e a família. Esses novos cristão corriam o
risco de ter imoralidade em sua vida, porque, nessas cidades pagãs, o voto
matrimonial não prescrevia nada em relação à pureza. O clima geral nessas
cidades-estado (antes da chegada do Evangelho) era de lascívia e egoísmo,
embora, sem dúvida, em muitas famílias pagã prevalecesse o amor e a pureza.
Paulo inicia pela responsabilidade que todo cristão tem de edificar uma família
cristã que glorifique a Deus. Assim exorta-os a pureza sexual”. Ele deixa claro que a vontade de Deus
revelada aqui é que nós, os cristãos, pratiquemos a santificação, abstendo-nos
dos pecados sexuais. Aos coríntios o
apóstolo declara: “Fugi da imoralidade” (1 Co 6.18). Assim aprendemos
que:
1. Uma vida plena de santidade
é a vontade de Deus para a nossa vida. Isto é claramente percebido no
versículo 7. Em Cristo somos declarados
santos, mas devemos crescer em santificação. A impureza sexual impede o nosso
crescimento em santificação.
2. Uma vida plena de santidade
é possível para o cristão. Como posso alcançar esta vida plena de
santidade? Paulo nos dá orientações preciosas:
·
“Cada um de vós saiba manter o próprio corpo” -
A palavra corpo que aparece no versículo 4 pode se referir tanto ao corpo do
crente ou da esposa. Em ambos os casos, o corpo foi comprado com o sangue de
Cristo e santificado pelo Espírito ( 1 Coríntios 6.9-11). Assim, como declara o
Rev. Arival: “Controle o seu corpo em vez de ser controlado por ele. Não
permita que seus impulsos sexuais mandem em você … o sexo não é apenas uma
necessidade fisiológica, mas tem implicações espirituais”.
·
Aprofunde o seu conhecimento em Deus.
·
Lembre-se que o Espírito Santo nos capacita a
obedecer ao mandamento de Deus. Paulo
declara-nos que “Deus vos dá o seu Espírito Santo” (versículo 8). E esta
dádiva é quem nos ajuda a fugir da imoralidade e vencer as tentações sexuais.
Portanto irmãos, glorificai a
Deus em vosso corpo, vivam uma vida plena de santidade!
terça-feira, agosto 27, 2013
Uma fé genuína - 1 tessalonicenses 3
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Tanto
no capítulo 2 como no capítulo 3 desta epístola temos “a
visão do coração pastoral de Paulo”, como afirmou Stott. É
possível perceber as inquietações que pairam no coração de um
verdadeiro pastor. Como já estudamos a igreja foi estabelecida num
período curto de tempo, Paulo pregou por 3 sábados na sinagoga de
Tessalônica e a conversão de judeus e muitos homens tementes a Deus
ocasionou uma forte perseguição, de maneira que Paulo e seus
companheiros fugiram para Bereia. Quando souberam onde Paulo estava
os judeus revoltosos o seguiram até Bereia e de lá também o
expulsaram. Com isto Paulo chega em Atenas. Ali seu coração
pastoral pulsou mais forte. Como estariam os seus filhos na fé em
Tessalônica diante de tamanha perseguição? Permaneceriam firmes?
Paulo bem que tentou voltar para ampará-los em meio as tribulações,
contudo Satanás o impediu. Isto o fez enviar Timóteo, irmão deles,
servo de Cristo e companheiro de Paulo, a fim de que os
fortalecessem. As notícias trazidas por Timóteo acerca dos
tessalonicenses eram boas. Apesar do pouco tempo entre eles a
mensagem das boas novas da salvação frutificou, produzindo uma fé
genuína. Deus operara grandiosamente entre os tessalonicenses, de
modo a transformar vidas e firmá-las na fé. A confiança que
demonstraram na obra salvífica de Cristo e nas promessas gloriosas
do nosso Deus era autêntica, real. Assim com esses irmãos
aprendemos que:
(1)
Uma fé genuína é confirmada pelas provações. A mensagem do
Evangelho trouxe-lhes a bênção de uma nova vida e também as
provações que a fé nos impõe. Isto fica claro na própria
declaração de Paulo no versículo 3: “porque bem sabemos que
fomos destinados para isso”. Em todo NT a ideia de aflição
para o cristão é normal. O próprio Senhor Jesus nos diz: “No
mundo passais por aflições”. Na verdade as tribulações são
“uma evidência da genuinidade da fé, e penhor da sua herança na
glória vindoura” (F. F. Bruce). Pedro, o apóstolo, nos ensina que
enfrentamos por breve tempo aflições a fim de que nossa fé seja
comprovada e produza a glória e honra a Deus. Contudo, Deus não
nos abandona em nossas lutas e sempre provê a nós alento em meio as
lutas. Timóteo é incumbido de fortalecê-los, animá-los na fé.
(2)
Uma fé genuína é firmada na Palavra.
No
pouco tempo em que Paulo permaneceu entre eles, ele examinou as
Escrituras, explicando e demonstrando acerca de Cristo e Sua obra.
Ele anunciou-lhes o Evangelho, explicando-lhes o seu sentido e
deu-lhes evidências e provas das verdades bíblicas. Talvez tenham
esquecido que Paulo já lhes havia ensinado que passariam por
tribulações, por isso envia-lhes Timóteo, para recordar-lhes tudo
o que havia ensinado para que ninguém fraquejasse e se mantivesse
firme. Quando vemos uma criança desejamos que ela cresça, se
desenvolva, isto é natural. Queremos ensiná-la muitas coisas e
entre elas desejamos ensiná-la a andar. Porém, antes de dar os
primeiros passos precisamos ensiná-la a firmar as pernas e ficar de
pé. É necessário que as pernas estejam firmes para que a criança
caminhe. A preocupação de Paulo não era fazê-los andar, mas que
eles estivessem firmes, sem vacilar. E esta firmeza quem dá é a
Palavra de Deus. W. Wiersbe acertadamente nos diz que “o
cristão que não conhece a Bíblia é vítima de toda onda de
doutrina e nunca se confirma no Senhor”.
( Leia: 2 Ts
2.15-17).
(3)
Uma fé genuína é sustentada pela oração.
Outro fato importante aqui é que Paulo lutou com eles em meio as
dificuldades por meio da oração. Diz que rogou continuamente a Deus
por eles, pedindo que os fortalecesse e os fizesse crescer. Wiersbe
faz uma importante declaração, ele nos diz que “o
que confirma a igreja é o ministério duplo da Palavra de Deus e da
oração. Se houver ensino e pregação, mas não oração, as
pessoas terão luz mas não poder. Se houver oração sem o ensino da
Palavra, talvez você tenha um grupo de entusiasta com mais calor do
que luz! O pastor, o professor de Escola Dominical, o missionário e
o trabalhador cristão que falam com Deus sobre seu povo e, depois,
com seu povo a respeito do Senhor têm um ministério equilibrado e
confirmado”.
Paulo
é bastante claro ao nos ensinar que as provações confirmam a fé
autêntica, a qual é firmada na Palavra de Deus e sustentada pela
oração. Não devemos estranhar o fogo ardente em nosso meio,
destinado para nos provar e aprovar, mas, em meio as lutas devemos
nos dedicar ao estudo das Escrituras e à prática da oração que
nos dão todo o suporte para permanecermos firmes na fé.
segunda-feira, agosto 12, 2013
UM MINISTÉRIO IDEAL - 1 TESSALONICENSES 2
Domingo
passado analisamos o capítulo 1 desta carta. Vimos que a pregação do Evangelho
fez nascer a igreja de Tessalônica, em meio a grandes dificuldades e
perseguições e em pouquíssimo tempo. Contudo, a Palavra de Cristo chegou até
eles “em poder, no Espírito Santo e em plena convicção”. E, assim, o Evangelho
se espalhou “não só na Macedônia e Acaia, mas por toda parte”. De modo que a
igreja se tornou modelo, por meio de uma fé atuante, de um amor prestativo e de
uma firme esperança em Cristo. Aprendemos sobre as características de uma
igreja ideal, uma igreja segundo o coração de Deus.
Ao
analisarmos esta nova perícope, uma nova seção da carta podemos perceber que
além das perseguições externas promovidas pelos judeus, Paulo teve que lidar
com aqueles que, dentro da igreja, se opunham ao seu ministério e o difamavam.
O rev. John Stott afirma: “Os adversários de Paulo em Tessalônica, para
minar a sua autoridade e seu evangelho, decidiram desacreditá-lo com uma
campanha maliciosa. Esse ataque pessoal deve ter sido extremamente doloroso
para o apóstolo. Sua determinação em responder às acusações que foram
levantadas contra ele veio, não da vaidade ou de orgulho ferido, mas porque a
verdade do Evangelho e o futuro da igreja estavam sendo ameaçados”. As
respostas dadas pelo apóstolo nos dá a ideia das acusações levantadas. Eles o
acusavam de querer tirar vantagem, isto
é, pregava o evangelho para ganhar alguma coisa como dinheiro, prestígio e
poder. Por isso, quando veio a perseguição e se viu em perigo, Paulo fugiu.
Diziam que Paulo não estava preocupado com os tessalonicenses, ele os havia
abandonado! O objetivo era levar Paulo e seus companheiros ao descrédito e,
assim, a mensagem de Cristo proclamada por eles não frutificaria. Em defesa do Evangelho e de seu ministério o
apóstolo nos apresenta nestes versículos as marcas de um ministério ideal.
Paulo assinala as características ministeriais daqueles que foram aprovados por Deus a ponto de Deus lhes confiar
o Evangelho. Interessante notar que o apóstolo usa termos que se referem a u ma
família. Assim percebemos que o ministério ideal requer:
(1) A fidelidade de um
mordomo. Paulo tem consciência do
seu chamado e ministério. Ele havia sido testado e aprovado por Deus e Deus
mesmo lhe confiou o Evangelho, a mensagem de boas novas de salvação. Assim o
apóstolo via a si mesmo, bem como seus companheiros, como despenseiro, mordomo
de Deus. Importante observar que a expressão que aparece no versículo 1, “não
foi em vão que vos visitamos”, pode ter uma outra tradução possível.
Hendriksen, um estudioso do NT, sugere a seguinte tradução: “nossa entrada
entre vós, não foi de mãos vazias”. Esta tradução é a melhor por causa de
todo o contexto. Ele estava sendo acusado de tirar algo dos tessalonicenses,
contudo ele não se apresentou de mãos vazias, ele esteve entre eles para dar.
Entregou-lhes a Verdade de Deus. Como mordomo do SENHOR distribuiu-lhes a
mensagem de salvação. Sabemos que o que ser requer dos despenseiros é que sejam
achados fiéis, como o próprio apóstolo declarou aos coríntios. Por isso assevera que seu objetivo era
agradar a Deus e não aos homens, pois Deus é Aquele de quem nada se oculta,
Seus olhos sonda os motivos internos, sejam eles bons ou maus. Em Jeremias
17.10 lemos: “Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os rins; e isto
para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto de suas ações”. O Rev. J. Stott declara: “Os mordomos do
evangelho devem responder primeiramente não a igreja nem aos líderes, mas a
Deus. Prestar contas a Deus é ser liberto da tirania da crítica humana”. O
ministéro de Paulo em Tessalônica foi um trabalho de mordomo, e o próprio Deus
era testemunha de sua fidelidade.
(2) O cuidado amoroso de uma
mãe. Longe de querer os benefícios dos tessalonicenses, o apóstolo
dedicou-se a servi-los. E compara o seu serviço ministerial ao trabalho de uma
mãe. A mãe geralmente é aquela que se
doa, que sacrifica a si mesma para o bem dos seus filhos. É abnegada, dedicada,
cuidadosa no cuidado com as crianças. O amor de Paulo por eles alcança seu
clímax na declaração do versículo 8: “Assim, devido ao grande afeto por vós,
estávamos preparados a dar-vos de boa vontade não somente o evangelho de Deus,
mas também a própria vida, visto que vos tornastes muito amados para nós”.
Warren Wierbse nos lembra que “o como a mãe nutre os filhos é tão
importante quanto a maneira como os nutre”. O apóstolo cuidava, como uma
mãe, afetuosamente do rebanho de Deus naquela cidade.
(3) A orientação e ensino de
um pai. O ministério de Paulo entre aqueles irmãos era comparado não
só ao trabalho de um mordomo, de uma mãe, mas também ao papel de um pai. O pai
tem como uma das funções principais na família o papel educacional. Cabe a ele
ser referência aos filhos, servindo-lhes de modelo. Modelo de integridade, de
caráter, de responsabilidade, de espiritualidade, de modo que os filhos desejem
ser como ele é. Contudo, o papel educacional não se limita a isto. Cabe também
ao pai encorajar, confortar e exortar. O pai deve zelar pela família e
sacrificar-se pelo seu bem-estar. tudo,
o papel educacional não se limita a isto. Cabe também ao pai encorajar,
confortar e exortar. O pai deve zelar pela família e sacrificar-se pelo seu
bem-estar. Vejam irmãos a afirmação de
Paulo nos versículos 11-13: “E
sabeis, ainda, de que maneira, como pai a seus filhos, a cada um de vós,
exortamos, consolamos e admoestamos, para viverdes por modo digno de Deus, que
vos chama para o seu reino e glória. Outra razão ainda temos nós para,
incessantemente, dar graças a Deus: é que, tendo vós recebido a palavra que de
nós ouvistes, que é de Deus, acolhestes não como palavra de homens, e sim como,
em verdade é, a palavra de Deus, a qual, com efeito, está operando eficazmente
em vós, os que credes”. Ele e seus companheiros labutaram entre eles
orientado-os, ensinando-os e encorajando-os a fim de que eles vivessem de modo
digno de Deus.
(4) O amor e amizade de um
irmão. Por último, Paulo nos diz que seu ministério foi como de um irmão,
de quem se espera amor e amizade. É
importante observar que a palavra “irmãos” aparece 23 vezes nas duas cartas aos
tessalonicenses. Assim, ele se vê como um deles, como membro da família. Warren
Wierbse, em seu comentário desta epístola, afurma: “No versículo 17, ele
(Paulo) diz que está “orfanado” deles por um breve espaço de tempo, como uma
criança longe de casa. Ele ama-os, ora por eles e deseja muito vê-los de novo.
Afinal, o que testa a nossa vida espiritual não é o que fazemos quando estamos
com a “família” na igreja, mas como nos comportamos fora da igreja. Paulo não
era o tipo de membro da igreja que “tira férias” da
casa do Senhor”.
Paulo
descreve neste capítulo o seu ministério entre os tessalonicenses e assim
apresenta-nos as marcas de um ministério ideal. Porém, alguém pode questionar:
Eu não sou pastor, portanto, este texto não tem nada a me ensinar. Quero dizer
que os princípios apresentados por Paulo aqui se aplicam na vida de todo
verdadeiro cristão. Nem todos são pastores na igreja, pois os dons e ministérios
são variados, mas todos os cristãos foram vocacionados por Deus para exercer um
ministério específico. Ninguém foi chamado para não fazer nada, ou para “esquentar
bancos”. E na realização do nosso ministério necessitamos das qualidades
mencionadas pelo apóstolo. Devemos realizar nosso ministério com a fidelidade
de um mordomo, o cuidado amoroso de uma mãe, a autoridade e ensino de um pai e
o amor amizade de um irmão. Que Deus nos ajude a realizarmos nossa missão com a
mesma dedicação de Paulo, e nos use para sermos bênçãos na vida de toda igreja!
sexta-feira, agosto 09, 2013
TESSALÔNICA: UMA IGREJA MODELO -1 TESSALONICENSES 1
A carta aos Tessalonicenses é provavelmente o primeiro escrito do Novo Testamento. Paulo escreveu entre 49 e 50 d.C., não muitos meses depois de ter estado ali, pregando-lhes a mensagem de Cristo. Lucas é quem nos dá o relato do estabelecimento da igreja em Tessalônica em Atos 17, onde podemos observar:
- A evangelização ocorreu em período curto de tempo, apenas 3 sábados Paulo pregou na sinagoga local;
- Alguns judeus foram convertidos, entre eles destaca-se Jasom. Mas era uma igreja em sua maioria gentílica, pois houve um número grande gregos tementes a Deus e mulheres gregas de posição que foram transformados pelo poder do Evangelho de Cristo;
- Intensa oposição dos judeus não convertidos, gerando tumultos e perseguição. Isto fez com que Paulo e seus companheiros fugissem para Beréia. Isto trouxe inquietação ao coração de Paulo: 1 Ts 3.5.
Contudo o Evangelho chegou ali não só em palavras, mas sobretudo em poder. E as notícias trazidas por Timóteo alegraram o coração de Paulo. Não só pode reconhecer que os irmãos de Tessalônica eram de fato eleitos de Deus, como eram instrumentos divinos na propagação do Evangelho não só na Macedônia, Acaia, bem como em toda a região. Tessalônica, uma igreja modelo (1 Ts 1.7).
MODELO DE FÉ ATUANTE – O Rev. Stott declara que “os tessalonicenses eram exemplos de uma fé que envolvia a totalidade da pessoa, levando-a a um novo modo de viver”. Eles testemunhavam acerca de uma fé operosa, que produziu uma mudança radical. Abandonaram aos ídolos e serviam ao Deus vivo e verdadeiro. Tiago, irmão de Jesus, nos diz “a fé sem obras é morta”. O cristianismo ali vivido não era intelectual ou um religiosismo aparente e farisaico. Mas a evidência de uma transformação profunda, marcante na vida dos convertidos.
MODELO DE AMOR PRESTATIVO – Eles não só demonstravam uma fé atuante, mas também um amor abnegado, evidenciado por feitos de gentileza e misericórdia. Eles haviam compreendido, pela graça de Deus e pela ação do Espírito Santo, compreendido o amor gracioso de Deus por eles. Amor que os resgatou de uma vida fútil, sem significado dedicada aos ídolos, para uma vida abundante em Cristo Jesus. Agora demonstravam o mesmo amor para com os perdidos, proclamando-lhes a mensagem de salvação, o Evangelho da graça de Deus. O amor de Deus os impulsionou ao amor em favor de pecadores que caminhavam neste mundo perdidos.
MODELO DE ESPERANÇA EM CRISTO - A palavra 'esperança' é uma palavra escatológica, a qual refere-se a uma expectação confiante na volta de Cristo, produzindo constância, perseverança mesmo diante de tão intesas tribulações. Esperança produziu firmeza e determinação. As dificuldades e perseguições não os impediu de realizarem a obra de Deus.
A igreja de Tessalônica nos ensina que a igreja segundo o coração de Deus é aquela que foi transformada pelo poder do Seu Evangelho e que assume um compromisso com a evangelização. Fé atuante, amor prestativo e esperança em Cristo são as marcas que o SENHOR espera da Sua igreja.
sexta-feira, julho 12, 2013
UM HOMEM E UMA MULHER
DUAS VIDAS GERADAS, AMADAS E ENSINADAS,
FRUTO DO AMOR SINCERO, DE UM HOMEM E UMA MULHER.
DUAS VIDAS SE CRUZAM, SE ENCONTRAM,
FRUTO DA PROVIDÊNCIA DIVINA, QUE UNE UM HOME E UMA MULHER.
DUAS VIDAS SE APAIXONAM SE ENAMORAM,
FRUTO DO AMOR DE DEUS, DERRAMADO NO CORAÇÃO DE UM HOMEM E UMA MULHER.
DUAS VIDAS SE JUNTAM, SE TORNAM UMA SÓ,
FRUTO DA CUMPLICIDADE DE UM HOMEM E UMA MULHER.
DUAS VIDAS INSEPARÁVEIS, ETERNAS,
FRUTO DA PRESENÇA DIVINAL, ABENÇOANDO UM HOMEM E UMA MULHER.
FRUTO DO AMOR SINCERO, DE UM HOMEM E UMA MULHER.
DUAS VIDAS SE CRUZAM, SE ENCONTRAM,
FRUTO DA PROVIDÊNCIA DIVINA, QUE UNE UM HOME E UMA MULHER.
DUAS VIDAS SE APAIXONAM SE ENAMORAM,
FRUTO DO AMOR DE DEUS, DERRAMADO NO CORAÇÃO DE UM HOMEM E UMA MULHER.
DUAS VIDAS SE JUNTAM, SE TORNAM UMA SÓ,
FRUTO DA CUMPLICIDADE DE UM HOMEM E UMA MULHER.
DUAS VIDAS INSEPARÁVEIS, ETERNAS,
FRUTO DA PRESENÇA DIVINAL, ABENÇOANDO UM HOMEM E UMA MULHER.
sexta-feira, maio 24, 2013
TUDO TEM UMA OCASIÃO CERTA
O sábio nos diz que
“tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do
céu” (Ec. 3.1). É fácil perder o tempo determinado para executar certa missão.
Israel teve um tempo determinado para tomar posse da terra prometida; mas por
causa da incredulidade, a oportunidade passou. Eles tentaram criar o seu
próprio tempo, porém ficaram feridos e derrotados. Assim, aprendemos que a
nossa vontade tem de submeter-se ao tempo determinado por Deus. Os espias que
subiram para ver a terra que Deus haveria de dar aos israelitas, não confiaram
na promessa de Deus e seduziram a todo o povo a não subir (Leia Nm 13 e 14).
Como resultado desta incredulidade aquela geração fora impedida de entrar na
nova terra, morreriam no deserto. Mas depois do castigo dado por Deus, sem
buscar a vontade de Deus nesta nova situação, o povo se levantou pela manhã e
subiu ao cume do monte dizendo: “Eis-nos aqui e subiremos ao lugar que o Senhor
tem prometido, porquanto havemos pecado” (Nm 14.40). Moisés, então, os
advertiu: Por que transgredis o mandado do Senhor? Pois isso não prosperará (Nm
14.41). E pelo desprezo desta advertência, o povo multiplicou seus pecados
contra o Senhor. Pelo uso da própria vontade, o povo se tornou rebelde contra
Deus e presunçoso nas suas próprias capacidades. Porém, nada prospera sem a
aprovação de Deus. Deste modo o povo
foi ferido e derrotado cruelmente pelos amalequitas. Há neste episódio duas
lições a aprender. Primeira, sem o devido preparo e a direção de Deus, boas
intenções não têm nenhum valor e o fim é sempre desastroso. Segunda, um erro
não pode corrigir outros erros.
Permita o Senhor que estejamos atentos ao Seu querer e
prontos a obedecê-Lo, crendo em suas promessas. Lembre-se que episódios como
este, são narrados para nos ensinar a não repetir os mesmos erros. Que sejamos
sábios e cumpramos a vontade de Deus em nossa vida.
sábado, abril 13, 2013
CONHEÇAMOS E PROSSIGAMOS EM CONHECER AO SENHOR
Quem é Deus? Esse é um
questionamento feito pelas mais diversas pessoas, nas mais diferentes épocas.
Há quem diga que a divindade é uma concepção ou construção de cada indivíduo,
ou seja, Deus pode ser diferente para cada pessoa, ou cada um pode ter o “seu
deus”, adorando-o como lhe for conveniente. Contudo a idéia pluralista não é
bíblica e todas as tentativas não-bíblicas de descrever a divindade são
equivocadas. Apesar de todo o esforço das autoridades, persiste em todo o mundo
a atividade de criminosos especializados em imprimir e distribuir dinheiro
falso. Uma cédula de R$ 50,00 falsificada é muito parecida com uma original.
Para reconhecer uma nota falsa, é fundamental que se conheça bem as cédulas
verdadeiras. Diferenças são percebidas na textura do papel, fios de segurança
e outros pequenos detalhes. Para discernir os falsos deuses, é preciso conhecer
ao Deus verdadeiro. O Deus revelado nas Escrituras é singular. Nenhuma
outra divindade imaginada pelos homens ou sugerida por Satanás pode ser
comparado a Ele. No Antigo Testamento, ele revela-se como o Deus eterno,
“aquele que é”. Por meio de seus profetas, ele se manifesta majestoso, único, e
em diversos pormenores incompreensível ao raciocínio humano. Disse Moisés a Deus: Eis que, quando eu
vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós
outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? Disse Deus a
Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros (Êx 3.13-14).
Com quem comparareis a Deus? Ou que
coisa semelhante confrontareis com ele? (Is 40.18).
Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o SENHOR, o Criador dos
fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento
(Is 40.28).
Duas coisas são fundamentais na vida cristã: abandonar os falsos
deuses e conhecer, mais e mais, ao Deus verdadeiro.
Então, disse Jacó à sua família e a todos os que com ele estavam:
Lançai fora os deuses
estranhos que há no vosso meio, purificai-vos e
mudai as vossas vestes (Gn 35.2).
Conheçamos e
prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a
alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva
serôdia que rega a terra (Os 6.3).
Por que precisamos conhecer a Deus? A prática do discipulado exige o entendimento da revelação bíblica
sobre o ser de Deus, pelas seguintes três razões:
1. O conhecimento de Deus produz autoconhecimento
Todo conhecimento que podemos ter acerca de nossa identidade,
nossas capacidades e nosso lugar no universo é iluminado e redimensionado pelo
conhecimento de nosso Criador. Se nos afastamos desse conhecimento,
precipitamo-nos no engano, tornamo-nos distorcidos em nosso caráter e erramos
o alvo da existência feliz.
Quase toda a soma de nosso conhecimento,
que de fato se deva julgar como verdadeiro
e sólido conhecimento, consta de duas partes: o conhecimento de Deus e o conhecimento de nós mesmos. (...) Por outro lado, é
notório que o homem jamais chega ao puro conhecimento de si mesmo até que haja antes
contemplado a face de Deus, e da visão dele desça a examinar-se a si próprio (CALVINO, 2006, 1.1,2, p. 41,
42).
2. O conhecimento de Deus produz uma fé amorosa e inteligente
Envolver-se com a religião sem conhecer ao Deus verdadeiro produz
apenas fanatismo ou ativismo oco. O verdadeiro conhecimento de Deus nos capacita
para respondermos a ele amorosa, voluntária e inteligentemente.
Eu
te amo,
ó SENHOR, força minha (Sl 18.1).
Agrada-me
fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua
lei (Sl 40.8).
Porque a mim se apegou
com amor, eu o livrarei; pô-lo-ei a salvo, porque conhece o meu
nome (Sl 91.14).
A isto ele respondeu: Amarás o Senhor,
teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e
de todo o teu entendimento; e: Amarás o teu
próximo como a ti mesmo (Lc 10.27).
3. O conhecimento de Deus nos ajuda a servir melhor
O ser divino é a fonte, bem como o modelo
do perfeito serviço. Nele encontramos pessoalidade que possibilita
relacionamentos, diversidade que valoriza a distinção, unicidade que
destaca como singular e unidade que consolida perfeita harmonia. O
Cristianismo se diferencia de todas as outras religiões e confirma sua origem
divina, acolhendo a revelação bíblica do Deus tripessoal (pessoalidade
e diversidade), único (unicidade) e uno (indivisibilidade). Tais
características são aspectos fundamentais do Deus verdadeiro. As descrições da
divindade oferecidas pelas outras religiões não contemplam, conjuntamente,
todas essas características. Por isso são inadequadas para fornecer uma base
para a comunhão com Deus e o serviço humano.
A FACE AJUDADORA DE DEUS (uma reflexão do Salmo 46)
Nunca presenciei um terremoto. Entretanto, as imagens da destruição
causadas por terremotos me impressionam e assustam. Pontes destruídas e
edifícios desmoronados apresentam uma visão do poder incontrolável deste fenômeno
da natureza. Creio que as pessoas que passam por esta experiência jamais se
esquecerão daquela situação.
Davi, no salmo 46, fala do terror de uma tragédia que veio sobre sua
vida. Ele descreve sua tribulação como um terremoto. No entanto, no meio da
natureza convulsionada, os montes abalados lançando-se sobre os mares, a terra
em transtorno, o salmista vê A FACE AJUDADORA DE DEUS. É a face
daquele que está sempre pronto a socorrer – “O
Deus Todo-poderoso está do nosso lado; o Deus de Jacó é o nosso refúgio”.
Deus não vira as costas a nós por um minuto sequer. É Aquele que está no meio
da calamidade da nossa vida, na incerteza, no abatimento, na dor, na sensação
de abandono. Ele intervém com palavras de conforto e ânimo. Quando
experimentamos momentos difíceis, quando nossos problemas parecem um furação e
as crises um terremoto, podemos ter a certeza de que:
Em primeiro lugar, Deus é maior que os nossos problemas.
Deus nos diz: “A quem, pois, me comparareis para que Eu lhe seja
igual?” (Isaías 40.25). Não há
nada que seja maior do que Deus e não há ninguém que se compare a Ele. Diante
da grandeza de Deus tudo se torna pequeno, inclusive as nossas crises, os
terremotos que enfrentamos.
Em segundo lugar, Deus é o nosso único refúgio e segurança.
Quando as ondas do mar agitado rugem na sua fúria incontrolável, o pequeno
marisco se agarra a rocha e dela não se desprende por nada. Ele sabe que
somente ali está em segurança. Deus é a nossa rocha em quem devemos
confiar e nos firmar para vencermos as tempestades da vida. Lembre-se que “Deus
é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações” (Sl
46.1).
Em terceiro lugar, Deus pode transformar situações ruins em
bênçãos. Assim devemos fixar nosso olhar não nas circunstâncias difíceis,
mas no Deus Todo Poderoso. Esta foi a experiência de José, filho de Jacó,
quando Deus transformou o mal que seus irmãos lhe fizeram em bem. Paulo nos
lembra que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a
Deus” (Romanos 8.28).
Tempos de dificuldades são muito comuns na vida de todos nós. Devemos
entregar toda a nossa inquietação, toda a nossa aflição nas mãos do Senhor. Assim,
quero lhe dizer: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia Nele, e o
mais Ele fará...Descansa no Senhor e espera Nele” (Salmo 37.5,7)
quarta-feira, fevereiro 20, 2013
UMA FAMÍLIA ENLUTADA
Dois após o meu 47° aniversário eu recebi uma notícia que me entristeceu e me fez chorar. Um amigo querido, amigo verdadeiro, que não nos abandona nas horas de crise, havia falecido e sido sepultado. A morte é uma dura realidade, invade a nossa história, nossa vida e nossa família. Rompe laços de amizade, trazendo tristeza e dor. Assim foi também na família em Betânia, a morte invadiu o lar de Marta e Maria. Jesus estava em Betânia (do outro lado do Jordão) (João 1:28), cerca de 30 quilômetros de Betânia, cidade de Lázaro, quando recebeu a notícia de que seu amigo adoecera. O mensageiro gastou um dia para chegar a Jesus. E, portanto, ao sair de Betânia Lázaro morreu. Quando deu a notícia a Jesus, Lázaro já estava morto. Jesus demora mais dois dias. E gasta outro dia para chegar. Daí quando chegou Lázaro já estava sepultado há quatro dias. E sobre esta família enlutada, que enfrenta a dor da morte e a tristeza que ela causa que gostaria de meditar com vocês e aprender lições valiosas que Jesus nos traz neste episódio.
1) Uma família enlutada que enfrenta a realidade da dor e da morte. A morte aponta-nos para a transitoriedade da vida. Tiago escreveu: QUE É A VOSSA VIDA? SOIS, APENAS, COMO NEBLINA QUE APARECE POR INSTANTE E LOGO SE DISSIPA (4.14). O irmão de Jesus fala-nos da fragilidade da existência humana comparando-a com um vapor. Moisés também fala-nos disto comparando a vida com a erva, com uma planta que de manhã floresce e a tarde seca e murcha. A nossa existência é transitória, efêmera A morte é dor, tristeza, separação que causa um sofrimento profundo. A família de Betânia experimenta da fragilidade humana diante da morte de Lázaro e do sofrimento que a morte causa.
A declaração de que Jesus amava àquela família leva-nos a indagar: Se Jesus amava tanto o amigo Lázaro, por que permitiu que ficasse enfermo? Por que se demorou em ir a Betânia? E por que não curou Lázaro à distância, como havia feito com o filho do oficial do rei? (lo 4:43-54). W. Wierbse afirma que Não devemos jamais pensar que amor e sofrimento são incompatíveis. Por certo, os dois se unem em Jesus Cristo. Lembre-se que Deus amava Jesus, mas permitiu que experimentasse a cruz em nosso lugar. O Rev. Hernandes nos diz que o amor de Jesus não nos garante imunidade especial contra tragédias, mágoas e dores. Jesus nos diz que no mundo enfrentaríamos aflições. O Evangelho de Jesus não nos isenta de passarmos pela dor e tristeza. O cristão, neste mundo, se depera com a triste realidade da morte e os sofrimentos que ela nos impõe.
2) Uma família enlutada que experimenta a compaixão de Jesus. No relato de João encontramos o versículo mais curto das Escrituras. Este versículo nos declara: Jesus chorou. Esta é uma declaração extraordinária. Nela vemos um Deus eterno que assumiu nossa humanidade. Jesus é Deus e Jesus é homem ao mesmo tempo. Justamente por isso Ele é capaz de se compadecer de nós. “As lágrimas de Jesus revelam a humanidade do Salvador. Passou por todas as experiências de nossa existência e sabe como nos sentimos. Na verdade, por ser o Deus-homem perfeito, Jesus experimentou tudo isso de maneira mais profunda do que nós. Suas lágrimas também nos mostram sua compaixão. Foi, de fato, um "homem de dores e que sabe o que é padecer" (Is 53:3). Hoje, é nosso Sumo Sacerdote misericordioso e fiel, e podemos nos aproximar do trono da graça e receber toda a ajuda de que precisamos”. (Hb 4:14-16). Jesus chorou. E o que provocou as lágrimas em Jesus foi a destruição causada pelo pecado no mundo que havia criado. “A morte é um inimigo e, para Satanás, o medo da morte é uma arma poderosa” (Hb 2:14-18).
3) Uma família enlutada, mas fortalecida na fé. Apesar de enfermidades e problemas em geral serem motivos de tristeza e, até mesmo, desespero, e, além disso, aparentemente, não terem outro propósito que não o sofrimento humano, Deus pode ter propósitos específicos e bons quanto a isso. Jesus disse: “Essa doença não acabará em morte; é para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por meio dela” (v.4), e também: “Lázaro morreu, e para o bem de vocês estou contente por não ter estado lá, para que vocês creiam. Mas, vamos até ele” (vv.14-15). Como nos lembra o Rev. Hernandes, este milagre tem um papel pedagógico. Jesus queria ensinar aos discípulos, a família de Betânia e aos judeus acerca da fé.
“Quem se vê diante de enfermidades, de decepções, de demoras e até mesmo da morte, o único alento é a Palavra de Deus. Deve-se viver pela fé, não de acordo com as circunstâncias. A situação das irmãs parecia sem saída, mas ainda assim não deixaram de crer que Jesus era o Senhor de todas as situações. O fato de o homem estar morto havia quatro dias conferiu maior autenticidade ao milagre e uma oportunidade maior ainda de muitas pessoas – inclusive os próprios discípulos - crerem (ver J011:15). Cada experiência de sofrimento e de provação deve aumentar nossa fé, mas esse tipo de crescimento espiritual não é automático. É preciso reagir de maneira positiva ao ministério da Palavra e ao Espírito de Deus” (W. Wierbse).
É interessante observar que, neste momento, muitos olhavam para o passado e dizem: Jesus poderia ter evitado a dor e o sofrimento. Marta e Maria olhavam para o futuro, quando no último dia Jesus ressuscitará os mortos. Jesus fez com todos voltassem seus olhos para o presente. Onde quer que Jesus esteja, a ressurreição de Deus está disponível agora!Jesus capítulos antes havia declarado que Ele é a luz do mundo e, em seguido, ilustrou esta verdade com a cura do cego de nascença. No capítulo 10 afirmou que veio para dar vida completa para os homens e a ressurreição de Lázaro é a ilustração da promessa de Jesus.
Conclusão
O que encontro de Jesus com a família enlutada nos ensina?
1- Jesus que trazer vida para as famílias que sofrem com a realidade da morte. A Bíblia nos diz que a morte, por causa do pecado de Adão, tornou-se uma experiência real, experiência de dor e sofrimento em todos os lares: Romanos 5:12. Jesus declara de modo enfático: “Eu sou a ressurreição e a vida; Quem crer em mim, ainda que morra, viverá”.2- A presença de Jesus em nosso lar não nos isenta de enfrentarmos lutas, dissabores e tristezas, mas é fonte de toda consolação e fortalecimento de nossa fé.
terça-feira, janeiro 22, 2013
O DISCÍPULO E A PALAVRA
Tornamo-nos
cristãos a partir de um encontro real e pessoal com Cristo, que nos faz novas
criaturas a fim de que, de fato, amoldemos nosso viver à vida de Cristo
(Romanos 8.29). Sem este encontro é impossível ser cristão. Se como discípulos,
os cristãos devem ser com Jesus é, então, imperativo que conheçamos a Jesus. É
impossível ser como Cristo e nos conformarmos ao caráter de Jesus se não O
conhecermos, se não andarmos com Jesus. Obviamente não andamos, falamos e
passamos tempo com Jesus nos mesmos moldes dos discípulos do primeiro século.
Não temos a presença física de Jesus conosco. Contudo é necessário que
convivamos com Ele para sermos seus discípulos. Esta convivência real e pessoal
com Jesus é possível hoje através das Escrituras. “Examinais as Escrituras, pois são elas mesmas que testificam de mim”,
afirmou Jesus. É possível ter hoje um falso conceito de Jesus. Pensar que somos
seus discípulos, quando na verdade não somos (Mateus 7.21-23).
Com
base na declaração de João 8.31 o discípulo de Jesus é aquele que permanece em
Sua Palavra. Devemos examinar os Evangelhos com uma perspectiva nova e o
coração aberto para moldar nossos pensamentos, palavras e ações pelo Jesus
verdadeiro, que Se revela nas Escrituras mediante a iluminação do Espírito
Santo. Permanecer na Palavra significa que o discípulo deve perseverar e
continuar a entender e compreender quem Ele é e o seu ensino. O Pr. Milton
Jones afirma: “Para os discípulos nos evangelhos, permanecer na Palavra
significava que ouviriam o que Jesus tinha a dizer enquanto se achavam com
Ele”. E alhures declara: “Permanecer na Palavra significava continuar com Ele e
conforma-se a Ele”. Certa ocasião, após um duro discurso de Jesus, muitos
“discípulos” já não queriam segui-Lo. Mas os verdadeiros discípulos
permaneceram, mesmo quando a Palavra era difícil de ser compreendida. A Palavra de Deus nos revela o
caráter, os desígnios e a vontade de Deus e, assim, necessitamos meditar nela
dia e noite a fim de que desfrutemos de uma intimidade tão grande com o nosso
Criador que sejamos capazes de expressar os atributos divinos como parte da
nossa própria existência. E, com Paulo, possamos afirmar: Já não sou eu quem
vive, mas Cristo vive em mim (Gálatas 2.20). Permanecer na Palavra envolve:
1) Ouvir a Palavra da Deus.
Aprendemos a Palavra de Deus através dos sermões que ouvimos. Hoje dispomos de
muitos recursos para ouvir as Escrituras.
2) Ler a Palavra de Deus.
A Palavra é recebida através da leitura. Diariamente devemos ler a Bíblia,
sublinhando palavras ou pensamentos-chaves.
3) Estudar a Palavra de
Deus. É precisamos ir além de uma simples leitura.
Precisamos nos aprofundar na compreensão dos textos bíblicos.
4) Meditar na Palavra de
Deus. Não só devemos ler a Bíblia, mas refletir, pensar
sobre a Palavra, a fim de que seus conceitos e verdades se tornem parte de nós.
Só por meio de uma observação permanente das Escrituras o discípulo obtém a
“mente de Cristo”.
5) Memorizar a Palavra de
Deus. Devemos gravar na memória versículos que nos
auxiliarão no testemunho da verdade de Deus.
É
bem-aventurado aquele que persevera na Palavra. Ela torna-nos sábios,
orientando e iluminando nosso caminho a um viver que agrade a Deus. “Quanto amo
a Tua lei” é a declaração do salmista. Você tem amado também a Palavra de Deus
a ponto de buscar continuamente a sua direção?
A mensagem de Jesus precisa ser vivida e
praticada. Obediência está intimamente relacionada ao discipulado. Como
discípulos devemos ler, meditar na Palavra e torná-la parte integrante da nossa
vida. “Tornai-vos, pois, praticantes da
palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg 1.22).
Jesus mesmo nos ensina que sábio é aquele que ouve as suas palavras e as
pratica, é comparável ao bom construtor que edifica sua casa na rocha. Como
você tem edificado a sua vida?
terça-feira, novembro 27, 2012
O ESPÍRITO SANTO E A EVANGELIZAÇÃO NO PROCESSO DE PLANTAÇÃO DE IGREJAS
O verbo evangelizar no Novo Testamento
significa “proclamar boas notícias”, “anunciar boas novas” ou simplesmente
“pregar”. A evangelização consiste na pregação do Evangelho, as boas novas.
Tanto o Rev. J. Stott como o Rev. J. I. Packer afirmam que a evangelização não
pode ser definida em termos de resultado. “Evangelizar, na acepção bíblica do
termo, não significa ganhar conversos (como em geral se pensa, quando usamos a
palavra), mas simplesmente anunciar as boas novas, independentemente dos
resultados” . Contudo, isso “não quer dizer que devamos ser indiferentes quanto
a ver ou não os frutos do nosso testemunho em favor de Cristo; se não estiverem
aparecendo os frutos devemos buscar a face de Deus para descobrir o motivo” . A
evangelização não consiste em somente informar, transmitir as boas novas, mas
também a conversão do pecador. O propósito de Paulo na proclamação do Evangelho
era salvar pecadores. Em sua primeira carta aos coríntios (9.22) declarou:
“Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo
para com todos, com o fim de, por todos os modos salvar alguns”. Obviamente que
a Bíblia declara peremptoriamente que a conversão é obra do Espírito Santo.
Sobre esta questão, o Rev. Wadislau M. Gomes observa que “para uma grande
maioria de cristãos frustrada com a tarefa de “ganhar” (ou manipular?) almas, é
reconfortante saber que este não é o nosso alvo primário, mas este é, sim, o
alvo do Espírito Santo. Quanto a nós, descansamos no fato de que a Palavra e o
Espírito suprem nossas necessidades, e de que o nosso alvo é a fidelidade no
cumprimento da Grande Comissão, indo sobre a promessa de que o Espírito Santo convencerá
o mundo do pecado da descrença, do juízo estabelecido e da justiça satisfeita “
. Mas não podemos “confundir o convencimento do pecado, da justiça e do juízo,
com a tarefa de persuadir os homens da verdade bíblica, do amor de Deus e da
grandeza de suas obras. Naquele, é o convencimento do Espírito, que as pessoas
não entendem porque se discernem espiritualmente, e, no outro caso, é a
persuasão que significa a explicação da revelação proposicional verbalizada aos
homens de maneira que lhes dê raciocínios certos com que o Espírito os
convence” . Curiosamente, como observa J. I. Packer, o termo “conversão”
aparece em três passagens bíblicas com a
idéia de converter alguém a Deus, porém o sujeito do verbo não é Deus, como
esperaríamos que fosse. Isso indica que a conversão de outras pessoas deve ser
o objetivo dos cristãos. “Evangelizar, portanto, não é simplesmente uma questão
de ensinar, de instruir, de proporcionar informações às mentes dos homens. É
muito mais do que isso. Evangelizar inclui o esforço de obter resposta
afirmativa à verdade ensinada. É uma comunicação que tem em vista a conversão.
É uma questão não meramente de informar, mas igualmente de convidar. É uma
tentativa de ganhar, conquistar ou atrair nossos semelhantes para Cristo” . Devemos
nos empenhar nesta tarefa tendo como alvo a conversão e salvação de pecadores.
Devemos lhes expor o Evangelho de Cristo de forma clara e levá-los a uma
decisão. Jamais devemos esquecer que o homem natural é incapaz de compreender
por si mesmo a mensagem cristã. Paulo afirmou que “o homem natural não
compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parece loucura; e não pode
entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1Coríntios 2.14). A
Bíblia nos diz que os homens estão cegos (2 Coríntios 4.4), surdos (Atos
28.26,27; João 8.43) e mortos (Efésios 2.1). Assim devemos nos lembrar que a
conversão de alguém não depende do meu poder de persuasão e, sim, da ação
sobrenatural do Espírito de Deus, pois é Ele quem convence o mundo do pecado,
da justiça e do juízo (João 16.8). Assim devemos suplicar que o Espírito Santo
nos use e, Ele mesmo, abra a mente dos que estão sendo evangelizados. O Rev.
James Kennedy nos diz: “Devemos familiarizar-nos com essas leis de persuasão e
usá-las quando criticamos a nossa apresentação do Evangelho, para ajudar-nos a
detectar os lugares da nossa fraqueza. Devemos perguntar a nós mesmos: Falhei
em conseguir a atenção deles em manter seu interesse? Se foi assim, por que e
como posso fazer para mudar isto? Até que ponto despertei o seu desejo de
conhecer a Cristo e fazer parte do Seu Reino? Como isto pode ser aumentado? A
pessoa ficou convencida quanto aos seus pecados e sua necessidade de perdão? Se
não, por quê? Confrontei a pessoa claramente, com a necessidade que ela tem de
fazer uma decisão por Cristo e dedicar sua vida a Ele com arrependimento e fé?
Se não, como posso melhorar para a próxima vez?” .
Na conversão de Lídia, em Atos 16, Lucas
nos diz que “o Senhor abriu seu coração para responder às palavras ditas por Paulo”
(v. 14). Deus operou através da instrumentalidade da pregação do apóstolo, de
modo que a salvação é de Deus. O mesmo Paulo nos ensina que pessoas são
convertidas “não tão-somente em palavras, mas sobretudo em poder, no Espírito
Santo e em plena convicção” (1 Ts 1.6). Mas à igreja, como proclamadora das
boas–novas, cabe a responsabilidade de persuadir as pessoas, rogando-lhes que
recebam a Palavra (2 Co 5.20; 6.1).
sexta-feira, agosto 17, 2012
OS SERVOS E OS TALENTOS - Dr. Russel Shedd
A parábola dos talentos (Mt
25.14-30) põe em relevo o desperdício de capacidade não investida. Os primeiros
escravos receberam seus cinco e dois talentos, respectivamente, e logo os
aplicaram. Seus ganhos foram estupendos, já que um talento pesa 30 kg ou 6,000
denários, cada um dos quais valia o salário de um dia de trabalho (cf. Mt
20.10). Tanto dinheiro nas mãos de um escravo (doulos) prova até que ponto o
senhor confiava em seus servos. Eles foram galardoados com a doação dos
talentos que ganharam, acrescentados aos talentos do senhor. Ficaram
riquíssimos.
O terceiro escravo escondeu
seu talento em um buraco, no chão. Quando o senhor voltou, o diálogo com o
terceiro escravo mostrou seu desprezo pelo senhor e sua própria raiva,
provocada pelo desperdício. A desculpa foi rejeitada. “Servo mau e negligente!
Você sabia que eu colho onde não plantei e junto onde não semeei? Então você
devia ter confiado o meu dinheiro aos banqueiros, para que, quando eu voltasse,
o recebesse de volta com juros” (Mt 25.26,27, NVI).
A condenação do servo foi
por causa do desperdício. Como escravo, ele não tinha direitos sobre sua
própria vida e menos ainda sobre os quilos de prata ou ouro que seu senhor
colocara em suas mãos. Ele não tinha nenhum direito de desobedecer à ordem do
seu mestre e desperdiçar o valor dos juros que o investimento com os banqueiros
poderia ter rendido.
O que Jesus desejava ensinar
com isto é que não desenvolver alguma
capacidade para o reino é desperdício e desobediência. Nada que temos em
nossas mãos realmente nos pertence, uma vez reconhecendo que fomos comprados
por preço alto (1Co 6.19). Se nossas vidas não são nossas, a liberdade de
escolha que aparentemente temos, é condicional. Se recusarmos utilizar e
investir as capacidades que temos, somos servos maus e negligentes. O castigo
na parábola foi tirar o talento do terceiro servo e entregá-lo ao primeiro.
“Pois a quem tem, mais será dado, e terá em grande quantidade. Mas a quem não
tem, até o que tem lhe será tirado” (v. 29, NVI). A única maneira de segurar o que temos é utilizar, investir,
desenvolver e não desperdiçar. O Mestre não convida preguiçosos para o
seguirem, a não ser para transformá-los e utilizar os talentos que ele mesmo
lhes deu. Em conclusão, devemos notar duas observações a respeito destas
duas parábolas de Mateus 25: “As virgens néscias falharam por pensarem que sua
responsabilidade era fácil demais, enquanto o servo mau falhou por pensar que
sua tarefa era difícil demais”.
Rev. Russel Shedd
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